Sexta-feira, 14 de Julho de 2006

COM CALMINHA

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Talvez já se possa falar um pouquinho sobre o Mundial, sem destoar demasiado. Não muito, um pouquinho apenas. Porque destoar em plena euforia ou ressaca do unanimismo patriótico, é arriscado. Não que não se possa (era o que faltava!) mas pelo risco de se passar por intelectualóide elitista ou por parvo com nojo do povo. Mas indo com jeito, até já se pode voltar a falar de futebol, simplesmente. E distinguir quem joga bem e quem não joga, coisas assim de “treinadores de bancada”. Lá iremos, com calminha.

 

Assisti á semana televisiva da fase final do Mundial numa estância turística de sol-praia metido numa população que se renova por camadas e em que dominavam originários dos quatro países semi-finalistas (mais alemães e italianos, seguindo-se portugueses e franceses). Os portugueses, terceiros em número, mas os mais ridículos no uso intensivo de adereços pátrios, contavam com a cumplicidade hiper-activa do funcionalismo turístico (caboverdianos). Por cada jogo, uma competição de dois chauvinismos e duas xenofobias. Sem excepção nem melhorias. Tudo somado, deu, cultural e civicamente, quatro chauvinismos grupais e um número ainda maior de combinações xenófobas também colectivas. Não aproximou pessoas uma ponta de cabelo. No fim, cada um ficou mais agarrado à sua bandeira e desprezando mais a diferença. Celebrando sucessos ou bodes expiatórios. Neste aspecto, o saldo é repugnante. E, assim, até a Europa andou para trás. Nada que não passe, se houver calminha. 

Ah, é verdade, tenham todos um excelente fim-de-semana.  

Publicado por João Tunes às 15:45
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De a.leitão a 18 de Julho de 2006
A propósito...
http://fotosdotempo.blogspot.com/2006/07/batemos-no-fundo.html
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