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Face á direita unida à volta de Cavaco, é uma felicidade a pluralidade das opções alternativas de esquerda. E um trunfo que, julgo, vai permitir derrotar, com Manuel Alegre, o Sidónio Contabilista na segunda volta.
Por um lado, uma dupla preciosidade são, desde logo, as candidaturas de Jerónimo e de Louçã. Remetem os seus irredentismos partidários ao lugar próprio e simbólico do protesto e do conservadorismo corporativo. E livram Alegre das companhias festivas dessas comitivas, depurando os sentimentos socialistas, democráticos e cidadãos, das inúteis e contra-producentes derivas leninistas e trotsquistas.
Depois, ver Mário Soares prestar-se a mais uma nobre e esforçada missão de sacrifício democrático - agarrar a ele o pior PS, o aparelhista e leninista, o da fidelidade no lugar da lealdade, arrastá-lo no ridículo da derrota eleitoral, para que se cale durante uns tempos, tornando a atmosfera política mais respirável e dar asas à cidadania. Faltando consolidar a alternativa que derrote a estratégia de Sócrates (sacudir a derrota de Soares para os ombros de Soares, isentar-se e isentar o PS, para se entender com o vitorioso Cavaco, completando o plano de substituir a política pela tecnocracia).
Falta, pois, eleger, combatendo pela sua eleição, um Presidente de Palavra e das Palavras. Manuel Alegre, evidentemente.
Os quatro candidatos pela esquerda não são demais. Cada um tem seu papel. E esta
pluralidade multifuncional tem um potencial de eficácia muito superior ao monolitismo retrógrado e de concentração partidária da direita sabida com a direita ranhosa que sustenta o Professor, a quem se deseja, democraticamente, que volte para as suas boas aulas na Católica. Assim se saiba aproveitar a oportunidade.