Sexta-feira, 2 de Julho de 2010

Ainda sobre o nacionalismo transnacional tuga

 

 

 

Vou fazer um desenho para me explicar melhor para quem não conseguiu ou não quis entender o que escrevi antes sobre a trapalhada Vivo/PT/Telefónica.

Se “a utilização da Golden Share no chumbo da aquisição pela Telefónica da participação da PT na Vivo, confirma a necessidade de uma política que defenda os interesses e a economia nacional, que garanta um sector das telecomunicações eficiente, moderno e público, com custos acessíveis e como factor de desenvolvimento equilibrado do país”, e o conceito de “nacional”, “público” e “país” for transfronteiriço (isto é, aplicável aqui, no Japão, na Bielorússia e até no Brasil), o que temos, na questão da Vivo, é a disputa entre duas transnacionais (Telefónica, espanhola e PT, portuguesa) - numa típica disputa de rapina do “grande capital transnacional” - pela posse absoluta de uma empresa brasileira actuando no mercado e na economia do Brasil. E foi neste exactíssimo contexto que foi accionada a “golden share” que levantou, para gáudio das almas dos nossos egrégios avós, uma santa aliança nacionalista (tuga) e com passo acertado esquerda-direita. E, sobre a Vivo, o “nacional” e o “país” chama-se Brasil, só. Ou seja, o que esta brincadeira negocieira de neo-colonialismos peninsulares a representarem paródias de Tordesilhas está a pedir é que Lula se chateie e em nome dos “interesses e da economia nacional” (do Brasil), decida nacionalizar a Vivo. Com os adeptos das nacionalizações em todo o mundo a baterem-lhe palmas.

(publicado também aqui)

Publicado por João Tunes às 23:23
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3 comentários:
De Joana Lopes a 3 de Julho de 2010 às 00:18
Palmas!
De kapitão kaus a 3 de Julho de 2010 às 10:26
Perfeito!
Uma análise lúcida e clarividente!
De Anónimo a 3 de Julho de 2010 às 14:50

Assim, sim.

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