Terça-feira, 26 de Julho de 2005
![capt.sge.owf84.250705195522.photo00.photo.default-270x387[1].jpg](http://agualisa3.blogs.sapo.pt/arquivo/capt.sge.owf84.250705195522.photo00.photo.default-270x387[1].jpg)
Um excelente post do
Miguel Silva levanta, com muita argúcia, o bloqueio das contradições geradas pelo turismo rural. Este texto só veio reforçar a minha convicção de que a componente do desenvolvimento turístico comporta o inevitável preço de destruição da paisagem humana e social (isto, nos casos mais benignos, porque normalmente não fica só por aí). Porque, acredito, os turistas são os maiores predadores sociais da idade moderna, além de que, como consumidores fáceis e passivos, favorecem o mercado da falsificação da representação dos usos e costumes. Por isto mesmo, o turismo é a pior via para se conhecerem terras e gentes. E os lugares turísticos, embora enriqueçam pessoas, perdem inexoravelmente a alma.
De
marujo a 27 de Julho de 2005 às 11:13
pois... mas o que fazer depois de dos agricultores se terem transformado em jardineiros? depois dos pescadores se terem transformado em guias turísticos? desmantelaram o aparelho produtivo primário e as pessoas têm de viver de alguma coisa. o lago do Alqueva servirá prioritáriamente para lazer naútico e, só depois, para irrigar hortas e pomares. isto porque temos de comer a manteiga francesa, a carne inglesa, o peixe espanhol e o milho italiano. alguém tem de comer os excedentes comunitários...
De Joo a 27 de Julho de 2005 às 00:18
Margem de erro ou margem de fatalidade? Ou a soma das duas margens?
De
Brigida a 26 de Julho de 2005 às 23:28
São os efeitos preversos, o lado negativo que sempre existe em tudo. Por mais que se controle os impactos e que se planifique, que se integrem comunidades e que se procure preservar o ambiente, há uma "margem de erro".
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