exila-se a 25 de Abril em Vigo por não suportar que se lembre que a liberdade teve um antes e um depois em Portugal. Na ilusão de que Franco ainda vive e governa?
Julgava que o Palmelão se tinha dedicado definitivamente à agricultura. Ontem, ao assistir a uma entrevista de Judite Sousa, constatei que Octávio Machado, sob pseudónimo, largou o futebol e a agricultura para presidir ao Sindicato dos Magistrados do Ministério Público.
Uma inteligência culta sem sensibilidade pode ir longe no mercado se o vento da bolsa correr de feição. Numa sociedade e nas vidas que a fazem, só juntas fazem com que se mereça viver com os outros. Andamos submergidos, por culpa de todos, no bacoco, no provinciano, na vidinha, no fabrico de bílis, no rasca licenciado, mestrado e doutorado, no arroto do efémero, na vaidade de meio minuto. A revolução com sonhos vai longe. Por excesso de inteligentes insensíveis e de sensíveis dogmáticos. Mas como não há mal absoluto, volta e meia tropeça-se num(a) revolucionário(a) perdido(a) que não se perdeu na fala das palavras. São aquelas figuras, tão exóticas quanto estimáveis, para as quais “o Carmo está ali, vamos lá”. Terá sido mais ou menos assim que pensou Salgueiro Maia no dia de todos os nossos dias. Maria Manuela Cruzeiro, se não o pensou, escreveu-o ao escrever sobre Salgueiro Maia.
É um exercício ilustrativo e demonstrativo bem esgalhado o da revista Visão apresentar o seu último número com sinalizações imaginadas de quais seriam os cortes que, se a edição tivesse ocorrido em 24 de Abril de 1974, sofreria. Aqui está um bom exemplo de como, com criatividade e simplicidade, se pode fazer a pedagogia da memória, talvez com maior eficácia que a mais conseguida das arengas da estafada URAP.
Jaiminho a general mas Otelo a coronel. Ou o esplendor da apreciação cívico-militar nos 35 do
Imagem: Três das candidatas a serem “caras novas” no PE.
Espero que os colegas jornalistas de Manuela Moura Guedes se indignem tanto com a queixa judicial desta contra Sócrates quanto o fizeram antes sobre os processos do primeiro-ministro contra jornalistas. Já me sentei.
A surpresa cómica seria o PSD propor Paulo Rangel (pelo visto, o seu candidato para todas as eleições) para disputar com Jorge Miranda o cargo de Provedor de Justiça.
Governava Cavaco quando os polícias secos investiram contra os polícias molhados. Porque os molhados queriam um sindicato. Vinte anos passados e muito mudou: Cavaco é Presidente e mora em Belém, os polícias têm nove sindicatos. Não há fome (nem seca) que não dê em fartura.
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