Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Ainda sobre a mais famosa deputada da nação

 

 

Rita, a Carolina Patrocínio de Jerónimo de Sousa. Só come história se alguém lhe tirar os caroços.

 

 

A mim não me admirará que, quando Rita Rato finalmente souber do Gulag, pergunte: "E não havia por lá um Partido Comunista para defender as liberdades?" 

 

 

O que preocupa, e muito, é, para além da pequenez de formação cultural (e académica) que revela, o facto de alguém com as suas responsabilidades políticas e esta dose de ignorância (ou, pior, de má-fé) ser deputada num parlamento democrático e quadro de um partido que o integra. Mas se não arrepiar caminho terá o futuro assegurado dentro do seu círculo de giz.

 

Publicado por João Tunes às 13:07
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6 comentários:
De Van Aerts a 26 de Outubro de 2009
É um exemplo muito singular num contexto muito particular que é o do p,c mas serve também para ilustrar o vazio, inútil e muitas vezes perverso universo das jotas...
De nuno granja a 26 de Outubro de 2009
Van...

Bem observado, uns com polo RL ou camisa às riscas outros com t-hsirt Guevara ou lenço à Fadayn, mas mais parecido do que se poderia imaginar
De João Tunes a 27 de Outubro de 2009
Obviamente que há traços comuns de desgraça e arrivismo em todas as jotas. Mas quanto a negacionismos, não vejo como. Nem as jotas do PS, do BE e dos partidos à direita com representação parlamentar comungam do negacionismo do Holocausto (este está todo num grupúsculo extra-parlamentar) e nenhuma delas, por exemplo, nega as barbáries da ditadura de Pinochet. O único partido e jota associada que pratica o negacionismo, com diversos matizes, relativamente aos monstruosos crimes do comunismo é o PCP (o BE demarcou-se há muito do "socialismo real"). O que, sendo grave, tem uma parte adicional e particularmente sinistra: entre os milhões de vítimas das ditaduras comunistas muitos eram comunistas, muitos eram fuzilados gritando "viva o comunismo". Só pela parte de Estaline, ele assassinou mais comunistas que Hitler! Basta ir lendo o "Avante" para se acumularem surpresas sobre como, com o passar do tempo e o acesso a mais documentos e revelações sobre a repressão comunista, o PCP e a JCP regride na tímida e semi-demarcação que fez num Congresso realizado após a queda do Muro. A morte de Cunhal e a decadência do PCP levaram ao empobrecimento político e ideológico, a um marxismo-leninismo analfabeto, a uma liderança de tasca, sectarismo e luta, a uma promoção desenfreada de jovens politicamente lumpen que ascendem à ribalta por via do funcionalismo partidário e das reuniões nos centros de trabalho-fortalezas. Rita Rato é um bom exemplo de que gente desta, gente de má fé, nem a frequência e diploma de uma licenciatura a extrai da degradação estalinista.
De nuno granja a 28 de Outubro de 2009
João Tunes,
O seu comentário tem pertinência. Eu apenas me queria referir a que as jotas servem de trampolim para o poder a gente que na grande maioria dos casos nem conheçe os fundamentos do partido.

Há é partidos com fundamentos (bem ) piores do que outros.
De Anónimo a 27 de Outubro de 2009
De facto estou perfeitamente de acordo com essa análise mas ao pensar sobre as jotas habitualmente nem considero a jcp pois consegue a proeza de estar uns degraus ainda mais baixo que as suas congéneres algo, que nao é fácil.

Sobre a morte de militantes gritando viva o comunismo recordo-me da imagem de um réu durante as purgas dos anos 30 (com risco de proferir um disparate pareceu-me ser Kamenev) a aplaudir a respectiva condenaçao à morte. Foi cúmulo da despersonalizaçao do indivíduo que aparenta voluntariar-se para um martírio religioso.
De João Tunes a 27 de Outubro de 2009
Não é nada disparate seu a referência a Kamenev. Podia referi-la tb para Zinoviev, Bukharin e outros. Pior que aquilo que Estaline fez aos membros do núcleo leninista, fuzilando-os, foi provocar-lhes, antes, a miséria moral e política, levando-os a vergarem-se como homens e revolucionários, confessando, por efeito da tortura e da perseguição às famílias (incluindo as mulheres e os filhos-crianças, sob o labéu de pertencerem a "família de um traidor"), crimes e traições impossíveis, babando pedidos de clemência e comportando-se como cobardes. Antes de mandar fuzilar os comunistas soviéticos mais destacados, dirigentes da Revolução de Outubro, Estaline transformou-os previamente em farrapos humanos. A Gestapo copiou Estaline na forma de tratar com comunistas mas não conseguiu igualá-lo em perfídia. Muito menos, a PIDE de Salazar.

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