Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010

O Avante como porta-voz do pacifismo da dinastia Kim, a bernardinamente democrática

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No texto publicado na íntegra pelo portal vermelho.org, a RPDC esclarece que os norte-americanos colocam todo o tipo de obstáculos e condições «transformando em ilusão as iniciativas de diálogo» e fomentando «o clima bélico». O governo norte-coreano diz que tal impede o país de se concentrar na reconstrução económica do território.
Para Pyongyang, acrescem as «intrigas» e a imputação de responsabilidades à Coreia do Norte, nomeadamente em relação à suspensão do diálogo por alegada violação dos acordos internacionais e acções provocatórias, o que, argumentam, não é verdade.

Foram os EUA quem deslocou material de guerra para a Coreia do Sul, incluindo armas nucleares, «violando flagrantemente o Acordo de Armistício»; quem não implementou a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas que ordena a substituição do armistício por um tratado de paz; quem inviabilizou os textos subscritos pelas partes em 1993, 1994, 2000 e 2005, esclarecem.

Acresce, segundo a RPDC, que os sucessivos governos norte-americanos questionam sem qualquer fundamento o programa nuclear norte-coreano, o qual, insiste Pyongyang, tem fins pacíficos. Tal só adensa o clima de desconfiança e ameaça, para além de ir contra o direito internacionalmente reconhecido de qualquer país desenvolver capacidade nuclear para produção de energia.

«Todos estes factos mostram claramente quem quer o diálogo e a paz e quem deseja a confrontação e o clima de guerra na península coreana. Partindo do desejo de prevenir a guerra e conseguir a desnuclearização da Península Coreana, apoiamos todas as iniciativas de diálogo, inclusive as conversações, mas nunca a mendigaremos», conclui o documento.

(publicado também aqui)

Publicado por João Tunes às 02:23
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Da nostalgia outubrista de um súbdito de Ceauscescu que omite os crimes cometidos pelos seus

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Aurélio Santos, no “Avante”:

Erros, insucessos e derrotas no projecto revolucionário de Outubro não podem fazer esquecer os muitos êxitos alcançados - económicos, sociais, culturais, nacionais - nem a influência decisiva que exerceram no mundo, na consciência social dos povos, no progresso da sociedade humana.

O legado de Outubro confere também maior validade e projecção às lutas deste final de 2010, contra a regressão que o capitalismo quer impôr ao mundo.

E dá-nos âncoras para descobrir não só o que para nós restou mas sim tudo o que para nós ficou, como avanços civilizacionais da nossa época.

O futuro, podem todos estar certos, terá de passar por Outubro: SOS, Outubro!

Tratando-se de um revolucionário-funcionário profissional muitos anos albergado na Roménia do tempo de Ceauscescu, tendo lá trabalhado com rádios e microfones, entende-se na perfeição esta forma nostálgica de lançar SOS através das “ondas” da “imprensa proletária”. Que não esconde uma parcimónia de monta, para mais em quem conheceu por dentro o “socialismo real” e, portanto, o “legado de Outubro” enquanto exercício de poder. É que, repare-se, Aurélio Santos fala de “erros, insucessos e derrotas” cometidos pelas décadas de poder comunista. Mas, com a cumplicidade da omissão camarada, nunca refere "crimes", os crimes a mando das direcções dos partidos comunistas no poder (e foram tantos, aos milhões). Incluindo os cometidos contra as centenas de milhar de camaradas seus, comunistas também mas comunistas desgraçados porque caídos em desgraça perante os tiranos da seita. É obra.


(publicado também aqui)

Publicado por João Tunes às 01:49
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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

O pior de Cavaco ainda é o cavaquismo

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Como o demonstra VGM, o fanático:

Cavaco Silva tem explicado a contingência em que teve de agir discretamente para conseguir a aprovação do Orçamento e tem recordado as vezes em que chamou a atenção para o descalabro que se preparava, em público e em privado, tudo nos limites dos seus poderes constitucionais.

Temos de compreender que o Presidente da República não se podia mover por imediatismos, nem forçar a letra e o espírito da Constituição que jurou guardar. Eu, que venho apelando à defenestração deste Governo sempre que posso e tenho muita honra nisso, compreendo perfeitamente que uma coisa são os meus estados de alma, as minhas impaciências e as minhas indignações, e outra coisa são os deveres e responsabilidades do Presidente, sobretudo se ele não pode traduzir na prática a sua perda de confiança no Governo.

Seja como for, tenho a certeza de que todas as pessoas bem formadas que vão eleger Cavaco Silva para o segundo mandato esperam convictamente uma coisa: que ele varra esta gente do poder e que faça isso o mais depressa que lhe for possível!

(publicado também aqui)

Publicado por João Tunes às 16:57
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Esbulho sobre os mínimos

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A rectificação do calendário do aumento do salário mínimo (convém lembrar que tinha sido acordado entre as três partes – governo, patronato, sindicatos – que o SM seria de 500 euros a partir do próximo 1 de Janeiro), representa apenas e só que os empresários se vão apropriar das diferenças rapinadas aos trabalhadores. Ou seja, continua, apesar da crise ou a pretexto da crise, a transferência de riqueza dos trabalhadores (no caso, dos que recebem salários mais baixos) para os donos das empresas. Foi isto, apenas isto, o que a maioria da Concertação Social decidiu através de um rapinanço institucional. O resto é argumentário construído pela retórica da cobardia fatalista.

(publicado também aqui)

Publicado por João Tunes às 16:05
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Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010

O Ulrich canta de galo mas o “MPLA” é que está no poleiro

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Isabel dos Santos reforça no BPI e está a um passo dos 10%

(publicado também aqui)

Publicado por João Tunes às 23:50
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O raciocínio será: gasta-se enquanto se tem e sobretudo quando promete não durar muito

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Os portugueses levantaram na semana passada 580 milhões de euros e fizeram compras no valor de 772 milhões na rede Multibanco, valores ligeiramente superiores aos registados em 2009.

(publicado também aqui)

Publicado por João Tunes às 21:44
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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

No mínimo, bufo

Cavaco PIDE

 

Óscar Mascarenhas, no JN:

Ninguém, mas ninguém mesmo, se esquece de quando foi obrigado a ir à PIDE: fica na memória para sempre. É que esta, para mais, foi uma declaração presencial, certificada na hora pelo chefe de brigada da Pide e por isso dispensada de reconhecimento notarial. Tem ele o despudor de dizer que não se lembra? Abram a ala VIP da psiquiatria, por favor!

A mentira (ou doença incurável do candidato) tornou-me mais atento. O que me chamou mais a atenção foi a anotação final, num espaço de preenchimento facultativo, a dizer que «não priva» com a segunda mulher do sogro, dando o nome completo da senhora.

Ah, isso é demais - e nada tem a ver com «tentativas de o ligar ao anterior regime», como Cavaco se lamuriou. Nada! A ligação é só à sua têmpera, à sua capacidade ou não de enfrentar situações difíceis. Toda a gente de bem que conheci, desafecta ou mesmo afecta ao salazarismo, respeitava este princípio: à polícia (e então à secreta!) só se diz o mínimo. Era questão de fidalguia, de sobranceria, de desprezo. Não era exigido a Cavaco que escrevesse o nome da segunda mulher do sogro e muito menos que declarasse que não privava com ela. Qualquer um com dois dedos de siso saberia que isso iria pôr a PIDE de sobreaviso contra a senhora - ou então queria mesmo denunciá-la.

Cavaco não seria tão reles: apenas estaria tão tremeliques que escreveu até o que não queria, coitado. E logo ele que diz que há palavras de mais na política. Lá sabe do que fala, quando falou, à PIDE, do que não devia ter falado.

Nota: A Joana Lopes também mete os pontos nos ii sobre o tema. Quanto ao “documento”, ele pode ser consultado aqui.

(publicado também aqui)

Publicado por João Tunes às 23:34
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Quem é o dono disto?

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Manuel António Pina, no JN:

Por um lado, ociosidade forçada, por outro, trabalho precário em condições de indignidade pessoal e profissional e a troco de remunerações de mera subsistência. Dir-se-ia que este país não é para jovens. E para velhos, é? E para portugueses comuns em geral? Para quem é hoje o nosso (ou lá de quem ele é) país?

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Publicado por João Tunes às 19:11
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Só nos faltava a parábola do banqueiro divinal

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De quem? Claro que do Prof Neves:

- Tudo o que tu tens, do teu cérebro à tua mulher, passando pelo sistema solar e o teu emprego, não é, nem nunca foi, teu. É do seu verdadeiro dono e foi-te confiado durante um bocadinho de tempo. Mais: como sabes bem, não se trata de um único empréstimo feito ao nascer que se paga na morte, porque estás permanentemente a receber novos benefícios. Mesmo que vás pagando os juros pontualmente, a tua dívida vital aumenta todos os dias exponencialmente. Pior de tudo, a única forma de pagar os juros é com a própria dívida, porque, se pensares bem, vês que nada tens de teu. Tudo depende de Outro.

- Por isso, a questão central da vida - continuou o homem - não é cumprir regras, ser bonzinho, preocupar-se com os outros. É ser realista e compreender que devemos tudo. Tudo o que somos e temos, devemo-lo a Outrem. A única forma verdadeira de viver é numa total e profunda dependência deste Deus que nos dá tudo. É isso que é ser religioso. Por isso somos bons. Os que vêem a religião como um conjunto de deveres, um código moral ou ritos, costumes, amizades são piores que os ateus honestos. Foi com esses que Ele mais discutiu. Nunca ouviste dizer que antes de tudo deves "amar a Deus sobre todas as coisas"? Amar! Amar mesmo! E sobre todas as coisas. Onde é que leste que bastava "amar o próximo como a si mesmo"? O problema central da vida é a dívida absoluta, esmagadora, totalitária que temos perante o banco divino. Que, felizmente, nos ama mais a nós que nós próprios.

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Publicado por João Tunes às 18:54
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Domingo, 19 de Dezembro de 2010

Os nojos do Beato Neves

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"Sou muito amigo do professor Cavaco Silva, pessoalmente tenho muito respeito por ele, foi meu professor, trabalhei com ele quatro anos. Mas politicamente desta vez não o apoio", afirmou João César das Neves, em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF para o programa 'Gente que Conta'.

Na base desta decisão, explicou o antigo assessor económico do professor Cavaco, estão as aprovações de algumas leis, como a Interrupção voluntária da gravidez e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.


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Publicado por João Tunes às 20:49
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Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010

Falta de lembrança não o terem oferecido ao actual inquilino do Palácio de Belém

 

Já que está na moda oferecerem canídeos aos presidentes, este podia ter sido encaminhado para onde, com sorte, até aprenderia a comer bolo-rei.

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Publicado por João Tunes às 23:43
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SINO-SABUJICE

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Paulo Martins no JN:

A "ajuda" chinesa simboliza toda a mudança em curso, que o pragmatismo político absorve sem ignorar. Nesta planetária sala de negócios, nem em surdina se fala em direitos humanos, quando se fala com a China. O capitalismo, quando é de Estado, até pode chamar-se comunismo que ninguém se incomoda. Se a China já detém a maior fatia da dívida dos Estados Unidos, por que há-de Portugal armar-se em paladino da democracia?

Em Novembro, na célebre entrevista ao "Expresso" em que preconizou uma "grande coligação" para o país, o ministro dos Negócios Estrangeiros deu o mote. Disse Luís Amado, sem pruridos: "É um erro sério que as decisões políticas sejam tomadas em função das preocupações das ONG ou da comunicação social". Esses chatos, que persistem em fazer denúncias perturbadoras do bom entendimento entre nações...

Não querendo cometer "erros" no relacionamento com a China, os países ditos ocidentais vão vendendo a alma aos bocadinhos (e a baixo preço, ainda por cima). Se há uns tempos se alvitrava a hipótese de exigir a Pequim fábricas menos poluentes, direitos laborais e salários decentes, agora nem isso. Nivela-se tudo por baixo; Europa e EUA imitam a China. Quando acordarmos, perceberemos que essa potência "emergente", afinal, nos submerge a todos. Nesse momento, a "competitividade" estará assegurada, a troco de patacos. Não deixaremos é de ter necessidade de pedir "ajuda" à China.

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Publicado por João Tunes às 19:37
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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

A hora dos mentirosos apanhados

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Quem é profissional da/na política mente sistematicamente e por costume. Sem excepção. Um que se atrevesse a nunca mentir estava desgraçado, até em votos, sobretudo em votos. A grande vantagem do Wikileaks é que tornou a mentira política mais difícil, mais arriscada por maior risco de ser exposta. O resto é jornalismo empanturrado cheio de fontes e com uma data de mentirosos à rasca. Portanto, serviço cívico e do bom.

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Publicado por João Tunes às 23:47
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

Mais uma cadeira vazia

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É assim essa gente, donos de pessoas.

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Publicado por João Tunes às 16:24
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Ó pastor que choras, o teu rebanho onde está?

Quase em cima da hora de encerramento do expediente que atende os concorrentes ao prémio natalício para ovelhas e afins, promovido pelo sempre amigo Luís, aqui fica o nosso exemplar candidato, o mais rufia que encontrei. Como convém porque, tarda nada, a luta é partir tudo que esteja na nossa frente. Só a fazermos mé-mé, o que andamos a fazer há décadas, eles não nos ligam peva e só têm olhinhos para os nossos bolsos.    

 

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Publicado por João Tunes às 12:27
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