
A guerra? Houve guerra? Ainda por cima, guerra colonial? Então, se houve (vá-se lá saber se houve!?), cante-se o Hino, icem a bandeira, levantem o Crucifixo mais as cinco chagas de Cristo, celebre-se missa, D. Januário - nosso Major-General - homilie às tropas, cumprimente-se o novo CEMFA, meta-se uma farda no Jorge Sampaio se ele é - como diz - Comandante Supremo, grite-se Angola é Nossa, Moçambique é Nosso!, Guiné é Nossa!, Portugal do Minho a Timor! e mandem-se as tropas, em parada, descansar.
Chega? Se não chega, diga-se que esse meio milhão de velhos marados que por aí restam, se tantos foram, não contando os que lá ficaram depois de cozerem as tripas ao sol, e ao fim de treze anos deram de penates e arrearam a bandeira, a nossa bandeira, então não valeram nenhum ao pé do Dom Nuno, o Condestável. Esse sim, o Vencedor de Aljubarrota. Ai Dom Nuno, Dom Nuno, casto eras, santo até, virgem se calhar e se para o mal não foste tentado, mas tinhas uns tomates do tamanho dos sinos de Mafra (e por isso lá ficaste padroeiro da Escola de Infantaria)! E tamanhos tomates tinhas, ó Nuno, ó Santo Nuno, que tu que eras tão baixinho (vão a Monsaraz e vejam a altura pequenininha da porta da casa dele), que quando avançavas contra os castelhanos te desatavas a rir porque o matagal de Aljubarrota te roçava o tomatal e as cócegas te davam para o riso. E, rindo-te, foste valente e nosso Herói. Herói Nacional. Nada a ver com esse meio milhão de marados de G3 mal aviadas. Tão mal aviadas que deram de frosques e deixaram os retornados às voltas com os caixotes das economias todos desorientados nos cais de partida e de chegada.
Isto atrás é conversa brava e ímpia. De militar que foi mal fardado. Sem decoro, nem sequer maneiras. Não liguem. Peço desculpa. Por favor, passem ao post seguinte.