
Sou admirador das mulheres. Melhor dizendo, de mulheres. Ainda melhor dito: das mulheres que sejam mulheres. Precisando em mais fino: mulheres que me surjam como a mulher. Não por fetiche mas por prazer estético. Adicionando o tempero de um gosto íntimo de gostando-as, gostá-la. Talvez para eu poder continuar a gostar de ser homem e não ser mulher.

Mulheres em bando, como tribo eufórica e fechada, carregam-me o sobrolho. Cuido-me. O melhor que consigo. E zarpo se começo a ouvi-las tratarem-se, entre si, rebaixando-se, por cá-cá, li-li, mi-mi, té-té, lé-lé, ni-ni, fá-fá e xá-xá. Por me parecer que, assim, pelo menos acusticamente, essas mulheres se rebaixam à condição de ninhada de gatas.
Mas quando leio:
Mulheres, entre lágrima e esperança, entre dor e alegria, resistentes, muito, à vida e ao tempo. Começaremos mais um ano juntas, eu ajoelho de respeito. Porque sinto, cá dentro, uma mensagem mista de dor e valentia e que são, na minha escala, o melhor que se pode ter e dar.
Obrigado.

De
Ana a 2 de Janeiro de 2006 às 12:50
Assim fico sem jeito.
Valentia sim, de minha avó e minha mãe. Mulheres de fibra, viúvas, dignas, calorosas, sempre lugares de raízes. Eu, aprendiza, tentando não deslustrar muito.
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