Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006

MALEFÍCIOS DO CEDO ERGUER

000s3612

Sobre os benefícios do sono e as maleitas provocadas pela violência desse objecto abjecto, intrinsecamente fascista, chamado despertador, já eu estava convencido desde sempre. Tanto que são, entre as minhas convicções, as mais consistentes e duradoiras. Mas, como em tudo, nada como escutar os conselhos sábios de quem é especialista na matéria.

Publicado por João Tunes às 11:20
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15 comentários:
De ana a 14 de Dezembro de 2006
João, gozado, chamar o despertador de fascista!
Hilariante, para mim.
Obrigada, meu Caro, pelos momentos fascinantes que desfruto ao alongar o olhar sobre ÁGUALISA...
De Quadrúpede Rosa a 14 de Dezembro de 2006
No tocante a despertadores, o João tem razão. Portugal tem um, e é fascista: basta lembrar que demorou três quartos de século a acordar-nos de um sono ou letargia e parece querer demorar outro tanto para nos acordar do marasmo em que volta a cair.
Ó João, despertador precisa-se, ainda que nos acorde em hora imprópria.
De Gil a 15 de Dezembro de 2006
sádico! 6 da manhã hein? só em sonhos!...
De cristina a 15 de Dezembro de 2006
despertador. personagem com o qual mantenho uma luta sem tréguas. se algum dia o conseguir matar, corto-lhe a orelha, o rabo e dou a volta à arena.
De João Tunes a 16 de Dezembro de 2006
Desculpe lá, Cristina, mas com orelhas e rabo cortados tem direito a sair em ombros (da Praça). Além disso, ninguém recebe orelha e rabo, o rabo só vem se se somar às duas orelhas. Volta a arena é prémio menor - para quem se saiu bem mas não tanto que mereça troféu. Resumindo, a ordem por mérito é: volta à arena, orelha, duas orelhas, duas orelhas e rabo, duas orelhas e rabo com saída em ombros. Quanto a reprovações, temos:silêncio, assobios. Desculpe a "aula" mas até nas touradas devemos ser igorosos.
De cristina a 16 de Dezembro de 2006
mas João...e quem é que me levava em ombros?? ah, pois é!.....

obrigada pela lição! quem me manda a mim....
De João Tunes a 16 de Dezembro de 2006
Está tudo previsto, Cristina. Existem uns "moços", género de malta que gosta pouco de trabalhar e muito de tapas e copos, normalmente em grupos de três, que se oferece aos toureiros para os acompanhar nas corridas. O contrato é: se a coisa corre para o torto, fica torto; se a coisa, a faena, corre muito bem, eles no final de ovação, saltam para a arena, armando em espontâneos, agarram no matador e enquanto um o engancha nos ombros, os outros seguram as ilhargas e aí está armado o diestro para dar a vota à arena levarem o matador em ombros a sair pela porta grande e receber os cobres para a farra. Evidentemente, só os aficionados que vão a várias corridas em várias localidades com o mesmo toureiro percebem que os espontâneos são os mesmos. Os outros, a maioria, julgam, ou finguem que julgam, que aquele entusiasmo é mesmo genuíno. Tudo, afinal, faz parte do jogo da sobrevivência e da comédia das representações. Nada que se afaste muito, diga-se, dos congressos partidários. Porque a tourada não é muito mais, além do risco e da arte, que uma comédia da vida, com a morte sempre presente. Portanto, cara Cristina, alguém a acartaria para fora da Praça. Ofereço-me eu, desde que arrange mais dois compinchas e vc nos pagar as tapas e os copos. Vale?
De cristina a 17 de Dezembro de 2006
tá feito!

gostei do "acartar"...

cumps
De João Tunes a 16 de Dezembro de 2006
De Quadrúpede Rosa a 17 de Dezembro de 2006
Cristina
Tenho de vir em defesa do João, não porque seja seu "advogado", mas porque ele terminou o comentário a "frrar o galho".
Ora bem:
acartar é uma forma de acarretar, embora popular, mas inserida nos grandes dicinários da Língua Portuguesa. Veja, por exemplo, o verbete correspondente na Grande Enciclopédia >Portuguesa e Brasileira, Vol. 1, pág. 210, 2ª coluna.
De cristina a 17 de Dezembro de 2006
mas eu ataquei o João? ora essa....

João!! este menino tá a ralhar comigo!!



De João Tunes a 17 de Dezembro de 2006
Não quero zangas nem queixas na época natalícia

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