Sábado, 3 de Dezembro de 2005

BOM FIM-DE-SEMANA

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E cuidado com a chuva.
Publicado por João Tunes às 01:17
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AVISO

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Isto é só para malta de estômago forte. Pessoas muito sensíveis aos mitos, não devem ler. Nem pensar. Há sérios riscos de efeitos secundários gravíssimos, com perturbação de sono garantida.
Publicado por João Tunes às 00:52
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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2005

ADESÕES EM ANDAMENTO

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Com o andar das caravanas, os apoiantes vão-se somando e inscrevendo. Nuno Delgado, judoca e vice-campeão olímpico (que noutras eleições, foi apoiante do Bloco) apoia Manuel Alegre e faz já parte da sua Comissão de Honra. Pela parte de Jerónimo, a sua candidatura arrasou de surpresa ao anunciar a adesão do cantor Toy.
Publicado por João Tunes às 17:58
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QUE VENHA ALEGRE

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Bati-me por ela, e festejei, a maioria absoluta deste governo. Porque Santana estava a levar a loja à insolvência. E uma maioria relativa e prisioneira de populistas, seria mais um impasse a levar direitinho à mão pesada da direita recomposta. Por outro lado, a vitória de Sócrates, da forma como foi, representava e representou a sua absoluta responsabilização. Assim, não há espinhas nem para governar nem para se desculpar com bloqueios.

O governo não me surpreendeu. É tão mau quanto esperava. Previsivelmente, péssimo a gerir - e plantar - hostilidades, como incapaz de lançar um projecto que mobilize, entusiasme, envolva, dê energia pela confiança e pela esperança, congele a marcha imparável para que este país aumente o fosso que separa os muitos ricos dos muito pobres, enquanto as camadas médias definham. Mas, desta forma, aos populismos, se lhes sobram ruas e manifes, falta-lhes o poder de chantagearem e criarem becos-sem-saída. Tudo mais que previsto, não sobra nem entuasiasmo algum de apoio, nem desejo de penitência pelo modesto contributo para que assim seja. De qualquer forma, o governo governa, os populismos cansam-se, a direita meteu a viola no saco. Qualquer outra hipótese, entre as alternativas eleitorais em vista, seriam bem piores. Assim descanso a alma do meu pecado eleitoral.

Uma vitória de Cavaco seria levar Sócrates e este governo para o pior que são capazes. Uns e o outro. Iam-se entender no autismo, no calculismo contabilístico, no pessimismo, na secura perante a realidade social, meteriam Belém e São Bento ligados através de uma máquina de calcular on-line, sem conta nem medida das dimensões do social e do cultural.

Uma vitória de Soares seria o descambar para saciar as fomes atrasadas do baronato socialista. E Sócrates perderia o que tem de melhor – manter afastada uma parte da matilha que se quer governar em vez de governar. Teríamos, em Belém, um Presidente a dormir sestas e a programar passeios e cerimónias, enquanto Sócrates teria de encharcar de sinecuras os muitos comilões atrasados [Vara(s) e Gomes, seriam aos molhos como cogumelos]. Governaria ainda pior - a dar bolos aos barões e ainda empatar-se e empatar-nos com os pagamentos ao Jerónimo do frete soarista que este lhes anda a fazer.

Alegre representa a possibilidade, sem deslocar da esquerda o centro da gravidade institucional (pelo contrário, consolidando-o), aquele que pode, pelo magistério de influência, pelo seu sinal eleitoral, pela emergência de energias de novas camadas antes fartas da política, dos políticos e dos aparelhos dos partidos (desta política, destes partidos, destes aparelhos), reavivando a energia da esperança e de se acreditar no futuro, um novo elan patriótico numa renovação do gosto em se ser português, impondo, sem imposição, que a superação do populismo não seja feita pela via tecnocrática, que o social e o cultural se sentem à mesma mesa da economia e das finanças. Com a única autoridade capaz de equilibrar a arrogância da maioria absoluta e que tirou a alma a ministros e secretários. E se Alegre obrigava a um governar melhor, também empurraria os partidos a melhorarem, pela subida de parada de exercício de cidadania dos eleitores, logo mais exigentes.

Se votei Sócrates, preciso agora de Alegre. Para que a liberdade e as energias, levantem o prazer cidadão, quebrando algemas. Expliquei-me?
Publicado por João Tunes às 17:16
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OK BESUGO

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Um dos mais famosos submarinos americanos, na 2ª Guerra Mundial e nas batalhas pelo domínio do Pacífico contra os nipónicos imperiais, chamava-se “Besugo”. É da história. Da história militar, entenda-se. E, tirando os japoneses, todos temos uma dívida de gratidão para com o “Besugo”. Não fosse até a voracidade que a todos assalta de devorarmos o que nos metem na frente, quando o estômago é quem mais ordena, devíamos dispensar atacar besugos fritos, a única forma comestível de engolir um peixe que tem mais olhos que chicha de lombinhos dorsais.

Pela sua natureza, o “Besugo” movia-se na água, sobretudo nas suas águas profundas, lançando torpedos, mas tentando evitar que a água nele entrasse. Porque o “Besugo” com água nas entranhas, nem caçava “japas”, nem voltava à superfície, muito menos lançava torpedos. Ficava-se feito túmulo de marinheiros bravos. A descansar, a descansar.

O “Besugo” teve sorte, nunca se afundou. Confiavam eles, os marinheiros do “Besugo”, nas sereias do Pacífico para lhe assegurarem um futuro seco por dentro e molhado só por fora, abanando as escamas feitas de torpedos. Torpedos bons, diga-se, porque os dos “japas” eram bem piores, tinham as formas das espadas dos samurais. E esses, sabemos, eram danados para cortar cabeças, com as manias dos domínios feudais a puxarem para o totalitário. Assim para o género de cruzados lorpas, de crucifixo do Buda ao peito, armados em mata-mouros.

OK “Besugo”, hoje, como peça de museu, é tempo de levares no coco. A seco, em terra seca, como te encontras, não há sereia que te valha. Escusas de teimar. O mar está azul. Mas, oxalá me engane. Como não podem perder os dois, que empatem mazé...
Publicado por João Tunes às 15:54
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2005

INDIGNIDADE!

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Muito bem, caro Eugénio. Uma enorme vergonha que só não envergonha quem não tem vergonha. E são gente, gente doente mas gente, não é?
Publicado por João Tunes às 22:58
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PENITÊNCIA PRIMO-DEZEMBRISTA

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Não vi ninguém demasiado feliz nem especialmente eufórico a comemorar esta quinta feira de folga. Não me apercebi de bandeiras na mão, marchas por avenidas, malta a cantar o hino, garrafas de champanhe na mão, nem ouvi foguetório. Vi corridinhas a fugir da chuva, chapéus de abrigo da dita virados com as varetas ao léu, vi corropios para compras do consumismo natalício, vi cinzento a fugir para o escuro, notícia de que o chão abanou com grau 4,5 lá para o Centro (mas isso são os intestinos da terra com flatos sísmicos). No final do dia, noite metida e já de pijama e chinelos, sentiu-se o enfado da malta televisiva, em purgatório eleitoral, a aturar o Chico Evangélico com a Bíblia-Bloco enfiada no punho levantado.

Talvez, vendo bem, hoje tenha sido um dia de não se trabalhar por castigo. Porque, lá pelos meados do Século XVII, fizemos grossa asneira e perdemos a grande oportunidade de podermos ser, agora, Região mimada, autónoma claro, pressionando as Cortes que se não nos deixam ser tão desenvolvidos como a Catalunha, dá-nos a veneta, arregaçamos mangas, aguçamos os punhos e ameaçamos ser independentes.

Uma asneira não se comemora, não é? Foge-se da chuva e castiga-se a cabeça, ouvindo Louçã.
Publicado por João Tunes às 22:16
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SUBVERSIVO, OUTRA VEZ?

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Leio:

”Agora que você, Manuel Alegre, me fez sair do meu quadrado... Nunca me imaginei empolgada com uma batalha eleitoral, como estou neste momento! Tenho falado com muita gente que fica boquiaberta com o meu "súbito interesse pela política" e quero dizer-lhe uma coisa: aqui no Alentejo há muita gente que não pode manifestar-se a seu favor, por medo dos caciques ou talvez daquilo que você chama de "aparelho", pois isso poria em causa as suas colocações, os empregos dos maridos e dos filhos e já se sabe que a vida está difícil. Mas estou convicta que irá ter aqui uma grande votação, pois já ouvi gente que foi propositora de outras candidaturas a confessar baixinho: "pois, mas o que conta é o voto, que é secreto e ninguém sabe"... São votos que valem o mesmo que os declarados, não é verdade? Infelizmente, a democracia que temos ainda gatinha por aqui e a liberdade não chegou a todos.”

Será mesmo assim? A adesão a Manuel Alegre necessita de “clandestinidade”? “Eles” mandam tanto que é subversivo (outra vez?) apoiar um Candidato? Alegre estará a mexer tanto em Portugal e nos portugueses e a desconcertar os “aparelhos” que, para já, a adesão tem de ir pela surra?

Tenho as minhas dúvidas. Mas, o certo, é que testemunho todos os dias que a simpatia e adesão por Alegre alastra, ganha razões e corações, mas há qualquer coisa de estranho, silencioso e secreto nesse alastrar. O mais “politicamente incorrecto” no Portugal de hoje, a maior coragem política, é querer Alegre em Belém? Há qualquer coisa a fazer, então: gritar à malta que não é proibido Ser Alegre!
Publicado por João Tunes às 17:22
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CONTRA A SIDA, PELA “CAMISINHA”, POR DANIELA

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Ah Daniela, eles não sabem o que perdem. Os de sotaina, os do Vaticano, em vez dessa grande oportunidade de cantarem contigo (e como é bom ouvir-te cantar!), eles ainda acabam a usar camisinha na cabeça como símbolo de Index.

Deixa lá, Daniela Mercury, baiana, cantora, católica, mulher pela Vida e contra a Sida, continuas como nossa santa (laica).
Publicado por João Tunes às 16:58
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BAILADO DO NATURALÍSSIMO

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Jerónimo elogiou Soares na Lisnave. Diz que ele fez asneiras, algumas graves, mas aprendeu e emendou-se (sobre nacionalizações e privatizações). Hoje, como antes e até 1951, parece ter novamente condições para ser “companheiro de estrada”. E já terá deixado de ser um “sapo” para ser “petisco”.

O Ministro das Finanças disse que o PCP tinha propostas muito interessantes e atendíveis para corrigir “na especialidade” o Orçamento de Estado para 2006. São, até, segundo o ministro, contributos muito válidos. Pois...

Os aliados aliam-se. É natural. Melhor: naturalíssimo.
Publicado por João Tunes às 16:06
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