Segunda-feira, 26 de Setembro de 2005

FALOU O BIMBO

JoseLello.jpg

Que mais não fosse para que um dos políticos mais bimbos do PS – José Lello – aparecesse a botar faladura indigente para referir o “parasitismo partidário” de Manuel Alegre, a candidatura do poeta valeu a pena.

E não se julgue que o cú não tem a ver com as calças. Tem. Senão elas, as calças, não se enfiavam pernas acima até se ajustarem no sítio onde prespegamos as cadeiras. Uma campanha, sobretudo a campanha presidencial, é o momento certo de recolocar os princípios, os valores, a vontade de futuro na decência, na opção de se ser de esquerda ou de direita e correndo todos os riscos para ganhar ou perder, no centro da política. Se o PS nos está a querer enfiar de cabeça no pantanal, mostrando-se indeme na capacidade de ter moral para responder a qualquer reinvidicação e privilégio pessoal e de grupo, procurando que fiquemos vergados à impotência de vermos a vitória cavaquista (procurando, depois, tirar dividendos da harmonia bipolar centrista de Sócrates em São Bento e Cavaco em Belém) pela mão da ilusão da gero-bravata soarista, é bom e saudável que se possa dizer não e diferente.

Um partido e um governo que meteu Fernando nos petróleos, Armando na Caixa e permite parcerias energético-parlamentares entre Pina e Vitorino, merecerá o regresso do clan Soares e ter José Lello como seu arauto moral. Mas esse é o problema do pântano. Nós, outros, merecemos o direito a respirar a diferença política que é ter Alegre como candidato, resistindo a desacreditar da política, dos políticos, da democracia e... do PS.
Publicado por João Tunes às 16:02
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