Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010

É hoje que Cantona vai ganhar um estandarte vermelho

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José Milhazes, baseando-se no site do KPLO (Comunistas de São Petersburgo e da Região de Leninegrado):

A Organização Comunistas de São Petersburgo e da Região de Leninegrado decidiu condecorar Eric Cantona com um Estandarte Vermelho “pela ideia de destruir o poder absoluto do capital mundial financeiro-especulativo”.

“O camarada Cantona, depois de tomar consciência de que errou quando jogou pelo Manchester United e dançou a mando da batuta sanguinária da FIFA, passou claramente para as posições do marxismo criativo”, escreve esta organização estalinista no seu sítio na Net.

“Os membros da Comissão Ideológica do CC do PC consideram que a nova forma de luta de classes, inventada por Cantona, entrará nos anais do movimento revolucionário mundial. Dezenas de milhares de europeus e muitas centenas de habitantes da antiga URSS preparam-se para a hora “X” e atirar a sua pedra virtual”, sublinha-se no comunicado.

Os comunistas decidiram “condecorar Cantona com um estandarte vermelho pelo contributo para o processo revolucionário”.

O comunicado termina com uma célebre frase do poeta revolucionário soviético Vladimir Maiakovski: “Chegou o teu último dia, burguês!”.


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Publicado por João Tunes às 12:25
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Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010

Façam festinhas e filhinhos mas não forniquem, por amor de deus

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O Casto Neves (no púlpito do seu costume semanal):

O Papa não mudou de posição. A Igreja é contra o adultério, prostituição, promiscuidade e fornicação. Ensina que o sexo, uma das coisas mais maravilhosas que Deus fez, só deve ser vivido numa relação estável e fecunda no seio do matrimónio, sem barreiras artificiais contraceptivas.
(…)
A sociedade hoje anda viciada em libido, como de tabaco há anos. Castidade, pureza, fidelidade são incompreensíveis. Isso passa e voltaremos ao normal. Sabemos bem como delírios colectivos, a que assistimos tantas vezes e parecem imparáveis, se esfumam depois.


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Publicado por João Tunes às 12:29
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O avisado atrasado

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Manuel António Pina, no JN:

Como Cassandra, Cavaco caiu certamente em desgraça junto de alguma divindade. De facto, segundo o próprio há dias revelou, há já sete anos que, num artigo então publicado, ele descrevera, supõe-se que até ao mais ínfimo pormenor, tudo "aquilo que está a acontecer hoje em Portugal".
O profético artigo tinha o premonitório título de "Dores de cabeça", mas ninguém lhe ligou peva. Mais: em tempos mais recentes, desta vez numa profecia intitulada "A ideia base", Cavaco indicara a Portugal o caminho do desenvolvimento. Só que Portugal continuou a não lhe dar ouvidos.
Que Deus estará por detrás disso tudo e que grossa ofensa Cavaco lhe terá feito não se sabe. Certo é que, se tivesse escutado as suas profecias, o país não estaria como está, com os bárbaros a preparar o assalto final e Cavaco Silva como presidente.


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Publicado por João Tunes às 00:41
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Domingo, 5 de Dezembro de 2010

UMA em cada CINCO

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O Conselho Europeu lançou uma campanha de luta contra a violência sexual sobre as crianças, que tem também como objectivo a melhoria da cooperação internacional na captura de pedófilos. "Na Europa, uma em cada cinco crianças é vítima de abuso sexual", denunciou Maud De Boer Buquicchio, sub-secretária geral do Conselho Europeu, durante a apresentação da campanha "UMA em cada CINCO".

"Todos os dias, crianças são vítimas de abuso, frequentemente cometidos por pessoas nas quais confiam: pais, professores ou figuras de autoridade", destacou De Boer Buquicchio.

A campanha tem como meta ensinar crianças entre os quatro e os sete anos a estabelecerem limites e a denunciar abusos e consiste numa série de anúncios televisivos, um livro infantil, cartazes e um site.

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Publicado por João Tunes às 23:12
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PEE

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Marisa Matias, eurodeputada e dirigente do BE, foi hoje eleita vice-presidente do Partido da Esquerda Europeia (PEE), o qual esteve reunido em congresso em Paris. O PEE agrega mais de vinte e cinco partidos ou coligações de países europeus incorporando verdes, esquerdas socialistas e comunistas que romperam com o estalinismo (em Portugal, só o BE aderiu ao PEE). Espera-se que as novas responsabilidades de Marisa Matias facilitem uma maior europeização da intervenção política da esquerda portuguesa útil, ultrapassando o sindroma partidário tuga de quintalinho. Oxalá que o que é necessário tenha força suficiente.

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Publicado por João Tunes às 22:37
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E o Mundial 2018 foi para...

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Publicado por João Tunes às 19:40
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Quando a Ordem se arma em Unida

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Carlos Júlio:

Tem sido sempre assim. A Leste e a Oeste. Quando os senhores do dinheiro e do poder se sentem em causa chamam os cães-de-fila. A tropa está sempre à espera de um momento destes, língua de fora. Ocupam agora os aeroportos espanhóis, como antes ocuparam as ruas de Budapeste ou atacaram o Palácio Presidencial em Santiago do Chile. A tropa é a tropa. Quanto mais fandanga mais permissível a qualquer ordem vinda daqui ou dali. Zapatero continua a velha tradição dos partidos autoritários de chamarem a tropa ao mínimo sinal de "comoção social".

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Publicado por João Tunes às 17:52
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O dito e estafado efeito de contágio

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Maria de Lurdes Vale, no DN:

O mal-estar que esta greve sem aviso [dos controladores aéreos espanhóis] provocou pode muito bem ser o embrião de algo muito mais grave nos dias incertos que correm. Os efeitos de contágio, para os quais os mercados tanto alertam e que deixam tão inquietas as economias mais frágeis do euro, não são nada quando comparados com as atitudes daqueles que na realidade têm o poder na mão e que boicotam o que têm de boicotar quando lhes chega a mostarda ao nariz.

E assim se toca no essencial da odisseia aeronáutica destes últimos dias. Ou seja, lembrar de que já estávamos saturados de ouvir falar nos contágios dos mercados, nos contágios dos produtos financeiros tóxicos, nos contágios dos apertos no défice, nos contágios das subidas de juros das dívidas públicas, nos contágios dos esbulhos fiscais e da caça aos ordenados, subsídios, reformas e direitos sociais (sobretudo os laborais). Era, é, tempo de os contágios passearem por outras avenidas. Para prevenir também o contágio das lutas de cumprir revoltas simbólicas e cristalizadas em rituais para abertura e fecho com discursos rotineiros de líderes burocratizados e para animarem relatórios autocelebrantes nas reuniões contentes do comité central.

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Publicado por João Tunes às 16:54
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Luta e nojos

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Recarrego no tema colocado pelo Pedro Viana. Cujo interesse maior, julgo eu, é estudar-se e ter-se em conta como se forma o juízo público sobre uma greve “radical” praticada por um sector assalariado “bem remunerado”. Para o centro e a direita, a greve “selvagem” dos controladores aéreos espanhóis foi um despautério pois violou as regras do correcto relacionamento social, incluindo em situações de conflito laboral. Além de ter perturbado a boa ordem de circulação universal, de que as auto-estradas aéreas são a base. Para uma certa (e larga) esquerda de toque miserabilista, misturando meia dose de Marx e outra igual de Madre Teresa de Calcutá, os gordos salários e mordomias dos controladores espanhóis choca com o sentido das equidades que os devia inibir de lutar pelo quer que seja. Aos primeiros, pois que sim, deixá-los falar pois eles falarão hoje contra as greves “selvagens” (quando estas se praticam) e amanhã contra todas, incluindo as que sejam precedidas de um pré-aviso de mês e meio. Os outros, os da esquerda repugnada, género político imitativo do bife mal passado, os assalariados “bem pagos”, sobretudo quando em tempo de crise, deviam por-se a jeito perante o patronato para purgarem a “vergonha pelas regalias”. Os “empregadores” bem podem torcer-lhes os direitos, prolongar-lhes a jornada de trabalho, tirarem com uma mão de surra uma parte do que entregam na transferência salarial. Ao fim e ao cabo, vergastando e vergando os “privilegiados”, os patrões estão, à sua maneira, a contribuírem para a justiça social, a nivelarem a terra sem amos nem diferenças, dirão os esquerdistas constitucionalistas. Proletários que envergonham o proletariado, merecem, pois, que os militarizem e obriguem a retomar o trabalho de pistola apontada. E, no entanto, parecendo que perderam na refrega, os controladores espanhóis ganharam, e todos nós com eles, ao evidenciarem como perante gente, governo e empresários, que passa a vida em abuso selvagem, roubando salários, direitos e regalias, se põe de repente em pânico e a vestir a farda à pressa quando do outro lado se explora o efeito de surpresa e que dói. Face à desregulação completa das condições sociais de quem trabalha ou trabalhou, à sangria de direitos laborais, e da missa das intenções ainda só conhecemos metade, o “estado de alerta” não só já está declarado como se transformou em rotina social. Querem calminha e respeito escrupuloso pelos procedimentos conformes? Umas vezes dá, outras não. Com carpideiras enojadas pelo caminho? Claro, é da vida.

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Publicado por João Tunes às 13:22
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Made in China

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Publicado por João Tunes às 01:08
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Sábado, 4 de Dezembro de 2010

Para compensar sofrermos ouvir a ambição de Sócrates em ser sargento da guarda de Zapatero

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Imiscuindo-se em assuntos de um país (outro) soberano, Sócrates, com pose de sargento da guarda, decidiu publicitar a sua solidariedade com a repressão do governo espanhol sobre os controladores aéreos espanhóis. Daí que convenha conhecer-se o que move a outra parte, a que está sob mira militar do governo Zapatero. Aqui podem-se conhecer, em súmulas tratadas jornalisticamente, as posições dos controladores aéreos espanhóis.

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Publicado por João Tunes às 21:01
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Compromissos levam-nos o vento

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O ministro dos Assuntos Parlamentares reiterou hoje que o valor de 500 euros do salário mínimo nacional em 2011 foi fixado "como objectivo de médio prazo" e "tem de voltar" à concertação

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Publicado por João Tunes às 01:08
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Pouco europeus que somos

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Depois de vermos imagens das contestações estudantis em Inglaterra, Irlanda e Itália, dói ver-se como por cá se consomem as energias, se escolhem os alvos e se repartem os sopapos:

Debate entre listas candidatas à direcção da Associação Académica da Universidade do Minho termina ao "murro". Um militante do PCP agrediu o candidato a tesoureiro da lista A, durante um debate organizado pela Rádio Universitária do Minho.

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Publicado por João Tunes às 00:10
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Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010

Ulrich, banqueiro manhoso mas com uma língua pensadora

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Em cavalgada suave em cima da crise e da austeridade, para já em ritmo de passeio, aproximam-se as ofensivas fundas contra os direitos sociais, nomeadamente os de âmbito laboral.

Obviamente que as empresas, as que vivem (só ou também) do mercado interno, sabem que as baixas consideráveis nos rendimentos em ordenados, reformas e subsídios, com aumento das contribuições fiscais, vão levar em linha recta à retracção aquisitiva e, portanto, a uma menor circulação de mercadorias e serviços. Logo, facturação a cair à vista. Se assim está decidido, por uma pretensa fatalidade da lógica de esbulho fiscal em tempo de crise indomável, o patronato e a burocracia eurocrata avançam com imaginação na perspectiva de formas em que as certas e seguras dificuldades para as empresas sejam “devolvidas” aos “responsáveis” pela retracção das compras (os trabalhadores-consumidores). Ou directa e descaradamente em termos de rendimentos laborais enquadráveis em estratégias à medida de retracção de custos, ou, talvez sobretudo, aproveitando a onda de fatalidade psicologicamente adquirida, tentando atingir antigos alvos na fragilização laboral dos trabalhadores. E, na regressão de direitos, o grande alvo é a liberalização dos despedimentos individuais (e de que Passos Coelho já tinha dado um cheirinho no seu projecto de revisão constitucional mal chegou ao comando do PSD). Um burocrata eurocrata veio avançar com o “conselho” da baixa no valor das indemnizações nos despedimentos. Agora, o banqueiro Fernando Ulrich colocou, preto no branco, com a pretensa coragem dos quebradores de tabus, a defesa não da baixa das indemnizações mas a atribuição do absoluto poder arbitrário do patronato para despedir quem quiser e quando quiser e sem sequer indicar as (eventuais) razões.

A fragilização laboral pretendida por Ulrich, e naturalmente que este senhor – reles senhor – é apenas o mais descarado de um vasto grupo de pressão, atingiria não só a segurança como a marca de identidade que liga o trabalhador a um posto de trabalho. Ou seja, colocaria cada um no máximo patamar da precariedade, a de trabalhar sem qualquer rede nem raízes. Qualquer trabalhador seria, assim e automaticamente, mais precário que até o contratado a prazo, pois o prazo de cada um seria o do dia (ou hora) do momento. E, claro, a menos que possuído pela coragem dos temerários, incapaz de reivindicar, sindicalizar-se, defender-se, seguindo uma pauta de comportamento laboral que não se guiaria por contrato ou códigos de conduta mas indo até à decifração muito fina e apurada dos humores dos mandantes (do chefe até ao patrão), pois a esta rede de poder, às suas deliberações mais íntimas, competia saber se cada um é uma “boa” ou “má” “companhia na companhia” (usando a terminologia do celerado Ulrich).

Dá que pensar o facto de este pico de ofensiva antilaboral seguir-se imediatamente a uma “greve geral”. O que significa que o patronato mais agressivo não se assustou. Antes, pelo contrário, soube ler as debilidades da ligação sindical aos trabalhadores e a incapacidade de se articular e integrar as formas de luta, principal demonstração e consequência daquela jornada.

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Publicado por João Tunes às 17:55
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Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010

Spam monarquista

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Não vos deixeis abater pela situação de dificuldade económica e crise
moral que actualmente nos invade.

Lembrai-vos que tivemos momentos bem mais graves na nossa História em
que a perenidade da Instituição Real foi suporte decisivo para a
recuperação conseguida.

A dinastia, baseada na família, oferece o referencial de continuidade
de que Portugal está carente há cem anos.

Viva Portugal!

(de uma intitulada “Mensagem de 1 de Dezembro de D. Duarte de Bragança”, recebida por mail)


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Publicado por João Tunes às 01:01
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