
Algarve, sol e mar: fala-se de falta de procura neste verão para tanta oferta. Nem sempre foi assim, havendo pobreza algarvia, quase sem oferta e muito rara procura. Até se dizia dos algarvios que eram alentejanos a quem tinham faltado os travões. Sou desse tempo.
De
mdsol a 28 de Julho de 2009
Fui ler. E estou com os olhos rasos de lágrimas. Revi-me pequenina em aventuras semelhantes, por motivos diferentes.
Posso mandar-lhe um abraço?
As lembranças são como as cerejas, não é? Recebo e retribuo o abraço amigo, com todo o gosto.
De paulo santiago a 28 de Julho de 2009
João
Conheci o All Garve,utilizando a terminologia do
Pinho,via Guerra Colonial.Explico...havia aquela
história das madrinhas de guerra,havia quem
tivesse muitas, só tive uma,algarvia,jovem e
bonita...sorte minha.Agosto/71,férias, longe do
inferno das bolanhas da Guiné,aí vou até ao
Algarve,terminologia da época,precisamente para
Portimão,que não conhecia,nunca tinha passado o
paralelo de Beja,onde estivera no preâmbulo da
ida para aquela colónia africana.Não fui de autocarro,
fui de comboio,uma imensidão de horas,com um
baralho de cartas a fazer paciências. Lá cheguei à
cidade na foz do rio Arade,ficando aboletado num
quarto de uma amiga da minha jovem
madrinha de guerra.Ainda se sabia,naquela altura,
onde acabava Portimão e começava a praia da Rocha,
havia campos e muitas alfarrobeiras de permeio.Foram
uns magníficos dez dias que passei naquela terra...os
melhores da guerra colonial.
Voltei lá há vinte anos atrás...já sem nenhuma jovem
a aguardar-me...onde havia campos e alfarrobeiras,
havia betão...este já não era o meu Algarve...devia
ser o tal All Garve...nunca mais lá voltei...
Abraço
Ó Paulo, fiquei com a sensação que o melhor da história da tua sortida algarvia ficou por contar...
De paulo santiago a 29 de Julho de 2009
Talvez João...talvez...nem tudo se conta...
Recebe um abraço
De Jorge Conceição a 28 de Julho de 2009
Li o seu belo texto nos «Caminhos da Memória», mas não lhe dou os parabéns, por este não ser caso único, de tal modo nos habituou à qualidade da sua criativa escrita!
Todos os que passàmos na infância por experiências desse tipo sentimos qualquer coisa mexer connosco. Na minha infãncia dos primeiros anos não tive problemas de engano: metiam-me num navio que, numa viagem de 4 dias até Lisboa, só tinha uma escala no Funchal. Mas mais tarde, na parte final da infância e início da adolescência, ia de férias a casa dos meus tios em Alter do Chão. E aí sim, havia coisas diferentes: ia de combóio até à estação do Crato e, então, ia os 9 km até Alter de carroça (geralmente uma galera de carga com dois rodados) puxada por dois machos com os guizos dos cabeções a tocarem durante todo o trajecto... E inesquecível!
De quando neste país se andava de carroça, cada um tem a sua estória de viagem inesquecível para contar. Abraço.
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