
Na foto, Guennadi Ziuganov, colega russo de Jerónimo de Sousa, sendo presença habitual nas iniciativas internacionalistas do PCP, deposita um cravo vermelho no túmulo de Estaline junto às muralhas do Kremlin. O que prova que uma flor que tanto nos diz em termos simbólicos não serve só (pobre vegetal, vai para onde o levam) para comemorar ou enfatizar fins nobres e libertadores. Também é usado para homenagear o tirano, entre todos os ditadores, que mais comunistas assassinou. Uma homenagem absurda feita por um homem-absurdo (o cavernícola com blusão da Adidas, Ziuganov) que dirigindo o que resta dos comunistas russos se curva perante o homem que, em vida, entretinha a sua paranóia sádica a prender, torturar e fuzilar comunistas seus colegas.