Segunda-feira, 13 de Março de 2006

TUGIR TURCÓFILO?

Está aberta a campanha para a sucessão de Koffi Annan como Secretário-Geral da ONU. Seguindo o princípio da “rotatividade continental”, a um SG africano deve seguir-se agora um SG asiático. E, neste sentido, alguns apoios se têm exprimido de várias personalidades políticas portuguesas favoráveis a Ramos Horta, timorense, sportinguista, falando português, Nobel da Paz. Ramos Horta, originário de um pequeno e pobre País, seria além do mais, tendo um currículo basto na área diplomática, uma forma de tornear a tendência competitiva entre as grandes nações asiáticas, não acirrando as apetências hegemónicas entre a China, o Japão, a Coreia do Sul, a Índia, o Paquistão, as Filipinas e a Indonésia. Pareceu-me até que o apoio à eleição de Ramos Horta fosse próximo do consensual entre os portugueses pelas múltiplas razões indicadas, admitindo até que as maiores reticências (facilmente ultrapassáveis, após demonstração cabal que o SG da ONU não tem poder de influência sobre a arbitragem portuguesa) viessem de alguns sectores ultras nos campos fanatizados de benfiquistas e de portistas.

 

A surpresa dissonante acabou de vir do Carlos. Fazendo jus à sua turcofilia militante (ele tem um amor especial pelos turcos e julgo que, por vontade sua, a Turquia seria retroactivamente condecorada como membro fundador da União Europeia), ele quer um sujeito turco (Kemal Dervis) como sucessor de Koffi Annan. Tudo bem, pois esta propositura só anima a campanha eleitoral. Não vejo é como, assim, colocando a Turquia como “país asiático”, vai continuar a defender afanosamente a adesão acelerada da Turquia à União Europeia. Talvez não haja problema: a imaginação tudo consegue. Boa sorte, então.  

 

Publicado por João Tunes às 15:45
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