
Os católico-clericais andam por aí a prometerem revanche se lhes tirarem os crucifixos das paredes das escolas públicas. Nada menos que nos tirarem as chagas de Cristo da bandeira nacional e abolirem-nos os feriados religiosos. As chagas ficariam só para eles e os feriados católicos também.
Do que eles se foram lembrar. Bem pensado. O que comprova que, de quando em vez, as sacristias são bons locais de reflexão e criatividade.
Quanto à bandeira, de facto, há muito está obsoleta. Não temos nem império nem nada que tenha a ver com a bola que está lá no meio. Fiquem as cores e basta. Apoio.
Quanto aos feriados, ainda melhor. Metem-se uns tantos outros nos seus lugares (sei lá: dias da criação da Comuna de Paris, do decreto do Afonso Costa para acabar com os privilégios dos curas, da abolição da Inquisição, em que os trabalhadores agrícolas conquistaram as oito horas de trabalho, em que Cunhal fugiu de Peniche, em que o Botas caiu da cadeira, da chegada de Soares do exílio a Santa Apolónia, da primeira emissão com Manuel Alegre a falar na Rádio Voz da Liberdade, etc). E os clericais que arranjem contratos de trabalho para eles poderem celebrar, nas igrejas, capelas e capelinhas, Pentecostes e coisas dessas.
Combinado? Bora!