Quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2007

CHAVEZ, CAUDILLO POR GRACIAS DE LA CALLE, DIOS Y FIDEL

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A manipulação da maioria eleitoral para consagrar poderes absolutos agora concretizada por Hugo Chavez (permitindo-lhe governar por decreto ao abrigo da “lei de habilitação”) só encontra eco de similitude com o que Hitler fez em 1933 na Alemanha para se entronar como Fuher após conseguir um terço dos votos.

 

Esta medida de excepção, obtusa se a tentarmos entender num quadro de maioria eleitoral sólida como é o caso, só se explica porque Chavez nem sequer se quer dar ao trabalho de lidar com as formalidades democráticas, considerando-as um adorno desnecessário à encenação de culto caudilhista que lhe faz o gosto. E a paranóia do seu gosto empático e de osmose com a ditadura cubana, em que pateticamente insiste em se mostrar ao mundo agarrado aos restos moribundos de Fidel para lhe assegurar a herança política e carismática, evidencia que Chavez, tendo começado a sua carreira política como militar golpista e proto-fascista e depois de ter chegado a várias maiorias eleitorais por via de um populismo cristão marxista-leninista, descambou num retorno às suas origens autoritárias. Em que maiorias democráticas, por maiores e sólidas que sejam, não saciam o seu ímpeto totalitário. Se Fidel, seu inspirador, reinou em tirania, porque raio Ele, seu sucessor rico em petróleo, há-de perder tempo com tretas de democracia?

 

A seguir às medidas excepcionais de governação por decreto vem já a caminho um referendo para eternizar Chavez em mandatos presidenciais. A democracia na Venezuela está em coma e a caminho de se finar. É outro o modelo. O que foi proclamado pela presidenta da Assembleia Nacional da Venezuela, Cilia Flores, ao consagrar a nova lei de plenos poderes para Chavez: “Viva o parlamentarismo social da rua, socialismo ou morte, venceremos!”. E a nós só nos resta lembrarmos: Hitler não fez só mal á Alemanha.

Publicado por João Tunes às 22:54
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