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I) Aquilo que considero evidências:
- O governo denota incapacidade de gerir politicamente as medidas que tomou e continua a tomar, bem como as reactividades a elas. E esta incapacidade política (em que não são de somenos as falhas de liderança e de comunicação) é politicamente tão relevante que transforma em irrelevantes as boas razões para as medidas que está a tomar. Essencialmente porque, da resultante, não sai uma dinâmica social e política de suporte a um projecto, não percebido e se é que existe, de ultrapassagem da crise.
- Com a direita nas encolhas, as castanhas estão a ser assadas e vendidas, todas, pela esquerda revolucionária. Numa escalada desbragada e que vai direitinha ao benefício da cadeira de rodas da direita em estado paraplégico mas em espera fisioterapeuta da chegada providencial de São Aníbal. Mas o tapete está-lhes estendido e o vento corre de feição. E eles, sabe-se, não querem
solução mas sim
revolução.
II) O que o PS necessita:
- Espírito crítico para pressionar uma mudança
imediata de rumo.
- Uma política que não se resuma a cascar em direitos privilegiados adquiridos (justificando-se, serão sempre medidas de correcção e não medidas de solução) mas em soluções e em motivações que levem ao desenvolvimento e à competitividade, mobilizando camadas sociais apostadas no progresso. Só nesse campo os revolucionários perderão terreno.
III) Como ajudar:
- Nunca, em caso algum, praticar a fidelidade seguidista, empurrando o cego para o barranco (lembre-se Alves Redol).
- Não
deitar fora o bebé com a água do banho, gerando e alimentando preconceitos (anti-sindicais e outros) como me pareceu o caso evidente deste
post do meu caro amigo João Abel Freitas e outros mais que contabilizam, com regozijo mais ou menos disfarçado, as derrotas sindicais do conluio CGTP/PCP-BE. É que, meus caros, lá para a frente, e com a direita em cima do lombo, iremos perguntar mas onde é que os Sindicatos se meteram?.
(*) Por quem votou PS, fez força pela "maioria absoluta" e disso não está arrependido. Porque, os factos demonstram que a chantagem da "esquerda revolucionária", em maioria relativa, trazia empates mas não soluções. Embora com consciência da evidência que "maioria absoluta", só por si, tanto pode dar cura como placebo.