
Só uma das minhas intermitências na relação com a Internet, explica não me ter referido no devido tempo ao recente falecimento de Álvaro Rana, um dos mais empenhados e antigos dirigentes da CGTP-IN, tendo feito parte do seu núcleo histórico.
Com o Rana mantive, durante vários anos, uma cordial relação de camaradagem nas lides sindicais que nos foram comuns. Mantivemos um trato que foi sempre correcto e cordial, apesar do seu entranhado sectarismo partidário-sindical e dos inúmeros problemas que a sua posição de assumida “correia de transmissão” da ortodoxia partidária causou na unidade do movimento sindical. Depois de separarmos caminhos, quando nos encontrávamos ocasionalmente, nunca perdemos, um relativamente ao outro, o respeito pelas diferenças e a cordialidade, agora formal mas continuando a ser sincera. Assim, não foi sem uma ponta de saudade que recebi a notícia do seu desaparecimento. Aqui fica a minha singela homenagem, a que julgo dever-lhe.