Por aquilo que foi feito a Alan Turing (1912-1954), com uma das mais malvadas "recompensas" jamais feitas por um Estado a um seu iminente cientista, e apesar do recente acto simbólico de reabilitação e pedido de desculpa da rainha inglesa, ainda falta que o preito devido tenha a medida certa para a ingratidão criminosa com que o estado e a sociedade britânica pagarem uma parte da dívida para com ele, pelo menos pela sua ajuda à libertação do nazismo e a criação das bases tecnológicas para a criação dos hoje corriqueiros computadores, aquelas máquinas sem as quais não conseguimos conceber os dias de hoje. E não é com o filme de Morten Tyldum ("O jogo da imitação") que a justiça fica feita. Longe disso. De facto, o filme é ligeirinho na tentativa de criar tensões dramáticas com a pessoa, a pessoa de Turing, a ser uma amostra aguada e estereotipada. É isso, Turing merece mais e melhor.
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