
Sim, também acontece estar de acordo com Vasco Pulido Valente:
Ninguém como ele [José Cardoso Pires] contribuíra para transformar o português literário, arcaico, rural e afectado, ou populista, académico e pseudo-lírico, numa língua moderna.
A maioria dos escritores e literatos formaram gostos e talentos a lerem os clássicos. E fizeram muito bem. Eu li alguns, não muitos, gozando, para bónus da preguiça laboriosa, do meu estatuto de amador e autodidacta, guiando-me antes e sobretudo pelo impulso anárquico da partilha de estados de alma temperados com a exigência no estilo e a permanente procura da magia das palavras que seja capaz de meter a vida, as vidas, dentro de um livro. E, sem vergonha, antes com um orgulho feito de saudade do Zé, digo que “O Anjo Ancorado” e “O Delfim” nunca deixaram de ser os livros da minha vida, os que me descobriram a literatura como um gosto de gostar viver.
De marceloribeiro@netcabopt a 27 de Outubro de 2008
O Anjo... sempre O Anjo Ancorado. Meu Deus, foi há cinquenta anos que o li. e a emoção continua a mesma quando o folheio.
De paulo santiago a 27 de Outubro de 2008
De acordo contigo,mas também gostei muito daquele
"de profundis-valsa lenta"
Abraço
Já agora, Paulo, saindo dos romances de JCP, que são os seus livros mais conhecidos, experimenta ler essa maravilha, na senda de Roger Vaillant, chamada "A Cartilha do Marialva". De uma enorme actualidade, mas sendo fascinante imaginar o impacto e o efeito que teve essa obra na época das primeiras edições. Tornou-se então, para os jovens em busca da desinibição e da igualdade, um verdadeiro "livro de estilo" sobre o relacionamento amoroso.
De paulo santiago a 28 de Outubro de 2008
Olá João
Li a "Cartilha de Marialva"quando tinha 17 ou 18 anos
e sei que na altura gostei,foi-me emprestada por um
amigo.Penso que é nesse livro que aparece a cena
de um latifundiário reaça que dá uma festa de"milhões
para comemorar o nascimento,ou será baptizado de
um filho/filha.Atendendo à miséria da altura era
chocante.Mas não tenho a certeza se estou a falar da
Cartilha,passaram-se muitos anos e muitas leituras.Se
aparecer opurtunidade,voltarei a lê-lo.
Abraço
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