Quinta-feira, 26 de Julho de 2007

SE VOLTAR À ESQUERDA

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Para mitigar o meu pessimismo, quero acreditar que, um dia, o PS ainda vai lembrar e agradecer a Manuel Alegre ter escrito o artigo (*) ontem publicado no “Público”. Mas, para já e até lá, vão-no tratando mais ou menos como é uso e costume tratar-se Zita Seabra.

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(*) - Em caso de dificuldade com este link, o artigo pode ainda ser lido aqui.

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Adenda: Para os que não tiverem paciência para ler Alegre, achando-lhe o discurso gasto, virem-se então para António Arnaut, um dos fundadores do PS, e leiam-lhe a entrevista na "Visão" de hoje.  

Publicado por João Tunes às 00:32
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5 comentários:
De marcelo ribeiro a 27 de Julho de 2007
Ai, às vezes sabe bem ler um texto como o do Alegre. claro que as críticas (se aquilo são críticas) choveram. Por acaso todas ao lado, tiro na água!
De todo o modo, entre sócrates (o josé) e o socrático Alegre sempre o segundo.
está pago o meu voto nele nas presidenciais.
De João Tunes a 30 de Julho de 2007
E a entrevista cristalina de Arnaut à Visão?
De José Neves a 29 de Julho de 2007
Caro Água Lisa,
Manuel Alegre hoje em dia é um bom acomodado às mordomias que a política lhe proporcionou e lhe permite descansada e comodamente caçar, pescar, poetar , escrever e estar eternamente no parlamento olimpicamente a vigiar os trabalhos dos tarefeiros menores.Tudo isso sem despir a farpela do exílio com as respectivas tiradas anti-fascistas agora,na democracia,subtilmente disfarçadas contra fantasmas anónimos.Qualquer voto em Alegre ou Helena é um cavalo de Tróia para minar a democracia possível praticável.
O seu estilo não é o da "eminência parda" mas o da "eminência brilhosa ".É notório a qualquer bom observador que Alegre não quer ser Chefe de Partido e ainda muito menos Chefe de Estado: e o trabalho que isso dava.
José Neves
De João Tunes a 30 de Julho de 2007
Respeitosamente, dizer "Qualquer voto em Alegre ou Helena é um cavalo de Tróia para minar a democracia possível praticável" é uma repimpada parvoíce. Com que então, mais de um milhão e cem mil votos, nas presidenciais, vieram de "troianos"? Fócrates para este conceito de democracia eleitoral! Assim sendo, antes Charrua que este Neves.
De José Neves a 30 de Julho de 2007
Caro João Tunes,
E para que serviu o disparate do tal milhão e mais de votos? Para a Dona Helena querer logo avançar com o novo Partido o que foi travado por Alegre e pelas comadres cabeça de cartaz que dispersaram imediatamente. E para a Dona Helena querer impor-se candidata a Lisboa e sendo repudiada saiu para andar a fazer um perigoso discurso anti-partidos que não envergonharia Salazar. A sua aparição recente no popularuncho programa da patroa da má-língua e o que disse é exemplo típico de que já tudo serve para angariar votos.Historicamente a democracia sempre acabou onde acabam ou acabaram com os partidos. Não sou contra novos partidos desde que sejam assumidos sem subterfúgios e com filosofia de pensamento e acção política e programas claros e igualmente com gente visível responsável perante os eleitores, isto é: com jogo limpo.
PS - Li, como sempre o Público de fio a pavio e, como tal também o artigo do J.Seguro . Repare como ele quando apertado para dizer se concorda com os medos de Alegre se refugia na aprovação do conteúdo geral para fugir à resposta directa, num verdadeiro "politicamente correcto". Moral da história: todos que praticam e vivem da acção política do dia a dia e têm pretensões a altos vôos nunca se comprometem. O ideal da utopia é uma coisa a realidade prática possível é outra. Acredite em mim que já tenho muitos anos e os cabelos todos brancos, sem um minuto sequer de vida vivida ou contacto dentro de partidos, do Estado, do governo, duma repartição, duma escola, ou qualquer serviço público.
José Neves

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