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Desta vez, acho que muito bem. Quando falou
assim:
Somem-se os nomes das Comissões de Honra de Soares e Cavaco, e dá mais de mil nomes, que são um retrato de quem manda em Portugal. Do establishment. Do "quem é quem". Somem-se mais meia dúzia de nomes, mais os militares no activo, juízes e embaixadores, alguns jornalistas, mais a hierarquia da Igreja, e está toda a nossa elite. Quem manda.Porque há qualquer coisa que não bate certo na forma de se bater na política e nos políticos. Só malta bera, como se sabe. Excepto nas campanhas eleitorais. Porque então, quando um político emerge com o perfume da possível vitória, a nata social, a anti-política e anti-políticos, cola-se-lhe que nem uma lapa. Para que o mando continue tranquilo. Nas mãos dos mesmos.
Um círculo fechado, a necessitar, urgentemente, de uma ruptura. Não de regime, mas de cidadania. Isto digo eu, não sei se o dirá Pacheco. Talvez não.