Jorge Rosmaninho verberou o desprezo dos políticos africanos para com a perda de Aimé Césaire:
Nem um presidente africano nas cerimónias fúnebres de Aime Cesaire. Nem, ao menos, uma palavra, uma mensagem de condolências, um testemunho que rendesse homenagem ao criador da palavra "negritude".
Mas não há nada que não se entenda, procurando entender, incluindo as ausências e os silêncios. Se neles permanece o espírito autocrítico, terá sido por se sentirem demasiado “pequenos”. Caso contrário, terão pensado que, hoje, isso da “negritude” não se troca por dólares.
Paradoxalmente, foram muitos os políticos franceses que assistiram ao funeral. Além de Nicolas Sarkozy, compareceram Christine Albanel, Michèle Alliot-Marie, Rama Yade, Yves Jégo, Ségolène Royal, Lionel Jospin, Laurent Fabius, Pierre Mauroy e François Bayrou.
Imagem: Funeral de Aimé Cesaire, realizado em Fort-de-France (Martinica). Dominavam, no cortejo fúnebre, que reuniu milhares de pessoas, mulheres acompanhadas dos seus filhos que assim se despediram do poeta e político a quem chamavam "Papá Césaire".
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