
Outra das romagens foi prestada por um grupo de alunos do Centro de Formação Profissional de Águeda que ali fizeram uma visita de estudo. João Caseiro, formador do centro e responsável do grupo, contou à Lusa que "é preciso deixar de pensar no Salazar como um fantasma e compreendê-lo como um homem do seu tempo". Um destes alunos esclareceu que Salazar "não deu a liberdade à população, mas não nos envolveu na II Guerra Mundial".
----
Adenda: Uma leitora (Helena Velho) deixou o seguinte comentário:
Mais uns tempitos e os meus netos ou minhas netas vão aprender nos livros oficiais que ele, o tal que não nos envolveu na II Grande Guerra (era um humanista! bof!), foi o maior Chefe de Estado deste País de brandos, brandíssimos costumes e parca memória!
E eu digo que esta é uma hipótese-pesadelo mas hipótese. De qualquer modo, e para já, temos este dado espantoso: um Centro de Formação Profissional (!) organiza, em 2009, num dia de semana, excursões de formandos ao cemitério do Vimeiro para visitar a campa de Salazar no dia do seu aniversário. E a pergunta que salta é esta: ser salazarista já é profissão? Ou uma outra: o formador-excursionista, em vez de formar, abusa?