Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

O AZAR DE CHALÓ

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Já sabia que na Figueira da Foz se cultiva a exigência no mais alto grau. O grau do implacável. E, neste aspecto, a experiência com Santana Lopes como edil deve ter feito escola por lá. Francisco Chaló, treinador da Naval, foi despedido de imediato após o clube figueirense ter perdido na Luz contra o Benfica (o que não é admissível para um clube da Figueira da Foz). Mas o problema terá sido, no final do jogo, o Chaló não ter dado um valente sopapo no Rui Costa. A esta hora, estaria desculpado em vez de despedido.

 

(post dedicado, com um abraço, aos estimados companheiros Carlos e Marcelo, figueirenses de gema)

Adenda: No primeiro jogo com o novo treinador, o Naval perdeu 4-1 em casa contra o Vitória de Guimarães. O Chaló deve ter deixado malapata na despedida.

Publicado por João Tunes às 16:07
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3 comentários:
De Carlos Freitas a 17 de Setembro de 2007
Para além de agradecer, bem pode meu caro João, considerar-me como figueirense de gema, colar de uma ordem a que não pertenço, embora pense que a ela já tenha direito, pois ao fim de quase 21 anos a trabalhar na Figueira da Foz, já mereço tal comenda. Mas não quero sê-lo, embora sem querer ofender os meus amigos figueirenses e a cidade por quem nutro especial carinho, sou de corpo e alma "Coimbrinha " como eles, os figueirenses, apelidam os seus vizinhos de Coimbra, com pontinha de fina ironia, que desculpamos, embora recebam troco ou demasia que a rivalidade já foi grande.
Quanto ao Senhor Presidente dito Alfacinha, não tenho nada a obstar, dos três que me calharam em rifa nestes vinte anos (o falecido Eng. Aguiar de Carvalho, Santana Lopes e o actual Duarte Silva) prefiro o Alfacinha ao Tripeiro e ao Figueirinhas actual. Ao seu estilo e com estilo a Figueira voltou a sorrir, após 18 anos de mandato socialista, que na parte final adormeceu a cidade, tal como hoje, de novo, sucede. Sei do que falo, porque vi, se era fogo de vista ou não, o certo é que deixou alguma obra vísivel no terreno (Centro de Artes e Espectáculos, estrutura que nem Coimbra possui, um rede de piscinas municipais disseminadas pelo Concelho, alguma atenção ao património). Quanto ao futebolês, apenas chuto na gramática, são contas de outro rosário, a minha Académica, vale o que vale, mas não no futebol ,que é coisa por que não torço. Quanto "à Naval", como por lá se diz, o presidente despede desde treinador a jogadores, é como calha, pois parece estar dado como uma espécie de "Abramovich" , de trazer por casa, sendo ele que paga, quem não trabuca não manduca.
De marceloribeiro a 17 de Setembro de 2007
Figueirense mas de Buarcos, infância na praia, na escola, amigos pescadores e filhos e netos de pescadores. isso sim.
Também sou navalista, claro, da associação Naval 1º de Maio associação das mais antigas deste país e velha glória do remo.
De facto a derrota diante do benfica e na Luz é imperdoável!!!
Ó João tunes, eu escrevi um texto quando a Naval chegou à primeira divisão, lamentando o facto. A Naval é um clube pobre de uma terra que não é rica e que por isso mesmo nunca dará condições para aguentar a primeira divisão. confesso que não sabia a história do treinador despedido. vchaló parece-me, ainda por cima, nome de litoral. Isto é a prova provada do que já escrevi (Au Bonheur des Dames nº 6) e que de bom grado enviaria para o seu honrado estabelecimento se soubesse. Leia-o e verá as minhas razões. E as razões por que me doi este despedimento. Um abraço para si e para esse Carlos cujo blog ora mesmo visitei e apreciei.
De João Tunes a 19 de Setembro de 2007
Obrigado pelos vossos contributos autobiográficos. Mas sempre digo que para se ser patrício de gema não se necessita de lá ter nascido. Eu que o diga, barreirense assumido, só tendo ido parar com 7 anos e não vivendo lá desde os 18.

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