Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2005

ARRIBA!

franco[1].jpg

Bem tentaram assassinar a memória aos espanhóis. Como moeda de troca para passarem à democracia sem dor. Davam-lhes a liberdade mas apagavam-se os quarenta anos de franquismo. 1975 seria o ano zero. Franco seria uma névoa que tinha passado e deixado um Rei plantado no trono. Arriba!

Os democratas com medo da bernarda que sobrasse das contas a saldar, disseram sim. E o franquismo e os franquistas enfiaram-se nas novas instituições e em novos partidos, envernizados de neo-democratas. Arriba!

(Mas uma memória, mesmo ferida e a sangrar, custa a morrer. Porque há os insepultos, as feridas abertas dos desonrados que foram assassinados, torturados e encurralados por terem tentado salvar a honra, mais o direito de todos os povos à sua história.)

Mais tarde ou mais cedo, a memória voltaria ao lugar de onde nunca devia ter saído. Garzón, o juiz espanhol de grandes causas, exige o apuramento dos crimes de Franco e dos crimes contra a humanidade cometidos por ele, por seu mando e em seu nome, através da constituição de uma Comissão de Verdade. E não fazia qualquer sentido de coerência que, como espanhol, Garzón fosse o homem que tudo fez para levar Pinochet a Tribunal e deixasse o seu pinochet doméstico (e inspirador do outro, o chileno) impune na memória histórica. Arriba!
Publicado por João Tunes às 15:06
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6 comentários:
De Joo a 3 de Março de 2005 às 12:49
Claro que sim. Mas o assunto é mais que sério.
De Werewolf a 3 de Março de 2005 às 08:46
Pois é João, então já não se pode brincar um cadinho?... Abraço
De Joo a 2 de Março de 2005 às 14:49
Pronto, a blogo-voz da ETA não podia cá faltar...
De Werewolf a 2 de Março de 2005 às 09:47
Arriba Franco, más alto que Carrero Blanco!
De Joo a 28 de Fevereiro de 2005 às 22:19
Veremos como a coisa se vai passar em termos de corrente de opinião...
De IO a 28 de Fevereiro de 2005 às 21:31
É verdade, também li e disse, Grande Garzon!!

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João Tunes

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