
Claro que a vitória eleitoral do racismo e chauvinismo flamengo na Bélgica é uma má notícia mas apenas na medida em que representa o fortalecimento político da “Europa negra”. Mas não deve haver famílias nacionais e culturais com partes contrariadas e a quererem sair de casa. Em democracia, não pode haver misturas étnicas e culturais forçadas. Só as ditaduras de recorte imperial, fascista ou comunista, contiveram os ímpetos nacionalistas por via repressiva, com preços de crimes horríveis e sem resolverem os problemas, apenas adiando-os. E os esforços de contenção das tensões centrífugas, normalmente com enormes custos para responder às chantagens de ameaça de rompimento, desviam e corrompem as energias saudáveis dos povos, sempre insuficientes para os bons fins. O chauvinismo flamengo sempre chantageou a ficção da nação belga. Como fazem, noutras partes, os chauvinismos basco, catalão e madeirense. Ameaçam para sacar fundos, convictos que nunca arcarão com os custos independentistas. E o chauvinismo flamengo tem uma história de tradição repugnante. Germanófilo, colaboracionista com o nazismo durante a ocupação, refugia-se na beatice católica quando decide adormecer, depois irrompe belicoso, com maus modos e fanatismo, sempre que acorda. Agora despertou com os pesadelos que lhe proporcionaram a vaga migratória e a islamofobia. Querem zarpar para dentro de um castelo flamengo isolacionista? Boa sorte. Olá Valónia!
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