Terça-feira, 31 de Março de 2009

A integração do País Basco na vida democrática teve, com os resultados das últimas eleições regionais, uma evolução mais precária que positiva. A dualidade que durante décadas sustentou a demorada adolescência basca de adaptação democrática (a ETA pela bomba, o PNV no governo regional) deu sinais de querer amadurecer, embora tenha dado resultados sucedâneos demasiado frágeis. O bloqueio à vista só foi superado pelo entendimento entre PSOE e PP, em que a troco da atribuição do cargo de “lehendakari” ao socialista Patxi López, se concedeu à ultra-conservadora do PP Arantza Quiroga (na foto) o lugar de presidenta do Parlamento Basco. Entretanto, os sindicatos nacionalistas marcaram uma greve geral para 21 de Maio, o PNV remói vingança política e a ETA continua a meter detonadores nos explosivos. Não está nada fácil a moenga, isso não.