Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

HISPANO-HISTÓRIA

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Aprende-se aqui: “La españolidad de Ceuta y Melilla está perfectamente probada”. E no benemérito intuito de “iluminemos a los ignorantes y desenmascaremos a los manipuladores” (uma frase que soa a slogan do dogmatismo maoísta do princípio da década de 70 do século XX), fica-se a saber que Ceuta (que era “portuguesa” antes da anexação de Portugal por Espanha no final do século XVI) com a restauração da independência portuguesa em 1640, passou a eternamente espanhola por meio de eleições livres e democráticas (típicas das que se praticavam nos reinos do século XVII) e que Melilla a Espanha pertence e pertencerá porque, estando destruída e abandonada, foi tomada por espanhóis em 1497 (assim dispensando futuras eleições, presume-se). Resta perguntar ao ilustre hispano-historiador o que aconteceria à Europa e ao mundo se as legitimações das identidades nacionais da actualidade se baseassem na regressão aos direitos de conquista do século XV e às escolhas “referendárias” do século XVII. E tardaria nada estaríamos a desconversar à volta da “vaca fria” de Olivença. Ou seja, a perder tempo a olhar para trás. O melhor, então, é ficarmos por aqui: “onde Rei mete pé, a terra à coroa pertence”. Vale!

Publicado por João Tunes às 11:57
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3 comentários:
De carlos freitas a 7 de Novembro de 2007
Hispano ó quê? Historiador???
A partir de hoje auto-intitulo-me de rei de Ceuta! Vale??
De herodoto a 8 de Novembro de 2007
Por alusiones:
En ningún lugar he escrito nada sobre un referendum, eso lo ha añadido usted. La ciudad de Ceuta decidió ser española en 1640 porque así lo decidieron sus autoridades, el gobernador de la ciudad y la curia municipal, formada por los representantes de los distintos gremios. No se le obligó por las armas ni formaba parte de un tratado entre los reinos de Portugal y España. Por esta decisión la ciudad recibió el título de "noble, leal y fidelísima", conservando en su escudo y bandera las armas de Portugal, que reconoció la españolidad de Ceuta pocos años después.

En cuanto a Melilla, practicamente desapareció durante 200 aos hasta la llegada de los españoles. Fue repoblada por castellanos. No tiene ningún sentido la reivindicación marroquí.

Marruecos reclama dos ciudades que nunca le pertenecieron. Eso es tan absurdo como que España reclamara el Languedoc a Francia porque perteneció al reino visigodo, anterior al nacimiento de España como estado. Marruecos no existió como estado hasta 1664.

Si desea tomarse la molestia, le ruego que consulte los muchos estudios sobre los que fundamento mis palabras, por ejemplo:

- Historia sobre Ceuta, de Antonio Carmona (ed.Sarriá)
- España-Marruecos: Un malentendido histórico, de Alfonso de la Serna (ed.Marcial Pons)
- Ceuta hispano-portuguesa, deAlberto Baeza (ed.IEC)
- Historia de Marruecos, de Jerome Becker
- Ceuta y Melilla en la polémica, de Manuel Lería.
- Historia de la plaza de Ceuta, de Jose A. Marquez de Prado.

Atentamente.

Herodoto
De João Tunes a 11 de Novembro de 2007
Obrigado pela sua insistência argumentativa.

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