Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

MUITOS FORAM OS QUE ESCOLHERAM SERVIR A BESTA

 

No arquétipo difundido sobre o nazismo e a Segunda Guerra Mundial, toma naturalmente assento a divisão entres “bons” e “maus”, uns de um lado e outros do outro. Sem misturas, tudo a puxar para o mesmo lado, ou o dos invasores ou o dos invadidos. E a componente de lenda que ornamentou o antifascismo pós-guerra só incrementou a ideia maniqueísta muitas vezes vestida como sendo parte da História. Do género: a Alemanha invadiu a França, ocupou uma parte e manteve noutra o regime colaboracionista de Petain em Vichy, mas os franceses, tirando Petain e meia dúzia de traidores (cujos nomes se esqueceram), aderiram à Resistência e lutaram bravamente contra os nazis; os soviéticos, como um só homem, enfrentaram e derrotaram os nazis; mais etc do género. Esta simplificação ajudou a construir a recuperação psicológica e política no pós-guerra, pois facilitou os processos de absolvição e de concentração de culpas (além do mais, houve países que passaram directamente de regimes fascistas para regimes comunistas, incluindo uma parte da Alemanha), e em dois grandes países ocidentais (França e Itália) afirmaram-se poderosos Partidos Comunistas. E nos cenários políticos do pós-guerra, a dimensão do colaboracionismo com o nazismo era um grosso problema na maior parte dos países europeus, tanto que o melhor era ocultá-lo, martelando os factos e, consequentemente, a história, concentrando-a na apresentação da "besta nazi" como um "mal alemão homogéneo" e heroificando a resistência anti-nazi, "alargando-a" a todo o povo, o que facilitou muito massivas e rápidas mudanças "de camisa". 

 

E, no entanto, em alistamento voluntário, muitas centenas de milhar de cidadãos (perto de dois milhões de homens) de países ocupados pelos alemães, mais outros de países neutrais, com outros mais de países que se mantiveram autónomos mas aliados de Hitler, lutaram pela Alemanha nazi, vestiram as fardas das Forças Armadas Alemãs, incluindo, nestes, as muitas dezenas de milhar que serviram nas Waffen-SS, o destacamento militar de elite nazi e que pressupunha a adesão ideológica fanática ao nacional-socialismo (e onde serviram militarmente mais de 125.000 europeus ocidentais não alemães!). Para não falar nos regimes fascistas que faziam parte da aliança militar ao serviço da máquina de guerra de Hitler (Itália, Hungria, Roménia, Croácia, Eslováquia) e das partes anexadas e integradas no Reich (Áustria, Danzig/Polónia, Boémia e Morávia), um pouco por todo o lado, houve adesões em massa e entusiásticas em que legiões de voluntários se ofereceram para servir o exército nazi, vestir-lhes a farda e por eles combaterem, muitas vezes nas frentes mais quentes, em que a grande maioria morreu nos campos de batalha. Se surpreende a enorme adesão europeia ao serviço de armas nas fileiras nazis, espanta igualmente a gestão feita por Hitler e Himmler (o chefe das SS e restante aparelho repressivo nazi) nos conceitos de pureza ariana ao aceitar como “soldados alemães” centenas de milhar de homens que, teoricamente segundo a cartilha racista nazi, pertenciam a “raças impuras” ou ”sub-humanos” destinados a serem “escravos dos arianos”. Em muitos casos de adesões em massa (franceses, valões, sérvios, bósnios, noruegueses, finlandeses, dinamarqueses, espanhóis), as motivações foram o oportunismo colaboracionista ou convicções pró-fascistas, à mistura com anticomunismo e antisemitismo. Noutros, funcionou o sentimento de identidade pan-germânica projectada no Terceiro Reich em partilha da supremacia ariana (holandeses, flamengos e minorias de língua alemã noutros países). Muitos outros pólos de adesão, no entanto, resultaram da ilusão que o nazismo lhes iria permitir o acesso à independência (casos da Letónia, Estónia, Lituânia, Ucrânia, Cossacos, Geórgia, Arménia, Azerbeijão, Albânia, Índia) ou simplesmente a libertação do regime soviético (russos e bielorussos). Este massificado aglutinar de estrangeiros, que chegou a incluir muitos milhares de eslavos, árabes, bósnios, albaneses, indianos, tártaros e cossacos, paginados como racicamente inferiores nos manuais do nacional-socialismo, implicou uma elasticidade dos conceitos racistas dos nazis, a ponto de Himmler “descobrir” que os cossacos tinham uma aceitável percentagem de sangue ariano. Embora em menor número relativamente aos contingentes de maior adesão, os nazis contaram ainda nas suas fileiras militares com o contributo de ingleses, irlandeses, suiços e suecos.

 

Uma obra de Christopher Ailsby, recentemente editada (*), dedicada aos “mercenários de Hitler”, ilumina este aspecto esquecido (ou escondido) da dimensão gigantesca do colaboracionismo voluntário com o Exército Nazi e a importância do seu papel na máquina de guerra alemã, com uma parte importante integrada nas fileiras das suas forças de elite (nos destacamentos militares compostos por estrangeiros, o comando e os oficiais eram alemães). Se da Itália partiram para a guerra dirigida pelos nazis 227.000 voluntários que combateram na frente leste (integrados no CSI - Corpo di Spedizione Italiano), de Espanha foram 45.000 voluntários (integrando a Divisão Azul), igualmente para a frente leste e onde tiveram 12.726 baixas (3.934 mortos) (**). 200.000 russos serviram os nazis logo no princípio de 1942, atingindo um milhão no final desse ano, a que se juntaram depois centenas de milhar mais (sobretudo na Brigada Kaminski, no Exército de Vlassov, no Exército de Ivanov, no Exército de Kononov), enquanto totalizaram 250.000 o número de cossacos que igualmente serviram Hitler. Esta enorme adesão de cidadãos soviéticos desmonta a cortina que esconde a realidade de que os invasores nazis foram acolhidos triunfalmente, como “libertadores”, quando invadiram a URSS (sobretudo pelos ucranianos, pelos bálticos e pelos caucasianos), adesão expressa no número gigantesco de deserções e de alistamento nas forças nazis e que só não teve uma expressão ainda mais consistente pela política racista e genocida cometida pelos militares nazis nos territórios ocupados perante os judeus e as populações eslavas. Resumindo, um panorama que não casa nada com o maniqueísmo da divisão historiográfica europeia perante o nazismo e a sua máquina de guerra, com uma fronteira perfeitamente construída, numa linha de separação entre nazismo e antinazismo, “nós” e a “besta”. Porque foram muitos, demais, os que escolheram o “lado da besta”.

 

(*) – “Hitler Renegades”, Christopher Ailsby. Tradução para castelhano: “Mercenários de Hitler – Tropas extranjeras al Servicio  del Tercer Reich”, Editorial LIBSA (Madrid)

 

(**) – Apesar de Espanha ter sido, formalmente e como Portugal, um país neutro, Franco deu este contributo de um corpo militar de 45.000 homens a Hitler como paga da ajuda nazi ao seu lado na guerra civil espanhola. Quanto a Portugal, não há registo de qualquer português ter servido militarmente os nazis, embora vários oficiais portugueses tenham estado presentes como “observadores estagiários” na frente leste, nomeadamente junto da Divisão Azul enviada por Franco (um destes que depois se viria a tornar famoso foi António de Spínola e que chegaria ao posto de Marechal).  

 

Publicado por João Tunes às 00:46
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16 comentários:
De Jorge a 30 de Janeiro de 2008 às 17:03
"Quanto a Portugal, não há registo de qualquer português ter servido militarmente os nazis, embora vários oficiais portugueses tenham estado presentes como “observadores estagiários”.

Melhor será dizer que não há praticamente estudos historiográficos, isentos e bem documentados, sobre o assunto. Já os Viriatos e a participação na G. C. Espanhola é assunto que também sido muito pouco abordado.

Interessante de ler seria um pequeno livrinho*, anónimo, sobre a campanha na Rússia, escrito por um voluntário português da Divisão Azul. Muitos dos Viriatos por razões ideológicas ou espiríto de aventura lutaram contra os comunistas, nas fileiras nazis.

Espera-se um historiador que se interesse pelo assunto, mas se começasse por ser um jornalista já não seria mau.


*"Que Vi na Russia - relato dum Legionario da Divisao Azul que combateu na frente Russa", 16 páginas, posterior a 1945(?). Nunca consegui consultar o dito, por isso não posso afirmar se realmente existe ou não.
De João Tunes a 30 de Janeiro de 2008 às 17:22
É bem possível que tenha razão (ter havido um ou outro português nas fileiras da Divisão Azul espanhola). Talvez ex-"viriatos" que, após a guerra civil, tenham ficado a viver em Espanha (ou recrutado via Legião Estrangeira). Mas como a Divisão Azul era autónoma, embora militarmente obedecesse ao comando alemão, nos arquivos nazis todos constariam como sendo espanhóis. De qualquer forma, podendo haver um ou outro caso, a participação de portugueses nas tropas nazis foi entre nula a irrelevante (menos ainda que suecos, suiços e ingleses, que também foram poucos). Obrigado pela achega.
De Van Aerts a 31 de Janeiro de 2008 às 03:11
Sobre o tema abordado na caixa de comentários, refiro que no livro "La division azul, sangre española en Russia" de Xavier Moreno Juliá, este mesmo autor confirma taxativamente que houve portugueses integrados na Divisao azul. Os dados sao poucos, nao os quantifica sequer e apenas faz referência a um anónimo porteiro de uma escola em Braga que já se tinha distinguido na guerra civil.

Sobre a possibilidade de ter havido portugueses integados directamente nas forças alemas nunca encontrei o mínimo registo. Seria deveras interesante desvendar este "mistério".
Cumprimentos ao Joao Tunes e respectivos batráquios.
De João Tunes a 3 de Fevereiro de 2008 às 19:36
Obrigado pela achega. Confirma-se que a participação portuguesa não passou de muito residual e circunscrita a uma ou outra integração na Divisão Azul.
De Pinto de Sá a 4 de Novembro de 2008 às 14:13
Bem, encontrei algures que havia um batalhão inteiro de voluntários portugueses na Divisão Azul franquista, batalhão denominado de "Legião Verde".
Li também umas notas relativas a um sobrevivente que passou vários anos num campo de prisioneiros soviético e que não gostava de falar no assunto, até porque nem a Alemanha, nem a Espanha, nem o Portugal de Salazar lhe teriam reconhecido os serviços e dado alguma pensão...
De João Tunes a 4 de Novembro de 2008 às 16:33
Pobrecito...
De Pinto de Sá a 4 de Novembro de 2008 às 17:52
Bem, estava a fazer uma busca, por curiosidade relativa à Falange, sobre a Divisão Azul, quando encontrei este post neste blog.
Escrevi há pouco sobre um batalhão português inserido na Divisão Azul, mas parece-me que me baseei num blog proto-fascista de credibilidade duvidosa. Na verdade, não consegui confirmar esses dados em mais lado algum, e o que encontrei menciona entre 15 e 60 "viriatos", parecendo-me o primeiro número mais provável.
Alguns textos dizem que desses (15?) apenas um terá sobrevivido, mas há também quem diga que conheceu outros sobreviventes (gabarolas?). O tal sobrevivente ter-se-ia inscrito na Legião Estrangeira espanhola por 5 anos e apanhado com a guerra civil - sim, casos desses sei que houve vários - mas basicamente por razões económicas. Finda a guerra civil procedeu a uma renovação do contrato (é macabro, mas as coisas em 1940 não tinham a clareza de hoje), e terá sido assim que foi parar às estepes de Leninegrado (S. Petersburgo), onde penou com a Legião Azul.
Como diz o artigo de Tunes (a propósito, leu "As benevolentes"?), foi só um entre muitos outros...
De rui tartaro a 2 de Julho de 2009 às 16:10
Relativamente à questão da participação portuguesa na Frente Leste, integrada na Divisão Azul Espanhola, quero acrescentar que, de acordo com o escritor Henri Landemer, participaram algumas centenas de portugueses integrados numa "Legião Verde", e que foram repatriados em 1944. Estes parcos dados constam do livro daquele autor "As Waffen SS" da Editora Ulisseia, pag. 164. Diz-se que o inspector da PIDE Casimiro Monteiro, assassino do Gen. Humberto Delgado, terá feito parte deste contigente
De Pinto de Sá a 3 de Julho de 2009 às 00:28
Bem, então a minha contribuição de 7 de Novembro de 2008 pelas 17h52 sempre se confirma - terá havido um Batalhão inteiro de portugueses na Divisão Azul.
Coisa que não me parece nada de admirar, porquanto:
a) O número de germanófilos em Portugal, à época, não era despiciendo ;
b) Tanto havia apoio oficial para tais participações que um oficial de carreira - Spínola - lá esteve, e certamente não foi com desconhecimento superior;
c) Havia nas tropas nazis na "frente Leste" voluntários de imensas nacionalidades - desde a divisão Viking escandinava a croatas e até russos (o exército de Vasslov), passando por franceses, romenos, húngaros, italianos, a "Divisão Azul" franquista, etc. Paradoxalmente, uma autêntica "Internacional" fascista combateu ao lado dos racistas nacionalistas alemães! O romance "As benevolentes" retrata bem esse ambiente "internacionalista".
Quanto a Casimiro Monteiro, seria muito jovem, à época, mas já fizera o estágio com os "viriatos" que combateram por Franco em Espanha. Segundo Dalila Mateus o seu currículo foi "notável", incluindo não só o assassinato de Delgado como o de Mondlane, relatado pelo próprio filho no recente programa de Joaquim Furtado, "A guerra".
De rui tartaro a 3 de Julho de 2009 às 17:36
Sim, efectivamente as SS funcionaram como um autêntico exército internacional, uma espécie de brigadas internacionais fascistas. até algumas dezenas (ou centenas) de britânicos fizeram parte deste corpo militar, se bem que mais com funções propagandísticas que propriamente bélicas. alguns dos portugueses envolvidos certamente teriam feito parte dos viriatos ( que foi o caso do casimiro monteiro) e outros fariam parte da legiao estrangeira espanhola e com o fim da guerra civil espanhola terão decidido embarcar na aventura do leste.
também o spínola esteve na frente leste, junto a estalinegrado, supostamente com funções de observador. quanto ao casimiro monteiro diz-se que durante a guera ainda mudou de lado e terá combatido como comando do lado dos ingleses na parte final da guerra.
por último quanto ás benevolentes, que é de facto um livro soberbo o espírito das tropas não alemãs das waffen ss está mto bem retratado sobretudo na batalha por berlim na qual desempenharam grande papael a as tropas da divisão francesa charlemagne
De Pinto de Sá a 3 de Julho de 2009 às 17:48
Pois, mas o papel da Divisão francesa SS Charlemagne na batalha de Berlim está sobrevalorizada em "As benevolentes", quiçá como maldadezinha para com a França e a sua (historicamente retocada) auto-imagem de "resistente". Isto tendo em conta que o autor do livro cresceu em França e o escreveu na respectiva língua, apesar de ser americano de nascimento.
Na verdade, quem terá defendido Berlim terá sido sobretudo a Divisão Viking, de nórdicos, holandeses e flamengos. Mas não deixa de ser uma das ironias negras da História que tenham sido estrangeiras, as principais forças que resolveram morrer em Berlim, na derradeira batalha pelo nazismo!
Ah, Spínola não foi em Estalinegrado que esteve, mas sim em Leninegrado. De Estalinegrado não voltou praticamente ninguém, e foi também em Leninegrado que andou a Divisão Azul espanhola. Em Estalinegrado ficaram 2 exércitos romenos inteiros e mais tarde um (quase inteiro) italiano.
De rui a 3 de Julho de 2009 às 17:59
sim efectivamnete a divisao azul esteve sobretudo em leninegrado. mas podia jurar que o spínola tinha estado presente em frente a estalinegrado como observador, já na fase posterior ao cerco soviético mas ainda antes da rendição do marechal von paulus. mas não vou insistir talvez esteja enganado.
efectivamnete as tropas francesas estiveram no último reduto em berlim, nas lutas no metro da caiptal alema mas sem dúvida que houve outras formações kque se destacaram mais, nomeadamente os valões do degrele, talvez a melhor unidade ss estrangeira. concorfdo inteiramnte no que disse sobre o fenómeno do colaboracionbismo francês. não nos podemos esquecer de homens como darnand, doriot e deloncle que assumiram o colaboracionismo de pleno coraçao tendo inclusve o segundo aderido as ss e morrido em acçaõ
De António a 8 de Julho de 2009 às 01:17
Segundo consta cerca entre 150 a 300 portugueses combateram pela Alemanha nazi na II Guerra Mundial, a maioria foram integrados na Divisão Azul e eram da dita Legião Verde portuguesa - Viriatos que Salazar já tinha enviado para combater os comunistas na guerra civil espanhola.
Existem poucos dados, mas sabe-se que varios outros portugueses foram integrados na Das Reich e na wallonien, no entanto carece de fontes.
Muitos morreram e nem todos foram para a frente leste.
Se econtrarem mais alguma informação pertinente partilhem.
saudações
De António Jorge a 18 de Março de 2014 às 09:27
Quanto à pretensa resistência dos franceses,a verdade é que tirando a gente de De Gaulle e os "maquisards" sobretudo comunistas,o resto do pessoal tratou de sobreviver e alguns(muitos) até trataram foi de beneficiar o mais possível da situação,quite a no fim da guerra aparecerem como grandes lutadores...
Vivi em França e tive algumas vezes ocasião de debater este assunto,e tudo aponta nesse sentido...e muitos casos ainda bem pior...é um tema que daria pano para mangas...
Quanto ao general Spínola,as indicações que tenho são no sentido de que teria estado como observador em Estalinegrado,e teria escapado ao cerco Soviético por pouco.Teria o posto de tenente na época...
Não garanto isto,mas o certo é que já li este tipo de indicação oriunda de mais que uma fonte,uma delas de origem francesa,creio...
No que respeita à participação de portugueses entre os nazis,creio que se sabe muito pouco...mas com a fome que havia na época,até não custa a crer que houvesse alguns...a pensar que iam tirar a barriga de misérias...enfim...
De João Tunes a 18 de Março de 2014 às 17:10
Foi publicada há meses uma edição especial da revista "Visão" e que contem dados interessantes e reveladores da presença portuguesa na Divisão Azul que combateu pelos nazis na frente de Leninegrado (e não Estalinegrado como, por vezes, se diz em erro). Foram vários (a maioria tinha combatido em Espanha ao lado de Franco) e registaram-se baixas. Spínola e outros oficiais estivaram na frente de Leninegrado em curta missão de estudo e observação mas sem terem nada a ver com os militares portugueses integrantes da Divisão Azul. Portanto é ficção a história do Spínola em Estalinegrado e a ser cercado pelos soviéticos. E é muito grande a distância entre os dois referidos locais. E em Leninegrado, quem cercavam eram os alemães e os russos estavam era numa (terrível) posição de sitiados.
De Fernando Pereira a 28 de Abril de 2015 às 12:49
Numa entrevista ou depoimento dados por Oscar Cardoso ex-inspector da DGS-PIDE, refere que Casimiro Monteiro efectivamente combateu em Estalinegrad e que Spinola também esteve na hoje volgograd. fonte:

http://www.oliveirasalazar.org/download/documentos/Entrevista%20ao%20Inspector%20%C3%93scar%20Cardoso___43C63F25-CFCB-4E34-93CF-86D564B60498.pdf

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