Quarta-feira, 24 de Março de 2004

CATORZES SENTENÇAS PARA ANIMAR A DISCUSSÃO

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1. O Islamismo tornou-se Religião de Estado como apoio ao expansionismo árabe.

2. O Islamismo estagnou com as conquistas árabes e cristalizou com o domínio dos principais países árabes primeiro pelo Império Otomano e depois pelas potências coloniais europeias.

3. Com a marginalização das populações árabes nos processos que sofreram de colonizações, o Islamismo manteve-se como cultura periférica e de sobrevivência de tradições arcaicas.

4. O Islamismo nunca teve oportunidade de evoluir a par da construção de Estados modernos e democráticos.

5. O Islamismo cristalizou nas suas versões arcaicas e manteve-se à margem das conquistas de conceitos e direitos consignados dos Direitos Humanos.

6. O Islamismo dividiu-se em braços rivais assentes em diferenças minimalistas (sunitas, xiitas, etc.) que se estruturaram sobretudo em interesses tribais antagónicos.

7. O Islamismo recrudesceu e readquiriu fulgor e projecção com o nacionalismo pan-árabe e o acesso às imensas somas de petrodólares.

8. O Islamismo ainda hoje não consegue integrar as principais conquistas de cidadania e de igualdade, nomeadamente no que refere aos direitos das mulheres.

9. A forma mais adaptada de ajustar a prática islâmica com a vida política e social é sob a forma de estruturas feudais de exercício do poder.

10. A estagnação do Islamismo proporciona múltiplas leituras simplistas e radicais.

11. As receitas do petróleo, o feudalismo estatal e a cristalização do Islamismo alimentam e favorecem o extremismo e o fundamentalismo islâmico, o recurso à violência, ao terror e ao martírio como formas de resolver conflitos.

12. O terrorismo de matriz islâmica assenta em muito dinheiro, muito ressentimento de papel periférico civilizacional e numa enorme massa humana marginalizada pela evolução cultural, pelo progresso social e pelo progresso económico.

13. A Ideologia do terrorismo islâmico é a do Ressentimento (face aos países e povos desenvolvidos) e do Desprezo pela Vida Humana (dos muçulmanos a quem se atribui o mérito máximo de serem mártires e aos “outros”, vistos como ímpios ou cruzados).

14. Não há conciliação possível entre os valores da Liberdade, da Democracia, da Igualdade e dos Direitos Humanos e os dogmas do fundamentalismo e do terrorismo islâmico.
Publicado por João Tunes às 12:43
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4 comentários:
De Joo a 26 de Março de 2004
Como dizia o outro, uma coisa de cada vez. Limitação minha, não consigo ir a todas ao mesmo tempo. A história negra da intolerância católica tem pano para mangas. Mas como vai dar lugar a fatiota no Abre-Latas, então já temos os pelouros distribuídos. Um malha nos fundamentalistas islâmicos, outro dá espadeirada nos padrecas. É o que se chama de distribuição de tarefas! Tudo a bulir.Abraço.
De Teixeira Pinto a 26 de Março de 2004
O papel das igrejas (e religiões) nas guerras é mais notório para quem está de fora. Estou de acordo com o que li neste post, mas apetece-me també questionar a Igreja Católica. Sejamos honestos: exigimos coerência ao PCP, senão caímos-lhe em cima (idem para o PP, o BE, o PS, etc...) Mas quase nunca nos questionámos sobre o papel (tanto passivo como activo) da Igreja Católica nas guerras em que os europeus se envolvem. Hitler teve o aval do Papa (e não se pense que foi uma anomalia histórica - a Itália era do Eixo, e um papa ou um cardeal geralmente aprova as decisões bélicas dos "poderes seculares". Cerejeira também não foi uma anomalia histórica... E os capelões - lindo personagem, este. Acho que me vou dedicar a este assunto no Abre-Latas, porque afinal não me devo esquecer que quando o iniciei tinha como propósito questionar a fundo a nosssa mentalidade...
De Joo a 24 de Março de 2004
Faço já autocrítica, se necessário com penitência de 1 semana (no máximo!) numa das prisões da Isla de la Libertad, se a ideia que passou foi transformar a parte no todo. Limitação minha (ai, a idade!), eu só consigo dar uma de cada vez. Quanto às outras, lá iremos. Mas quem mata mais, neste momento, são estes assassinos. Vamos a eles, depois aviamos o resto. Mas esta velha Bota aceita contributos complementares e divergentes. Sempre! Abraço.
De Antonio Dias a 24 de Março de 2004
Posso fazer uma pergunta? Então mas os terroristas são todos islâmicos? Afinal são duas, as perguntas. E noutros estados doutrinais não há terror?

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