Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

E FALTAM TRÊS...

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Publicado por João Tunes às 23:19
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O PIOR PORTUGUÊS DE SEMPRE

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Deu-me para experimentar o paradoxo de votar em alguém que, mandando tudo em tudo e em todos, não permitia eleições e se as queria fingir, das duas uma: ou as falsificava ou assassinava quem, mesmo assim, as ganhasse. E GANHEI! A comemoração resumiu-se ao sorriso recompensador do tempo em que fui obrigado a gramar ver-lhe a fronha na parede da sala de aula e arrastar-lhe a primeira letra do nome no cinto da farda de lusito à força. Enfim, limpei um pouco do esterco depositado na minha memória dos tempos de menino.

Publicado por João Tunes às 18:06
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PARTILHA DE PERDÃO

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Sim, Lutz, concordo. É preciso perdoar, sabendo-o ou aprendendo-o. Entrando numa nova ordem de ordenamento dos processos abortivos, conciliando o resultado do referendo com os vários sinais saídos da sociedade, tentando incluir até o máximo os que se quiseram excluir pelo apego ao anátema. E reduzir-se agora a criatividade legislativa dos deputados portugueses ao exercício de síntese das obtidas antes nos parlamentos irmãos, como se fosse destino nosso passarmos a vida a imitar os esclarecidos alemães, suiços, ingleses e franceses.

 

Mas repare quão grande elasticidade se exige a este “perdão” para que a decisão tomada de deixar a decisão de abortar à “opção da mulher” se estique até ao filtro prévio do “aconselhamento”. Quando, precisamente, esta parte da pergunta referendada, a do livre arbítrio da decisão feminina autónoma, e que foi referendada, foi cavalo bem montado pela propaganda penalista dos eclesiásticos artilheiros e paisanos.

 

Mas que seja. Se for só esse o preço a pagar pelas mulheres portuguesas, que se perdoe e reincorpore na configuração da frágil neo-modernidade adquirida: a recomposição da Igreja na sua unidade e predomínio; os excessos pagãos de Tarcísio, Laurinda, Aguiar, Mendes, Marcelo, Malta, Zita, Menezes e César das Neves; os ónus das dissidências empenhadas das deputadas católico-socialistas; a resistência mais esbaforida que útil de Ribeiro e Castro; o mau talento como treinador do que seja de Fernando Santos; a herança de Guterres; até o cinismo opus do frígido Gentil. Porque é preciso recuperar esta gente para a sociedade pós-referendo. Digo eu, falando inapropriadamente em seu nome (o das mulheres) e do sentido de voto expresso em urnas. Porque, como sabemos, não foi isto que se votou … e ganhou.

Publicado por João Tunes às 17:39
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EM CADA CIDADÃO, UM POLÍCIA DE CHOQUE

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As autoridades cubanas sabem que o actual equilíbrio no exercício do poder é de uma enorme fragilidade. E que, a qualquer momento, por morte do ditador, por conflitos na aproximação à sucessão ou por erupção do descontentamento popular, o poder monolítico se pode desmoronar. O que aconteceu nos fortíssimos estados policiais na Europa do Leste em 89-90 demonstraram como poderes aparentemente blindados perante a erosão da opinião pública, caem como castelos de cartas abanados pela indignação explosiva se uma brecha se abrir.

 

De Cuba chega notícia que dá conta que, temendo o pior, as estruturas militares e partidárias estão a proceder a mobilizações de milicianos entre a população para constituir “brigadas antimotins”. O que demonstra que a previsão de explosões de descontentamento é real e assusta e o aparelho repressivo profissional montado teme não ser suficiente para combater uma situação crítica, enquanto esta mobilização “pela lei, pela ordem, pela revolução” é uma forma de doutrinar e enquadrar fidelidades ao regime. E, em Cuba (sobretudo via CDR – “Comités de Defesa da Revolução”), sempre se recorreu ao enquadramento para transformar cada cidadão num polícia e num delator do seu vizinho ou colega, pelo que esta passagem à especialização de combate é apenas mais um degrau profissionalizante na paranóia da vigilância repressiva, típica de um Estado policial.

 

 

Imagem: Foto da intervenção em Havana de uma “brigada de resposta rápida” para impedir uma manifestação pacífica realizada em 10 de Dezembro do ano passado.

Publicado por João Tunes às 12:32
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O MINISTRO DA FERROVIA DA NOSSA RICA SAÚDE

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O ministro Correia de Campos falando para os deputados do seu partido:

«Mas atenção, os senhores são representantes dos passageiros, que são os cidadãos, não são maquinistas nem revisores, quando muito o maquinista serei eu, os revisores serão os médicos»

De absoluto mau gosto esta metáfora política com o desastre na linha do Tua ainda fresco. Para mais, sabendo-se que o desastre revelou: as linhas estavam mal assentes e as carruagens não aguentam os desabamentos; os passageiros da automotora safaram-se embora com esquimoses; o maquinista e os revisores morreram ou estão desaparecidos. Assim, a aplicar-se a metáfora despropositada, nada de bom se prevê para a política da nossa rica saúde. 

Publicado por João Tunes às 11:54
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Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007

E FALTAM QUATRO...

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Publicado por João Tunes às 17:38
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ESTE PASSOU-SE

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Mais um que se desarranjou na cabeça.

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Adenda: Luis Filipe Menezes retirou o post do seu blogue que motivou este comentário com link e em que ele dizia que Sócrates tinha sido o grande derrotado no referendo porque perdera ... por 80% (soma dos votos do Não mais as abstenções). A asneira foi tão grossa e deu tanta risada que o sujeito envergonhou-se da bacorada e apagou-a discretamente, como se não tivesse tido nada a ver com ele, transformando o arreganho em bufa. Não deixou, por isso, de ser maluco, só que mostra agora que tem senso de vergonha. Mas maluco envergonhado não é bom prenúncio para ser candidato a líder do PSD. Ou até convém?

Publicado por João Tunes às 17:16
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Nueva era en Portugal

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“Nueva era en Portugal” é o título do Editorial do “El Pais” dedicado ao resultado do referendo no domingo. Porque não são muitas as vezes em que a imprensa estrangeira nos elogia e menos ainda ouvir ou ler espanhóis a elogiar Portugal e os portugueses, não se pode desperdiçar esta ocasião. E já não era sem tempo sermos, para os estrangeiros, mais que Figo, Cristiano Ronaldo e Saramago. [ler aqui]

Publicado por João Tunes às 17:03
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PELAS VÍTIMAS DE SALAZAR

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Com uma óbvia oportunidade, o livro recentemente editado sob o título de “Vítimas de Salazar” (*) representa uma súmula de vários aspectos da pesada face negra dos tempos sob a ditadura de Salazar. Obra de uma equipa de historiadores, nela perpassa o essencial de um passado culturalmente (não politicamente?) ainda presente em que, pela distância de uma incerta vivência democrática, não deixa de provocar espanto. Suponho que a admiração maior calhará às gerações pós-abril que terão dificuldade em imaginar-se viverem em tamanho sufoco repressivo. Mas mesmo para as gerações que viveram a ditadura, admito que esta revisita do salazarismo ainda perturbe como retorno de pesadelo.

 

E se a distância, normalmente um importante factor positivo e essencial para qualquer abordagem histórica, é propícia a uma apreciação mais fria, abrangente e documentada do passado histórico, não é menos verdade que ela é aproveitada pelos gestores do silêncio e do apagamento dos contrastes. Portanto, campo livre para o revisionismo e a recuperação saudosista. Com Salazar, foi isso que aconteceu. O que espreita e é aproveitado atrás dos recuperadores de Salazar, gerindo-lhe e alimentando o mito, é uma mescla de múltiplos vectores: sobreviventes desse tempo que não combateram Salazar (e a maioria dos que viveram o seu tempo não o combateu, por medo, por servilismo ou por benefício); os das mais jovens gerações que desiludidos com o rumo e resultados democráticos, são atreitos a uma projecção negativista radical do presente (fazendo-o para um futuro utópico de revolução libertadora ou pelo retrocesso passadista); os incrédulos, por ignorância, da face negra do salazarismo; os relativistas que se empenham em salientar o cotejo dos limites repressivos do salazarismo com outros fascismos da época.

 

Numa sucessão de abordagens conformes á metodologia histórica, documentalmente suportada, os autores deste livro revisitam o pesadelo do tempo vivido sob o mando absolutista de Salazar, desdobrado nas várias facetas em que o regime reprimia, controlava e definia os limites das vivências permitidas. Nas quais, só três vias eram consentidas: o colaboracionismo (em grande número, um “colaboracionismo miserável”, como o dos “bufos” e “informadores”); o conformismo (sobretudo o de “a minha política é o trabalho”); a resistência e oposição (para quem o regime usava uma mão pesada e brutal). Os vários capítulos deste livro tratam, sobretudo, deste último (e reduzido) grupo, afinal o sustentáculo das raízes de que saiu a democracia e que depois havia de incorporar activamente os colaboracionistas e os conformistas. Mais, é claro e felizmente, as gerações crescidas ou já nascidas em sociedade democrática (toda ela, uma negação total e absoluta da sociedade salazarista). A censura, a vigilância sobre as conversas telefónicas e o correio, a rede de “bufos” e informadores, a prisão política e a prática de torturas, os julgamentos por juízes-polícias com possibilidade de aprisionamento como “medida de segurança”, os saneamentos da função pública, a deportação e o exílio, os campos de concentração, o controlo político das Forças Armadas, as milícias fascistas, a repressão aos estudantes, a liquidação do protesto sindical, os assassinatos políticos, as fraudes eleitorais, são as faces negras do salazarismo, as vividas pelas suas vítimas, expostas neste livro e atiradas à cara dos saudosistas de Salazar. Impensáveis hoje mas essenciais então para a conservação de um regime hiper autoritário.

 

Um livro eminentemente útil num tempo em que, pela ignorância e pelo apagamento programado da memória, um punhado de maníacos saudosistas mobiliza, pelo telemóvel, votos televisivos para o ditador nefando como sendo um “grande português”.  

 

(*)“Vítimas de Salazar – Estado Novo e Violência Política”, João Madeira, Irene Pimentel, Luís Farinha e Fernando Rosas, Edições “A Esfera dos Livros”

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Adenda: Quase em coincidência, também Miguel Cardina faz apreciação deste livro oportuno.

Publicado por João Tunes às 16:11
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Salazar e Pacheco Pereira (mal agradecido)

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Encontrei na Internet o argumentário interessante e cómico de um putativo votante, provavelmente típico, na figura a ser defendida hoje na ida aos votos televisivos:

“O deputado Pacheco Pereira, que fala e escreve com a facilidade de quem estudou, não parece ser analfabeto já que foi no tempo do Dr. Salazar que andou na escola a aprender as letras, como tantos outros que por aí andam a arrotar postas de pescada dizendo mal do passado e esquecendo-se que foi no antigamente que aprenderam a ser gente.”

“Deve agradecer e não criticar os estudos que teve, já que, depois da "heróica abrilada", esta nova geração pouco estuda e nada tem de educada como se pode testemunhar diariamente com o comportamento que tem para com aqueles que merecem ser respeitados.”

“O deputado Pacheco Pereira que nasceu e viveu no tempo do Estado Novo, quando o Dr. Oliveira Salazar governava, deve lembrar-se que não havia a pobreza que reclama e tudo não passa de imaginação já que pelos vistos não morreu à fome e teve a felicidade de estudar e não foi apanhado no 25 de Abril de mão estendida a pedir esmola, como tantos outros seus "camaradas" que agora de papo cheio vieram do antigamente para exercerem posições governativas.”

“O deputado Pacheco Pereira que não vislumbrava, no tempo do Dr. Salazar, uma esperança de vida futura deve estar muito enganado se pensa que foi com a revolução dos cravos que ganhou a liberdade para conseguir o que queria com a "liberdade" agora conquistada. Engana-se pois a esperança de muita gente num melhor futuro está a ser hipotecada com as facilidades que a democracia lhes dá, pois para ganharem o sustento do dia-a-dia, infelizmente, são obrigados a mudar de camisa conforme a música, como fazem os deputados deste País que defendem o tacho pouco se importando com quem à volta se governa com o dinheiro que vem de fora e com aquele que ainda se encontra nos cofres do Estado, amealhado honestamente pelo Dr. Oliveira Salazar.”

(António Júlio Dias Rodrigues)

 

Imagem: Foto de um exemplo de criança "do povo" bem agradecida a Salazar e às senhoras dedicadas à caridade, uma antítese dos "mal agradecidos" Pacheco Pereira e tantos de nós.

Publicado por João Tunes às 14:32
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HOJE HÁ TELE-SALAZAR

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Anuncia a RTP para hoje à noite:

 

“O professor universitário Jaime Nogueira Pinto apresenta António Oliveira Salazar como um grande defensor de Portugal no século XX.”

 

Imagem: Foto de quando, acontecimento raro, Salazar resolvia espreitar o povo e o povo podia espreitar Salazar.

Publicado por João Tunes às 12:29
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E SE GANHASSEM?

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Uma pseudo Mafalda, mostrando uma componente da escrita sinistra do NÃO amarfanhado na derrota, cuspiu assim:

 

Venceu a cultura da morte!

11 de Setembro, 11 de Março, 11 de Fevereiro. Datas manchadas pela morte!

 

Registe-se porque é útil para podermos imaginar que país começaria (ou recomeçaria) se o NÃO tivesse ganho.

Publicado por João Tunes às 00:43
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

E FALTAM CINCO DIAS

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Ao fim e ao cabo, a Boémia é meu destino marcado na palma da mão. Coisas de homem com mais vícios que virtudes. E faltam cinco dias para, pela quarta vez, sentir o meu maior prazer de urbano inveterado nesse gosto de trote longo pela Mala Strana, reencontrando os recantos que abrigaram alquimistas, Huss, Kafka, Dubceck, Havel e uma dúzia bem medida de patifes. E depois, numa calma tipicamente checa, desaguar na margem do Vlatva para saborear o sossego de uma Pilsen em versão original. Relembrando até.

Publicado por João Tunes às 23:17
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SISMO OU FREUD SEGUNDO POLICARPO?

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Vejo e oiço na televisão, sobre o sismo de hoje, uma senhora jovem algarvia narrar a sua odisseia sísmica matinal:

 

“Estava deitada e a dormir, acordei, senti a cama a tremer e fiquei na dúvida se estava a sonhar.”

 

E mais não disse. Ficando por esclarecer se a jovem senhora sentiu mesmo o sismo ou teve, antes, um orgasmo em sonho erótico casto segundo a sexualidade aceite e recomendada por Dom José Policarpo.

Publicado por João Tunes às 22:32
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MERO INTERESSE HISTÓRICO

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É isso, trata-se de mero interesse histórico ler o que dizia o “Avante” no final de 1937 sobre o problema do aborto e o paradoxo de ele então ser proibido na URSS. Se algumas “operárias do Barreiro” tinham as suas dúvidas sobre a aparente contradição, elas não restavam para o PCP, como em toda a sua história, que o que havia LÁ só podia ser BOM. Mesmo que, na matéria, o poder soviético tivesse primeiro liberalizado o aborto a seguir à Revolução, depois proibi-lo (numa fase de enorme decadência demográfica devido aos milhões de mortos nas fomes forçadas para extirpar os "kulaks", na repressão e nos trabalhos forçados) para o voltar depois a permitir (e o aborto foi permitido na URSS durante a maior parte da sua existência). Em cada caso, sempre uma boa e fundamentada decisão. Ali estava a Terra do Bem. Interessante porque lido à distância, este documento que o JPP lembrou e em que coloca as hipóteses alternativas de o texto ser da autoria de Cunhal ou de Pavel (ali, o texto pode ler-se fazendo click sobre as imagens) e que se transcreve:

 

Damos imediata resposta a esta pergunta, formulada por algumas operárias do Barreiro.

 

O aborto é um acto inteiramente anormal e perigoso que tem roubado não poucas vidas e tem feito murchar não poucas juventudes. O aborto é um mal terrível. Mas, na sociedade capitalista, o aborto é um mal necessário, inevitável, bemfasejo até.

Na sociedade capitalista, um filho significa, para os trabalhadores, mais uma fonte de privações, de tristezas e de ameaças.

Quem tem filhos – diz-se – tem cadilhos…

Pode-se imaginar algo mais doloroso que uma família de operários obrigados a sustentar dos seus miseráveis salários cinco ou seis filhos? É a fome, o raquitismo, a tuberculose, a tristeza da vida, vivida em promiscuidade. E que futuro espera essas crianças? Serem uns desgraçados... como dizem as nossas mulheres.

Por isso, a mulher de país capitalista, é obrigada a sacrificar o doce sentimento da maternidade, é obrigada a recorrer, tantas vezes com o coração sangrando, ao aborto.

Por isso, a proibição do aborto, aborto na sociedade capitalista, é uma hipocrisia e uma brutalidade. Na URSS a situação é tão diferente, como é diferente a noite e o dia. 

Na URSS não há desemprego, não há miséria – há abundância de produtos. Tanto a mulher como o homem recebem salários que satisfazem as suas necessidades. A mulher grávida tem 4 meses de férias durante o período da gravidez, com os salários pagos. Há maternidades, creches, jardins de infância e escolas por toda a parte. O governo soviético dá prémios que vão até 5 mil rublos para as mães que tenham mais de 5 filhos, etc.

Ser mamã é uma das grandes aspirações das jovens soviéticas.

E onde há uma esposa que não quisesse ser mamã sabendo que o mundo floria para acolher o seu menino? Sabendo que o seu filho não seria um desgraçado mas um cidadão livre da grande República do Socialismo? A criança, na URSS, deixou de ser um motivo de preocupações, para se tornar uma fonte luminosa de alegria e de felicidade.

O aborto perdeu portanto a sua única justificação, tornou-se desnecessário. Por isso, o governo soviético decidiu propor, ao povo trabalhador, a abolição da liberdade de praticar o aborto, liberdade essa concedida, a título provisório, nos primeiros tempos da república soviética, quando esta gemia sob o peso da fome e da peste, ocasionadas pela guerra e pela contra-revolução capitalista. Depois de discutirem amplamente a lei proposta pelo governo soviético, as mulheres e todo o povo trabalhador, aprovaram essa lei que correspondia inteiramente ás condições de existência livre e feliz dos que trabalham na grande Pátria do Socialismo triunfante.

Publicado por João Tunes às 18:21
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