
Lamentável e condenável a morte do jovem electricista brasileiro pela polícia londrina depois de se confirmar que não se tratava de um bombista nem tinha ligações às actividades terroristas.
Lamentável e condenável que o jovem electricista brasileiro tenha, sabendo-se sob perseguição policial, saltado a entrada do metro, encenando uma fuga às autoridades e acentuado suspeitas de que se tratava de um bombista suicida.
Lamentável e condenável a choradeira desproporcionada sobre este erro policial (somado a um erro da vítima) falando-se em histeria securitária e apelando ao reforço da acusação emocional ao destacar-se que o falecido era ... brasileiro.
Adenda (20/08/2005): Obviamente que só sei o que se sabe pois não disponho de informações secretas privilegiadas e tento domar os preconceitos para que eles não me domem a mim. Na altura da notícia, confiei (porque ia não confiar?) na versão oficial sobre este triste acontecimento. Com os dados novos das informações que estarão contidas nos relatórios da "Comissão de Inquérito" aos incidentes que resultaram na morte deste cidadão brasileiro e divulgadas numa televisão inglesa, indicia-se que o baleamento homicida do imigrante brasileiro terá sido um inadmissível abuso histérico de autoridade levado ao extremo da retirada da vida a um cidadão inocente. O que exige que se tirem as consequências inevitáveis quanto à responsabilização dos homicidas armados em polícias e dos responsáveis que os encobriram e mentiram perante a opinião pública. Devem ser assim as democracias - ninguém acima da lei e a comunicação social a desmontar os descaminhos dos abusos do poder. Para que a democracia valha tanto que se demarque da barbárie defendida pelo terrorismo.