Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

FRONTALIDADE RADICAL

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Aquilo que muitos pensam mas calam por farisaica “boa educação política e democrática” (o PCP tem 8% de votos e um grupo parlamentar, dirige autarquias e sindicatos, tem presença no Parlamento Europeu, invoca constantemente as suas vítimas, os seus mortos, os seus presos, os seus torturados e os seus clandestinos do tempo do fascismo, como caução eterna para a impunidade para com a hipocrisia e a duplicidade com que cozinha democracia com revolução violenta, num género de “cenoura e pau” no jogo político democrático), José Manuel Correia di-lo com todas as letras, em frontalidade radical:  

 

Em relação às FARC a coisa é ainda mais grave. Denota não apenas ambiguidade quanto à condenação do uso do terrorismo, mas também a defesa do guerrilheirismo como instrumento da luta pela conquista do poder. É, digamos, um coquettail explosivo: juntar o terrorismo ao guevarismo mais arcaico, depois de tais experiências terem falhado por todo o lado. Juntamente com o apoio aos populistas latino-americanos, o apoio ao guerrilheirismo vem ilustrar o ecletismo mais desbragado que grassa nas hostes comunistas desde que se partiu a rédea curta com que o PC Soviético controlava o chamado movimento comunista internacional. Fruta da época de grande crise ideológica e política e de algum desespero, e que prenuncia o fim inexorável, que se aproxima a passos largos, e que ocorrerá antes do pico do petróleo e do anunciado Armagedão nuclear ou biológico.

A não ser que a coisa dure um pouco mais e ainda vejamos em Portugal umas FARP desencadeando acções guerrilheiras a partir da Serra da Estrela (ou de uma outra com uma floresta mais condizente com a selva colombiana), porque entretanto falharam as acções de rua das amplas massas para a tomada de assalto do Palácio de S. Bento. De facto, além da defesa do guerrilheirismo dos outros, falta mesmo é a conversão do PCP à sua prática.

Ora, não é que para um partido que se diz de gente civilizada e democrata, que constantemente exige o respeito pela constituição, mas que não abandonou a defesa da violência para a conquista do poder político (de que o último ensaio foi o putch falhado do 25 de Novembro), a adopção da luta armada era a cereja no bolo?

 

(…)

 

(…) os comunistas, mas não apenas os comunistas portugueses, têm de pagar por todos os crimes ou desgraças praticados em nome dos ideais comunistas (seja quando e onde tenham sido praticados). Sim, acho que têm de pagar. Afirmar o contrário seria negar o que penso; não guardar a memória do comunismo e não combatê-lo seria um péssimo serviço prestado às gerações vindouras. Ao contrário do que os comunistas fazem em relação aos seus adversários, acho que apenas devem pagar politicamente, e através do combate político, sem descer ao absurdo da criminalização das suas ideias, por mais abjectas que sejam. Não têm de pagar como pessoas, nem eternamente; apenas enquanto comunistas. Parece-lhe demasiado severo? Tal só poderá dever-se a qualquer dissonância cognitiva (…). Não reconhecendo a importância do crime, não aceita a dimensão da pena.

Os comunistas — aqueles que o afirmem ser no presente, sejam ou não militantes dum partido comunista, do PCP ou de outro — ou os ex-comunistas que continuem orgulhosos do seu passado de comunistas só podem arcar com o ónus político de defenderem uma ideologia totalitária e anti-democrática, em nome da qual foram praticadas as maiores barbaridades e os mais horrendos crimes sobre os adversários políticos e sobre populações sem qualquer culpa. E isto apesar das auto-críticas que possam ter feito assacando tais crimes e barbaridades a erros ou a desvios em relação a uma suposta humanidade da ideologia que defendem. Mesmo que a ideologia não se baseasse na legitimidade do uso da violência para com os adversários, nem na concepção totalitária da organização social, só a prática de tais barbaridades pela generalidade dos regimes comunistas, apenas com cambiantes de dimensão e de requintes de malvadez, já era suficiente para responsabilizar os comunistas.

Mas a coisa é mais grave, porque esses males residem na própria ideologia, não se devem a idiossincrasias de dirigentes perturbados, nem a características intrínsecas das culturas locais. A ideologia comunista baseia-se na aplicação dos mais bárbaros instintos, na justiça primária e arbitrária, no desprezo pela liberdade, na despersonalização dos seres, porque se proclama detentora da verdade absoluta previamente revelada, à qual os ímpios deverão submeter-se, sob pena de arcarem com as consequências mais dramáticas. A maior perversidade é que essa ideologia se afirma portadora da humanidade, ao ponto de pretender produzir um homem novo. O comunismo é coisa de loucos ou de fanáticos perturbados? Só pode! São invencionices? Os relatos estão publicados e a História não poderia inventar uma tamanha mentira. Devido à dimensão da tragédia do que foram setenta anos de comunismo, não admira que os comunistas se esforcem tanto a negar uma realidade tão escabrosa. Felizmente, os comunistas não vão poder reescrever a História.

(…) Não apenas os comunistas, não. Também os defensores dessas outras abjecções totalitárias que são o fascismo e o nazismo devem pagar politicamente pelas atrocidades e pelas barbaridades cometidas em nome de tais ideologias. Ao contrário do que acontece com os comunistas, os fascistas e os nazistas têm as suas ideias criminalizadas, o que é inaceitável. Em meu entender, as sociedades democráticas não devem criminalizar as ideias dos seus inimigos. Os comunistas, ao contrário, defendendo a criminalização das ideias fascistas e nazistas, mostram o que são, e, neste caso, não querem que competidores de cariz semelhante ao seu gozem do direito de defenderem as suas ideologias.

A democracia burguesa, apesar das suas limitações e perversões, é um bem frágil que não se reproduz com os homens e que precisa de ser constantemente defendida dos seus inimigos. Não pode, por essas suas frágeis características, deixar de lhes mover combate, ainda que usando em sua defesa armas incomparavelmente mais humanitárias; não os elimina, não exige a sua conversão a qualquer verdade revelada, apenas lhes exige o cumprimento das regras da disputa eleitoral e o respeito pela preferência manifestada pelos cidadãos eleitores em plena liberdade. (…) é a democracia burguesa que lhe permite defender em plena liberdade a sua ideologia totalitária, coisa que os comunistas, em lado algum, permitiram ou permitem aos seus adversários. E não me venha com a história de que os comunistas portugueses são diferentes; os comunistas portugueses, apesar de social e politicamente minoritários, deram durante o PREC uma amostra tímida do que haveria a esperar deles.

Vale a pena ler a versão integral do post de José Manuel Correia, para concordar ou discordar.

Publicado por João Tunes às 16:06
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CABELO BRANCO NÃO É SAUDADE

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Joana Lopes, sempre irreverente (está-lhe na “massa do sangue”, desde a rebeldia católica), questiona a pintura feminina do cabelo como meio de fingimento, de afirmação e de ascensão:

 

Por que razão é que metade da humanidade se sente forçada a fingir o que não é (mais nova, neste caso) para competir com a outra metade? Claro que cada um pode – e deve – adoptar o visual com que se sente melhor, tendo em conta os seus próprios gostos e condicionalismos pessoais. Mas para competir com o sexo oposto? Ou para o «conquistar»? Até quando?

 

Depois, confessa que ela própria já se curou do tempo de disfarce em juventude que já não se tem. Duvido é que Joana Lopes sirva de exemplo garantido. É que não será fácil nem vulgar, o “cabelo natural” assentar assim tão bem (prova na foto).

Publicado por João Tunes às 14:44
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EM SEVILHA, NÃO SE PODE PEDIR ALJUBARROTA

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Eu sei que mais logo (*), a lógica da desproporção aponta para sermos esmagados pelos espanhóis. Em Sevilha, contra a selecção campeã do mundo, recheada de estrelas altas e certeiras (algumas a navegarem na NBA), com 10.000 fanáticos a apoiá-los (**), o que se pode pedir a uma equipa de “baixinhos” e que pela primeira vez (estivemos em 1951, mas por benesse de convite) atinge este patamar competitivo? Aljubarrota, não (***). Pois que resistam, coño! E que percam de pé e com mão virada para o cesto. Depois, no último jogo desta série, a Letónia que fique com a fava e Portugal passe à fase seguinte. A ser assim, talvez o país deixe de ter um só amor desportivo.

 

(*) - Hoje, 3 Set, 20h30, com transmissão directa na RTP 2, temos Portugal-Espanha. Amanhã e depois, também pela RTP 2, mas às 18h00, Portugal-Croácia e Portugal-Letónia.

 

(**) – E o basquetebol em Espanha, ao contrário de cá (país de um quase único desporto), não é um desporto menor. É a segunda paixão desportiva que arrasta multidões e paixões, possuindo a Liga mais competitiva da Europa.

 

(***) – Apesar do domínio da “arte guerreira” pelo seleccionador de Portugal (Valentyn Melnychuk) que, antes de emigrar para cá, tinha sido seleccionador dos basquetebolistas militares ucranianos.

 

Imagem: Um dos “nossos”: Sérgio Ramos, é claro!

Publicado por João Tunes às 14:15
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Sábado, 1 de Setembro de 2007

SINDICALISMOS PRÉ E PÓS REVOLUCIONÁRIO

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A forma como as ditaduras ditas do proletariado (que segundo o marxismo-leninismo, são a forma suprema de democracia, porque liberta, após aniquilação, da burguesia) lidam com o proletariado, ele mesmo, é a demonstração insofismável da instrumentalização dúplice da sua ideologia de suporte. A “questão sindical” é, neste contexto, o caso mais paradigmático da hipocrisia maquiavélica que impregna o marxismo-leninismo.

 

Enquanto forja do exército revolucionário na fase da conquista do poder, como fonte de conflitualidade social que alimente a crispação política de modo a que a luta pelo poder se desloque das instituições e da escolha eleitoral para a rua e as acções de massa, precipitando a crise das sociedades democráticas, o movimento sindical é, para o comunismo, a principal alavanca estratégica de contra-poder na criação e crescimento do espaço político conquistado a partir do ressentimento social face à exploração e à desigualdade capitalistas (a greve é a melhor escola para a insurreição). E, como regra, os melhores (mais dedicados, mais generosos, mais reivindicativos) quadros sindicais são comunistas. O facto de actuarem politicamente no âmago do tecido social mais sofredor da exploração, desenvolve neles uma sensibilidade político-social com efeito de relativa imunidade à supremacia da burocratização partidária vanguardista. Que, para estarem de bem como o partido e o sindicato (melhor, com os sindicalizados), obriga a uma sabedoria no uso da manipulação e instrumentalização para que o sindicato sirva o partido sem se descaracterizar sindicalmente.

 

Quando a vanguarda (operária-camponesa) chega ao poder, muda o figurino e os papéis. O exército revolucionário passa a exército produtivo, as reivindicações passam a ser negócio da contra-revolução. Ao partido, à sua hierarquia e burocracia, compete a planificação e decisão do político e do social. Aos sindicatos, transformados num grupo de capatazes organizados, resta a missão de disciplinar o mundo laboral, de forma a transformá-lo em fonte de legitimação da base de apoio ao novo regime e de amortecedor nas novas tensões sociais, incentivando ao produtivismo com ausência de personalidade reivindicativa. Um pacto social é então imposto: algumas necessidades básicas são garantidas (igualizadas ao nível da penúria sustentável) – emprego, habitação, saúde, alimentação; quanto a reivindicações, rebeldia e ascensão social, passam à categoria da exogenia no novo quadro social e político, passando de casos sindicais e casos de polícia. Aos sindicalistas, resta-lhes a reciclagem pela burocratização partidário. Ou seja, passarem de reivindicativos profissionais quando do velho poder a profissionais do servilismo para com o poder novo. Porque se os sindicatos ajudam à revolução, morrem com ela.

 

Foi assim em todas as partes onde o proletariado conseguiu ascender à "terra sem amos" em versão não a do hino mas na da "democracia popular". E o assassínio comunista da utopia sindical só gerou uma ligeira querela na família marxista durante a primeira fase da revolução bolchevique, aliás uma querela medíocre que revelou um Trotsky mais papista que o papa Lenine, ou a padecer mais de sinceridade brutal que o manhoso dúplice Vladimir, querela sanada quando um e outro se uniram na repressão sangrenta da rebeldia de Kronstadt. Mas o estalinismo resolveu para sempre, com pragmatismo estatal, todas as veleidades de existir um ramo sindical na árvore do poder comunista. Foi assim desde a Checoslováquia socialista que herdou um operariado antigo (na Boémia e em parte da Morávia), combatente e organizado, com pergaminhos sindicais e políticos, até aos países atrasados e predominantemente camponeses onde as baionetas do Exército Vermelho penduraram as efígies de Marx, Engels, Lenine e Estaline. O “caso cubano”, essa reminiscência serôdia do comunismo tardio e retardado é também, neste aspecto, um exemplo a demonstrar que sindicalismo é assunto do capitalismo, contra ele vive e com ele morre:

 

El trabajador cubano no puede elegir su empleo de acuerdo a su capacidad o profesión, ni negociar salarios o condiciones laborales con el patrón -entiéndase el Estado-, ni decidir soberanamente a cual agrupación gremial desea o no afiliarse. No puede introducir enmiendas o demandas en los convenios colectivos de trabajo.

El régimen dictatorial que impera desde hace más de 48 años ha desarticulado el otrora pujante movimiento obrero convirtiendo a los trabajadores cubanos en simples instrumentos. La Central de Trabajadores de Cuba no es más que un brazo del gobierno castrista.

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Adenda: A ler na "caixa dos comentários", o depoimento de José Manuel Correia.

Publicado por João Tunes às 12:12
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A VOZ

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O álbum "Concerto em Lisboa", de Mariza, foi nomeado para um Grammy, na secção Tradicional, Categoria Best Folk Album-Melhor Álbum de Música Folclórica. O álbum regista o espectáculo dado pela fadista há dois anos no relvado da Torre de Belém em Lisboa.

 

Um orgulho para nós e pela diva luso-moçambicana que se ultrapassou num espectáculo único (e que tive a felicidade de partilhar). Ou a plenitude da nossa melhor voz feminina. A voz.

Publicado por João Tunes às 00:34
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O PARADOXO TURCO DA MODERNIDADE

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Na foto, o presidente turco (islamista) Abdulá Gül ao lado do chefe militar turco general Yasar Büyükanit. Uma imagem da prevista dificuldade em conduzirem juntos a gestão de dois anacronismos: o da "modernidade" pró-europeia liderada por um chefe político islamista e a força da inércia da tutela militar-secular inspirado em Ataturk, o pai autoritário da Turquia "moderna". Parece que a União Europeia joga de forma a que os dois atavismos "modernistas" se equilibrem num empate a 0-0 e a Europa e os Estados Unidos contem com a Turquia não só como um considerável mercado e uma reserva militar como estância de repouso modelar para acalmar e compensar a agressividade medieva do fanatismo islâmico. Falta saber se estala o verniz de ambas as "modernidades" em tréguas aparentes e a "velha Turquia" irrompe em um ou outro dos polos, o do Corão e o das fardas. E se saltar num, o outro não ficará a vê-lo passar. A menos que, na Turquia, tenhamos a novidade histórica de, com duas velharias, se construir coisa nova e de espantar. A forma como "islâmicos" e "militares", em consenso ou em disputa, vão lidar com o tapete de entrada na Europa e resolverem (resolverão?) os seus défices pesados (étnicos, políticos, históricos) de crueldade e arrogância bélica no tratamento das questões arménia, curda e cipriota, será a medida se vamos ter ou não, proximamente, um "problema turco". Uma coisa tenho como certa: a "coexistência turca", desejável e se acontecer, tem, para os dois núcleos da actual dualidade de poderes na Turquia, o preço inexorável das suas passagens simultâneas aos arquivos da história. Façanha ciclópica, improvável mas não de todo impossível, atendendo à inesgotável capacidade da história em nos surpreender.     

Publicado por João Tunes às 00:15
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