Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

ANTES ASSIM QUE ASSADO

 

 

Subscrevo este post da Cristina e recuso-me a dar mais tempo de antena aos professores das almas censuradas. Estes, em Odete e Nogueira já têm o que merecem, comendo do que gostam. Eu limito-me, perante a sujeira exposta, a estar ao lado da Sofia, não cuidando de saber se ela marcha com o meu passo. O que era só o que nos faltava e nos vai continuar a faltar, ó unicistas das lutas.

Publicado por João Tunes às 02:53
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9 comentários:
De Sofia Loureiro dos Santos a 8 de Dezembro de 2008 às 10:51
Obrigada, João Tunes.
De Spiritwolf a 8 de Dezembro de 2008 às 12:02
Viva meu caro João! É sempre voltar ao convívio dos amigos. Alertado por este teu artigo li o que essas tuas amigas escrevem nos seus blogs, não o fiz de forma exaustiva, no entanto as suas palavras mereceram-me uma breve análise que deixo aqui para quem quiser continuar a discussão. É apenas uma porta aberta ao diálogo, nada mais do que isso.

Cada um é livre das suas opções, mas quando se lançam críticas a alguém que se lancem a esse alguém e não se caia no erro da generalização, sou professor e sinto-me insultado por este ministério e por esta política de educação. sinto-me insultado pela atitude das direcções sindicais que não escapam ao jogo político-partidário, sinto-me envergonhado por alguns colegas que, aparentemente estão do lado que eu considero justo na análise que faço dos factos e da minha própria vivência dos factos e da realidade da escola, mas também me sinto insultado por todos aqueles que generalizam as suas análises a partir do que lêem em um ou dois, ou mesmo alguns.

Há um problema comum, mas não há unicidade nem um pensamento unitário, não podemos ser primários ao ponto de generalizar, de uniformizar, de padronizar. Ao fazê-lo estamos a condicionar o pensamento livre, estamos a prestar um mau serviço à democracia. É menos criticável, no meu ponto de vista, aquele que discordando de alguém diz que não concorda e põe o nome, o seu e o de quem discorda, embora a linguagem possa não ser a mais correcta, do que não concordar com uma determinada análise, ou posição, e generalizar o seu descontentamento para uma classe anónima, passando um atestado de menoridade a todos os que pertencem a essa classe. Eu penso pela minha cabeça e decido de acordo com os meus princípios, não com os que os outros pretendam que eu decida, acredito que a maioria dos meus colegas, pensa da mesma forma, mas sei que não o fazem todos, uns porque estão comprometidos, outros por ignorância, outros por falta de cultura democrática. Não vou abandonar o que considero justo porque nem todos, ou até a maioria, não pensa como eu. Não sou o grande educador, não tenho vocação para leader ou manipulador de massas, abomino os que orientam as suas acções por princípios unicionistas, se não és por mim, estás contra mim, isto era o pensamento do velho botas, mas nunca generalizo as críticas, porque cada pessoa é uma pessoa, mesmo que alguma vez esteja imbuída de um pensamento padronizado, ideológico ou religioso. Ser livre é isso mesmo, ter acesso ao livre-arbítrio e recusar a unicidade intelectual.

Abraço João.
De João Tunes a 8 de Dezembro de 2008 às 17:40
Só posso dizer: muito bem! Mas julgo que deixaste de fora as questões gordas e que são as que abespinham. Primeira, os objectivos da luta dos professores que sempre foram formulados demagogicamente (numa gritante dissonância entre o explcícito e o implícito e em constante mutação). Depois, a pretensão de classe enquanto classe que pela unidade e pertinácia evidentes que tem demonstrado na sua luta, impossível de não admirar, assente num jogo não transparente de formulação de objectivos, mas cuja matriz de conservadorismo unificador me parece clara, elege estes aspectos como suficientes legitimadores de terem razão, toda a razão, bordoando quem, na opinião pública e não envolvido directamente no conflito, se repugne perante a duplicidade constantemente praticada. Finalmente, a manipulação político-sindical servindo agendas e a que a classe enquanto classe se presta a servir de soldados da acção. Os professores têm o direito a lutarem e a procurarem ganhar a luta nas formas e contradições que entenderem. Mas não podem exigir à sociedade circundante e que é afectada pela luta que se remeta à ovação de pé na concordância só porque a classe enquanto classe está firme, unida e em luta. Todas as lutas são legítimas mas nenhuma está isenta da apreciação e da crítica.

E, sem generalizações, é inadmissível as ameaças que fizeram à Sofia. Entre a luta e o abuso de alguns lutadores e o direito à expressão da crítica, valorizo obviamente o último valor. Foi disso, só disso, que tratou este post.

Grande abraço.
De Spiritwolf a 8 de Dezembro de 2008 às 21:15
Claro que são inadmissíveis as ameaças feitas à Sofia, estou completamente solidário com ela, apenas acho que por causa de uma posição de um ou vários energúmenos não podemos meter todos no mesmo saco, as generalizações são perigosas e injustas.

Abraço amigo meu caro João
De João Tunes a 9 de Dezembro de 2008 às 16:53
Nem eu nem a Sofia generalizámos. E não o podíamos fazer. Porque se a luta corre bem, muito bem, perto do pleno, ainda lá não chegaram. E se entre a classe, na falta de pleno, tem de vigorar o direito das minorias, o que dizer dos "outros"? Os que, não sendo professores, têm os filhos no Ensino e/ou deste pagam as custas, sem a obrigatoriedade da sensação de que, quando pagam o IRS, estão a pagar um "imposto revolucionário"? Sendo assim, qualquer contribuinte tem direito ao exercício do contraditório.

O grande abraço amigo de sempre.
De Spiritwolf a 9 de Dezembro de 2008 às 18:43
Penso por mim, não pela cabeça dos outros, sei que não generalizas, que chamas os bois pelos nomes. É evidente que num processo de luta há sempre alguns que são prejudicados, mas na minha perspectiva os professores lutam pela qualidade do ensino público, não pela sua degradação e se há danos colaterais, então os culpados devem ser procurados mais além. No meu blog já falei sobejamente sobre o que penso do ECD e deste processo de avaliação. Para que não haja dúvidas reafirmo que não sou contra a avaliação dos profs, apenas condeno este modelo porque é obsoleto, burocrático e não promove a qualidade de ensino nem a melhoria da prestação profissional dos professores. Não é formativo, mas punitivo, cria distinções entre professores, não porque atente na qualidade de cada um, mas por um processo burocrático que deixou muitos professores altamente qualificados, de fora, porque estavam numa determinada escola, enquanto se estivessem na escola do lado já seriam considerados titulares, quando na sua própria escola outros menos qualificados ficaram com uma vaga de titular, pretende criar avaliadores à força, nada motivados para as funções ou simplesmente permitirá que muitos recalcados tenham finalmente oportunidade de "lixar" os colegas, tem falta de objectividade, particularmente pedagogicamente falando. bem nunca mais acabava com as críticas que são muitas e bem mais contundentes. Todos os que são professores, independentemente das posições que assumem, lutam pela dignidade da profissão e todos os contributos sérios são bem-vindos para melhor este processo.

Que dizer dos milhões que se entregam a banqueiros corruptos quando há escolas por esse país fora sem as condições mínimas para que os docentes exerçam as suas funções com qualidade. Não podemos estar à espera de condições ideais, mas temos obrigação, como cidadãos, de denunciar, de agir e reagir, de mostrarmos a nossa indignação, de desmascararmos a demogagia parola de políticos de pacotilha, sejam eles do Governo ou da oposição.

Grande abraço e, até breve.
De João Tunes a 9 de Dezembro de 2008 às 23:10
Até breve meu caro. E não se diga que não fui magnânimo a dar aqui tempo de antena à Fenprof.
De Spiritwolf a 10 de Dezembro de 2008 às 00:02
João, mas eu estou-me no marimbo para a FENPROF ou qualquer outra organização que diga representar os PROFS, basta leres os meus posts sobre o assunto.

Abraço
De João Tunes a 10 de Dezembro de 2008 às 14:20
Ok, prometo estar atento às diferenças de substância entre o teu discurso justificativo da luta e o do Mário Nogueira (que, decerto deficiência minha, não consegui ver). E então se, entretanto, mudarem de porta-voz faremos festa de arromba. Até vou ao Dragão comer relva azul (atrás das balizas para não vos prejudicar os espectáculos).

Abraço e até à próxima.

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