A campanha eleitoral também chegou aos clubes de Las Vegas. E por ali ganha Sarah Pallin, a grande inspiradora das sósias streapers.
A odisseia penosa do bispo Fidel García Martínez demonstra que o regime franquista, fortemente enlaçado com a hierarquia da Igreja Católica, tinha mão dura, recorrendo a todos os estratagemas, incluindo as mais vis e difamatórias, perante os hierarcas católicos menos empenhados na cruzada nazi-franquista. E, neste sentido, um bispo menos comprometido com o regime e os seus pressupostos ideológicos era um alvo a abater, sem contemplações quanto a escrúpulos. A que acresce que a Igreja Católica espanhola, marcada pelas décadas de ligação umbilical a uma ditadura de extrema-direita, após ter lutado numa guerra civil de um dos lados das trincheiras, o lado de Franco e dos nazis, mesmo após o regresso de Espanha à democracia continua agarrada às marcas dos vínculos passados com o franquismo. Assim, enquanto continua a fabricar beatos, às centenas, entre os apoiantes de Franco molestados pelos adversários, mantêm, ainda hoje, um manto de silêncio sobre o drama do bispo Fidel García Martínez, recusando-lhe o mínimo - devolver-lhe postumamente a dignidade manchada por uma polícia indigna, repressiva e vil nos métodos utilizados. Actuando à imagem e semelhança do ditador, do seu regime e da sua igreja.
num mundo varrido por aquela que é, porventura, a mais grave crise de sempre do sistema capitalista, o exemplo resistente de Cuba constitui uma referência incontornável para todos os que persistem em lutar contra este sistema capitalista explorador e opressor e por uma sociedade justa, livre, fraterna, solidária, pacífica, socialista, comunista
(do último Editorial do "Avante")
Adenda: Através da Cristina fiquei a saber que, em convergência política com este Editorial, a Assembleia de Freguesia do Laranjeiro provocou uma enorme excitação na informação oficial cubana, extasiada com os “legisladores da localidade portuguesa de Laranjeiro”. Sendo vizinho do “corpo legislativo local” do Laranjeiro, mas para não esmorecer o entusiasmo dos excitados jornalistas governamentais cubanos, não lhes direi quantas almas habitam a freguesia do Laranjeiro. Assim, sempre poderão continuar a comemorar a doce ilusão deste apoio como tendo vindo de uma cidade com uma urbe de dimensão entre as de Londres e de Paris.
Em tempo de ciclo epidémico de prémios como o que está agora a inundar a blogosfera, arrisco-me a meter um de minha lavra. O de melhores estudiosos das Teses do PCP. E adianto dois premiados por mérito e antecipação, não cuidando de saber se são ou não bloggers. Eles são Ana Avoila e Mário Nogueira, controleiros do sindicalismo de funcionários públicos e professores, porque se esforçam por fabricar, com razão ou a martelo, manifestações e outros protestos com direito a palmas em Novembro no Campo Pequeno. E ainda pela notável capacidade marxista-leninista de envergonharem a classe operária que se aburguesou e não luta.
Quem acompanha um prato de pato com cervejolas, é natural que acabe o repasto a preferir uma sósia de Naomi à original.
Una de las ventajas de las ideologías nacionalistas es que no exigen demasiado esfuerzo intelectual. Dividen el mundo en blanco y negro, buenos y malos, todo o nada. O estás con ellos o contra ellos. Hay que seguir la manada y cumplir con los ritos tribales. Cantar himnos y arriar banderas, mientras se queman las del "enemigo". Es tan fácil ser nacionalista... Es algo que está al alcance de cualquier bobo.
... E que, por fim, para se ganhar confiança, credibilidade – e, vá lá, eleições – é essencial ter uma ideia para o país. Uma ideiazinha que seja.
Não faz sentido que Cavaco Silva tenha promulgado uma Lei da República emitindo simultaneamente uma nota de discordância relativamente a ela e tentando condicionar o critério da sua aplicação. Que Cavaco Silva era contra a nova Lei do Divórcio já se sabia, tanto que vetou a sua primeira versão e explicou as suas discordâncias. Promulgar agora e criticá-la é uma atitude ideológica que degrada o exercício das funções presidenciais. E, em certo sentido, é um abuso de poder. Assim, confirma-se que os atavismos culturais de Cavaco Silva, sedimentados num reaccionarismo mitigado mas persistente, aliados a uma pulsão autoritário-impositiva mal contida e muito mal enquadrada na função presidencial, constituem um factor que contribui para a má qualidade política em Portugal. Com Cavaco a caminhar para a situação peculiar, comparativamente aos seus antecessores, de, com a passagem do tempo, ir sendo o Presidente de cada vez menos portugueses.
devo dizer que sou sensível á necessidade de fazer o luto, enterrar os mortos e dar-lhes uma sepultura que os retire do esquecimento. O mesmo se está a passar, por exemplo, na Argentina, trinta anos depois dos crimes da ditadura militar, onde uma das armas mais terríveis e perversas desta última foi precisamente o «desaparecimento» puro e simples dos adversários políticos. Não se saber o que lhes aconteceu e onde foram enterrados impede o processo de luto e transforma algo que se passou no passado num eterno presente por resolver. Dar sepultura, um nome e um rosto aos restos mortais apazigua os que hoje vivem e permite “encerrar” o/no passado, sem que este ensombre o presente. É fazer com que o «passado possa passar» e aí possa finalmente entrar a História.
- Quem é que, em tempo de crise, veio para a cimeira e andou aqui a passear o cão?
As questões subjacentes à utilização da eutanásia e do suicídio assistido são fascinantes.
É isso. Passaram por lá, havendo os que lá ficaram a residir em sete palmos de terra, com ou sem caixão. Outros, esqueceram-se lá de partes do corpo. Numa espécie de excursão à tal guerra do ultramar. Com a taxa aplicada, para alguns dos “passageiros”, de um distúrbio no regresso, mas com direito a tratamento passados mais de trinta anos.
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