Domingo, 26 de Outubro de 2008

Também para mim, ler aquele letreiro do “VENDE-SE” é como se grande parte do meu gosto acumulado pelo cinema estivesse a ser trocado por um prato de lentilhas. É que no Quarteto morou uma das minhas igrejas cinéfilas.
(Foto e inspiração obtidas aqui)
Uma das igrejas de todos nós, os «crescidos», João... Fui lá até há muito pouco tempo, mesmo até fechar. Não em noitadas, como dantes, com tudo decrépito, mas ainda com bons filmes.
Será a vida...
Também lá continuei a ir, embora muito espaçadamente, na sua "fase de decadência". E o estado de degradação das cadeiras já era tal que era uma tortura muito dolorosa para a minha coluna aguentar um filme.
De carlos a 27 de Outubro de 2008
quando vim para Pt vi lá muito bom cinema.
resta o King (ainda existirá? há bem mais dum ano que eu não... :(
O King continua e a passar filmes bons, médios e assim-assim. Mas o aparecimento do King é posterior ao Quarteto, assim como este veio depois do Apolo 70, do Estúdio e do Satélite (por sua vez, abertos por esta ordem). O Quarteto trouxe a novidade das várias salas (o que permitia economias de escala por utilização de uma cabine de projecção, com um único projecionista a operar para as 4 salas), modelo que foi depois seguido pelo King. Foi uma antecipação, numa escala pequena, do gigantismo multi-salas de hoje usado pelos cinemas Lusomundo dos centros comerciais.
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