No Corta-Fitas há quem torça pela jovem Manuela:
Não sei se Manuela Ferreira Leite já se decidiu, mas não tenho dúvidas de que ela é o melhor do melhor do PSD actual, ou seja, de Cavaco. Receei pela idade, mas fui ver à wikki e a senhora nasceu em 1940, ou seja, tem apenas 68 anos. Está muito a tempo de derrotar Sócrates.
José Miguel Júdice, reconfirmado por Sócrates como líder da sociedade destinada a requalificar a zona ribeirinha de Lisboa, defende a fusão do PS com o PSD:
O PSD deveria transformar-se num partido mais à direita», porque o PS também o fez, sendo que neste momento existem «dois partidos social-democratas a defender as mesmas soluções» alertou, explicando que, «para o sistema político, é importante que os partidos sejam diferentes».
Para Júdice, «era melhor que os dois partidos se fundissem» e «deixassem formar à direita um partido significativo».
O que, no estado em que as coisas estão, corresponderia a que o PS albergasse os restos do PSD e as moléstias das suas almas ambiciosas e desnorteadas, quase penadas. Por amor de quê? Júdice explica: para dar espaço a um “partido da direita”. Do género: “levem a tralha que sobra do PSD e deixem-me formar o meu partido”. É no que dá dar a mão a gente desta, apanham-na e já se estão a agarrar aos pés.
Muitas das reacções à boçalidade de Jardim viram-se contra a Madeira e os madeirenses. É uma reacção automática e primária (e deste pecado já eu pequei). Esquecendo-se que, pelo menos, 40% de portugueses madeirenses ou vivendo na Madeira se recusam a ser “ajardinados”. Assim, como não assinar por baixo o que abaixo se transcreve?
Há, porém, um pequeno, minúsculo pormenor: nem todos os madeirenses votam em Jardim. Nas últimas eleições, em 2007, foram quase 40% dos recenseados a não votar nele. E dizem as regras da democracia que esses 40% têm, não só direito à vida, como a respeito, respeito esse devido aos seus representantes eleitos no Parlamento madeirense. Representantes que Jardim, igual a si próprio, faz gala em desrespeitar e insultar. Até aqui nada de novo. Novo é ter tido, ultimamente, apoios de peso nesse desrespeito: primeiro, o do presidente da Assembleia da República, o socialista Jaime Gama, que naquele mesmo Parlamento elogiou Jardim como "uma figura ímpar da democracia portuguesa" (se era para ser irónico, a ironia foi daquelas com necessidade de livro de instruções). E, esta semana, o do Presidente da República, que iniciou uma visita à Madeira após o anúncio, por parte de Jardim, de que não seria alvo de uma sessão solene no Parlamento Regional porque ele, Jardim, "tem vergonha daquele bando de loucos" (para Jardim os " loucos" são os deputados eleitos da oposição, bem entendido).
(Fernanda Câncio, no DN)
Este:
Há qualquer coisa nos sapatos vermelhos do Papa que me perturba. Não sei bem o que é, mas, ao vê-lo de vestes brancas e sapatões encarnados, dou por mim a tentar adivinhar que tipo de roupa interior usará.
(*) – Luxúria: A luxúria é um pecado capital (Pecado principal) ou seja um pecado mais forte que segundo a doutrina católica serve de "porta" para levar à outros pecados, no caso da luxúria a diversas ramificações como por exemplo a prostituição, sodomia, pornografia, incesto, masturbação, pedofilia, zoofilia ou bestialismo, fetichismo, sadismo e masoquismo (busca de prazer através da dor), desvios sexuais, e tantos outros pecados relacionados com a carne. A luxúria segundo a mesma doutrina pode acarretar em consequências como por exemplo o estimulo ao aborto (no caso de gravides indesejada), transmissão de doenças sexualmente transmissiveis, abuso sexual (no caso de pessoas com desvios sexuais que buscam na submissão do outro o seu prazer ou em pessoas que sofreram na infância tais abusos). Portanto a Luxúria seria uma porta de acesso à outros pecados (Desvios Morais).
Neste tempo, não terminado, da morte do racismo, difícil será pagar a dívida para com Aimé Fernand David Césaire, o poeta da Martinica que ensinou que havia uma dignidade chamada “negritude”. E, sem essa ruptura - cultural, política e humana -, que evoluiu para uma praxis de confronto de perde-ou-ganha com o colonialismo, África e os depósitos de escravos semeados no mundo continuariam a ser, ainda hoje, coutadas do mando branco.
Ler aqui uma excelente evocação a propósito do desaparecimento de Aimé Césaire.
Isto ainda vai acabar em conversão. Antes, já gostara dos seus novos sapatos vermelhos, agora estou totalmente de acordo com Bento XVI quando ele concluiu “ a Igreja necessita ser purificada”.
Hoje pode-se dizer de “La Dinamitera”: primeiro foi-se a mão, agora o corpo, fica o exemplo de valentia perante a besta do fascismo. Porque morreu uma das figuras míticas da guerra civil de Espanha, Rosario Sánchez Mora, conhecida como 'Rosario la Dinamitera'.
Foi nela que o poeta Miguel Hernández se inspirou quando escreveu:
Rosario, dinamitera
sobre tu mano bonita
celaba la dinamita
sus atributos de fiera
...
bien conoció el enemigo
la mano de esta doncella
que hoy no es mano porque de ella
que ni un solo dedo agita
se prendó la dinamita
y la convirtió en estrella.
Com muito mais garbo militar que os ostentados por cá da parte de António Vitorino, Paulo Portas, Luís Amado ou Nuno Severiano Teixeira em revista às tropas, Carme Chacón visitou os militares espanhóis destacados no Afeganistão. Ora veja-se aqui o vídeo.
O escritor Antonio Muñoz Molina, num artigo publicado em “El País”, coloca, admiravelmente e em cima da mesa de leitura, os paradoxos da busca da liberdade, ou como se lhe queira chamar, há quarenta anos atrás. Que, no campo do cinema, um dos exemplos focados, cruzaram em comboios com paragem em estações irremediavelmente trocadas, Milos Forman e Godard. A não perder a leitura desde que não se sofra de doença de nostalgia aguda.
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Adenda:
E, em complemento, como digestivo, para que desconsolo não sobre, leia-se o que Zé Albergaria, ele que viveu o Paris de Maio 68 por dentro e hora a hora, connosco partilha numa reflexão viajando pela sua memória.
Mesquita Machado (presidente da CM de Braga, PS) em elogio fúnebre a Eduardo de Melo Peixoto:
O cónego Melo foi um «homem da igreja mas também do povo e da sociedade civil», já que «para além da sua actividade religiosa, envolveu-se sempre em actividades cívicas»
Chamar de “actividade cívica” à liderança operacional de uma rede bombista de que resultaram várias vítimas, é espantoso. Mas talvez a memória seja o espaço mais fácil de compor e recompor.
A degradação definhante do PSD chegou ao ponto de os seus líderes já não terem sequer competência política suficiente para se demitirem. Embora os candidatos pareçam cogumelos a crescerem após chuva prolongada. Incluindo os que se acabam de demitir. E é aterrador só pensar-se que malta desta nos quer governar. Para pior, basta assim, é o que apetece cantar. Cantemos, pois, mas com a tristeza da falta de alternativa, numa espécie de democracia a descer o plano inclinado da fatalidade.
Uff, farto de festejos e remoques de seguidores da agremiação de Cazal Ribeiro e Góis Mota, ambos chefes dos “piolhos verdes” que municiaram os “Viriatos” (os que usaram, em Espanha, o capacete da imagem), necessitava urgentemente de um rojo que me amainasse. Encontrei-o, sempre a postos, na barbearia onde costumo blogo-ir e na qual, com saberes variados de zoologia e gastronomia, pacientemente me tratou da azia. Obrigado, Luís.
(Vitor Dias, do "Tempo das Cerejas")
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Adenda 1: O sujeito, VD, apagou o post depois de ainda lhe ter agrafado uma referência caluniosa à minha vida particular e profissional (ou o secretariado da célula da Petrogal o informou já com veneno metido ou VD o entornou pelo seu gosto revelado para com o tempero de caluniar para diminuir). O seu "apagão" terá sido, concedo, por erupção súbita de um acto autocrítico de tentativa de retorno à decência mas que, no entanto, não apaga a nódoa do impulso para a calúnia e o ataque pessoal. Mas, vindo de um veterano estalinista, não pode surpreender pois qualquer tchekista lusitano tenderá a imitar o mais reles dos pides. No caso de VD, é marcação sistemática pois, há tempos, e durante semanas, sobre a repressão da ditadura militar na Birmânia, ele já havia pendurado um "banner" a insultar-me e ao meu blogue. Mas se VD, procedendo assim, julga que vai calar as vozes críticas, nomeadamente quanto ao PCP, está enganado. No meu caso, redondamente, pois não vai conseguir melhor que os censores e os pides de Salazar. Aqui, na blogosfera, ele não será polícia, censor, controleiro ou sequer fiscal de opiniões. Porque a cultura blogosférica, por natureza, colide com as práticas do "centralismo democrático". VD que venda as suas cerejas, aceite as regras da diferença e conviva com o facto de que há quem exerça a crítica sem se subordinar aos filtros do "espírito de classe" e dos "interesses do partido" (o dele). Eu continuarei a passar ao lado do seu blogue que não me interessa nem me incomoda (bastando-me, quanto ao PCP, ler o "Avante", porquê perder tempo com reproduções?). Mas este post fica aqui (mesmo com o link para o vazio), até porque contem imagem de uma bonita mala e da mesma marca que, não há muito tempo, foi publicitada por Gorbatchov e, nesse sentido, é sempre uma simbólica lembrança da herança falhada da perestroika, provavelmente o terramoto político que mais nos dividiu nas opiniões.
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Adenda 2: Valeu a pena a anterior adenda: o tchekista, em segunda autocrítica que anulou a primeira, recolocou o post que apagara. Assim, sim. Como se diz, na fiesta, um animal nobre para ser lidado é "em pontas". E ele que não se ofenda com o título honorífico de "apparatchik" porque tal comporta uma memória de ternura grata que dele guardo: foi graças às suas aparições televisivas quando ele era da Comissão Política e encarregue da informação propagandística do PCP que convencia o meu filho mais novo, então criança pequena, a comer a sopa para ter direito ao prémio de mudar de canal.
Uma ministra que não recua e um sindicalista que exige a demissão da ministra, assinaram um papel de acordo. É isso, de grandes ódios podem nascer grandes amores. Então, parabens aos noivos.
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