Sexta-feira, 27 de Março de 2009

E quem não tem lucros pode despedir? Esqueceram-se das culinárias e engenharias contabilísticas e financeiras que permitem fabricar e encolher lucros (um auditor interno da EDP acusou Mexia de tê-lo feito este ano para levantar os lucros até aos mil milhões para melhor “remunerar” os accionistas mas podia ter feito ao contrário para cumprir o “critério de despedimento” do Bloco de Esquerda). O Bloco, neste cartaz, mostra-se ingénuo ou benevolente para com o Capital, mas objectivamente colaboracionista, isso sem dúvida. É que fazer depender a garantia do emprego dos resultados de uma empresa é colocar estes no centro de verdade da mais-valia e com imediatas consequências sociais sobre os trabalhadores. Uma enormidade que só pode advir de uma pressa incontida em assassinar o que resta de Marx. Depois da xenofobia do spot de apelo ao 1º de Maio, este desaforo capitalista selvagem da ligação lucros-empregos, é uma péssima notícia sobre a competência da agitprop bloquista. Antes contratarem um publicista que andarem por aí a dar tiros nos pés e no velho Karl.
De Draguinho a 27 de Março de 2009
É isto que me intriga: Que "socialismo" é o que o BE apregoa?
De alexandre morgado a 28 de Março de 2009
Notável, caro João Tunes, esta sua convergência com os argumentos já usados há 10 dias pelo aparatchik Vítor Dias.
Pelos vistos, lá teremos de concluir que até os aparatchiks às vezes dizem umas coisas acertadas.
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