Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

As agruras confessadas de um deputado noviço

 

Pode parecer um exemplo muito simples e insignificante, mas se algum deputado quiser ficar a trabalhar a partir das seis da tarde não tem onde beber um café, um sumo ou comer qualquer coisa, até a luz de presença é reduzida ao mínimo, para abrir a porta do gabinete é necessário acender um isqueiro ou andar com uma lanterna.
---
Ao contrário do que generalizadamente se pensa, no plenário da AR, não fala quem quer. Os tempos e os debates são previamente determinados e o tempo é muito escasso. Em termos normais há intervenções de 10 minutos para declarações políticas e 2 minutos para perguntas. O tempo é plenário, como se costuma dizer, vale ouro.
Tratando-se da primeira intervenção confesso que estava um pouco nervoso. Por mais experiência e hábito que se tenha de falar em público, o espaço da Assembleia da República contém em si uma elevada carga simbólica. A sala em si, o envolvimento geral, o mediatismo e o ritual condicionam, sem sombra de dúvidas, qualquer um.
Confesso que, para além da ansiedade, as minhas maiores preocupações eram de ordem funcional, ou seja, se conseguiria falar de pé e o microfone distante captava o som ou, ao contrário, se tinha que me curvar muito para me fazer ouvir. Pelo sim pelo não, optei pelo meio termo.
Acho que não me saí mal!

 

Publicado por João Tunes às 13:23
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