Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Quanto a mim o silêncio de Manuela Ferreira Leite, por muito que incomode todos quantos se viciaram ou alimentam do sistema estabelecido, é muito saudável e em nada belisca a sua liderança.
E os que seguem a moda. No PP, durante um ano, os militantes não souberam que lhes faltava um vice-presidente.

Foram disponibilizadas algumas fotos inéditas de Hans Ertl, que foi operador de câmara (e amante) da cineasta Leni Riefenstahl, a realizadora preferida do nazismo, nomeadamente da célebre película sobre os Jogos Olímpicos de Berlim de 1936 (“Olympia”). Hans Ertl, além de “camara man” de Riefenstahl, filmou e fotografou ainda a campanha de Rommel no norte de África, de quem era grande admirador.
Tendo-se refugiado na Bolívia após a derrota do nazi-fascismo, ali guardou o seu espólio fotográfico de que uma sua filha agora permitiu o conhecimento público (que pode ser consultado aqui). Registe-se ainda a curiosidade de, já idoso, Hans Ertl ter sido recebido e cumprimentado pela Rainha Sofia de Espanha que o brindou com a oferta de uma câmara de filmar (vá-se lá saber porquê e para quê).
Imagens:
Em cima: Hans Ertl trabalhando na filmagem de “Olympia”.
Em baixo: Hans Ertl no seu encontro com a Rainha Sofia.


Recém-regressado do frio islandês e como que provando que não se constipou, Rui Bebiano acabou de editar o sexto texto da série sobre “Outubro”, com a qualidade de análise a que nos habituou. O post é ainda acompanhado da boa notícia de que, ainda este ano, teremos edição em livro de uma versão revista e aumentada desta série de posts sobre o valor simbólico da força do mito sobre a Revolução Russa de 1917 e as perduráveis e fortes consequências políticas deste acontecimento no imaginário político de matriz revolucionária.
Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Depois da polémica havida com o primeiro livro de memórias de Günter Grass (“Descascando a cebola”), por causa dos seus tardiamente confessados pecados de juventude ao serviço do nazismo, foi agora editado na Alemanha um segundo livro autobiográfico (“A Caixa”), admitindo este Nobel que poderá escrever um terceiro.
Com a polémica esgotada ou em vias disso, pelo menos com os ressentimentos já estabilizados, resta esperar pela versão portuguesa de “A Caixa” que, como Grass vende muito, não deve tardar.
Foto: Günter Grass no lançamento de “A Caixa” em Hamburgo.

Já disse e mantenho que foi bom para a credibilidade política escolherem uma senhora mui respeitável para presidir ao PSD. Mas escusavam de, para aumentarem a respeitabilidade, terem optado por uma surda-muda. Mas já que escolheram assim, porque não lhe ensinam linguagem gestual?

Rendo-me à genialidade dos que conceberam os “bairros sociais” para concentrar os citadinos, os antigos e os frescos, das classes "mais desfavorecidas". É que facilita imenso o cerco e as rusgas. Único senão: nesses bairros há gente honesta e os que não são costumam “trabalhar” em regime de “serviço externo”.