Quinta-feira, 11 de Novembro de 2004

ARAFAT

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Dizer quem foi e o que foi Arafat fica para a História. Quando a distância permitir traçar-lhe o perfil e o trajecto, o que fez, que poder realmente teve e como o utilizou. Se ficou aquém ou além da sua missão de condutor dos destinos dos palestinianos. Que se tratava de um dirigente saído da “guerra fria” e nela estava moldado, tanto que dificilmente se poderia adaptar às novas circunstâncias, parece-me uma evidência. Que já não tinha, se é que alguma vez teve, capacidade para levar o seu povo a uma saída, fora dos ímpetos do desespero, outra evidência me parece. Que foi um homem de luta, também não se lhe pode recusar.

Com a sua morte, fica o luto e o mito. Nada tenho a ver com uma e outra coisa.

Mas a maior e mais certeira avaliação de Arafat, a que mais interessa, vai ser agora, no acompanhando da sua sucessão e na ultrapassagem do seu desaparecimento. O verdadeiro Arafat vai emergir sobretudo agora. Pela herança se verá a face mais profunda da obra. E aqui, só desejo o melhor para palestinianos e israelitas. Fazendo votos para que a memória de Arafat seja respeitável.
Publicado por João Tunes às 13:04
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2 comentários:
De Hugo a 11 de Novembro de 2004 às 15:34
Independentemente de tudo, lutou até ao fim pela sua causa. Nem sempre da melhor maneira, mas nem o isolamento vergou os seus ideais.
A partir de agora não existem desculpas nenhumas de forma nenhuma para os EUA e Israel continuarem a adiar a elevação da Palestina a estado.
(Que saudades de Rabin...)
De Fernando a 11 de Novembro de 2004 às 13:30
Curvo-me perante a memória de um Homem que dedicou a sua vida à causa da Liberdade.

Fraternas Saudações,

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