Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

A moção de censura de hoje só teve duas consequências práticas, uma de oratória e outra de clarificação: o excelente discurso de encerramento da discussão parlamentar por Bernardino Soares; um assumir solene de paternidade e mando do PCP sobre a CGTP, definindo ainda que as motivações e mobilizações de descontentamento social e reivindicativo canalizado pelo sindicalismo seguem uma agenda político-partidária e não têm autonomia suficiente para pressionar a sociedade, o governo e os partidos. A fraqueza do sindicalismo português é um dos pontos fracos do regime democrático, um sinal preocupante da fraca capacidade de defesa dos trabalhadores. O patronato e a direita não se poupam a acentuar as fragilidades do ideal sindical, da sua prática e influência, contando ainda com a ajuda da burocracia anémica do sindicalismo amarelo. O controleirismo e hegemonização do PCP sobre a CGTP, o esmagamento e apropriação da agenda reivindicativa da central sindical, cumprem a outra metade do trabalho de sapa anti-sindical. O que demonstra, objectivamente, que nem sempre os contrários se desentendem.
De João Dias a 22 de Maio de 2010
Caro João Tunes,
Um Post na mouche.
Quando o mundo laboral caminha para a eternização do precário, seja ela jovem com formação a estagiár até aos 40(?), seja imigrante em salário versão reduzida, o sindicalismo não aponta agulhas para essa realidade.
O que vemos são, regra geral, profisionais instalados, comandados por sindicalistas profissionais (veja-se o Nogueira que não lecciona desde os anos 90...) e a a malta (que cada vez menos se junta, se agita) a pensar qual a proridade e razão de ser daquela "luta".
Construção civil, supermercados, fábricas, recibos verdes eternos, empresas de trabalho temporário, call centers não fazem parte deste mundo sindical...
De marta a 23 de Maio de 2010
Este post é um chorrilho de disparates. A provar isto está este facto indesmentível: o PCP faz marchas em que consegue colocar na rua 50 000 pessoas (ainda assim número muitíssimo significativo); a CGTP faz manifestações em que consegue colocar na rua 200 000 pessoas.
É mais um caso clássico de distorcer a realidade até que ela caiba nos preconceitos do autor deste post.
De augusto a 23 de Maio de 2010
Cara Marta ,quero ressalvar a sua pequena ( grande ) nuance.
A CGTP faz manifestações
O PCP FAZ MARCHAS.....
De marta a 23 de Maio de 2010
A nuance não é minha. São os próprios que assim intitulam as suas iniciativas.
Ó marta (chamas-te tanto Marta quanto eu fui baptizado de Rainha Sofia), o seu rabo (comentário) não tem nada a ver com estas calças (o post).
Leia, marta, leia. Para não deixar ficar mal o PCP.
De Miguel a 26 de Maio de 2010
Atenção que a marcha da CGTP foi marcada muito antes da Moção de Censura do PCP. Logo todo este post está errado (deveria ter-se informado melhor antes).
Que ingénuo (eventualmente forçado e armado ao pingarelho). Uma apropriação faz-se sobre algo que já existe (no caso, já marcado).
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