Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

BI: MAIS M-L QUE HOMO

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Júlio Fogaça, membro do Secretariado do PCP, foi expulso do seu partido, o que ajudou a resolver a disputa com Álvaro Cunhal quanto à liderança do PCP, por “actividades homossexuais”. Luiz Pacheco, bissexual, teve direito a missa na Basílica da Estrela e saída em urna coberta pela bandeira do PCP. Também na sexologia, o marxismo-leninismo se afirma como uma teoria política científica.

Publicado por João Tunes às 22:55
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7 comentários:
De andré resende a 11 de Janeiro de 2008 às 01:50
Fique sabendo que Fogaça foi suspenso mas nunca foi formalmente expulso.
Fique sabendo que quando Cunhal estava preso, Fogaça estava à frente do PCP e quando Fogaça estava em Peniche, Cunhal já tinha fugido, ou seja, nos anos 50 não se cruzam.
Fique sabendo que à época o que estava em causa eram os problemas de segurança óbvios que a homossexualidade de Fogaça colocavam - basta lembrar como e onde foi preso.
Fique sabendo do que já passaram mais de 50 anos e que depois do 25 de Abril muitos homossexuais foram aceites como membros do PCP.
Fique sabendo tudo isso, porque todos sabemos que se o PCP não tivesse tratado com decência e dignidade o funeral de Luiz Pacheco,o seu post então teria sido sobre isso.
De João Tunes a 11 de Janeiro de 2008 às 11:21
Fique sabendo que sei como se fazem as construções propagandísticas, plastificadas conforme os tempos, e de que aqui faz uso comezinho. Mas a propaganda tem um problema quando lida com memória não esquecida (ou seja, quando não é como o seu falso blogue: uma págima em branco). A decisão da expulsão (ou afastamento, pois claro) de Fogaça foi-me apresentada em "versão oficial" na clandestinidade de então (por um Resende que então não era André): "não era compatível com a qualidade de dirigente do partido, ser-se homossexual" (sic). Mas, obviamente, que concordo que a posição do PCP sobre a sexualidade mudou após o 25 de Abril (em simultâneo com a queda da "ditadura do proletariado"). Não se limparam foram os esqueletos dos armários na auto-história do PCP, nomeadamente quanto à disputa entre Cunhal e Fogaça (como entre Cunhal e Pavel, como entre Cunhal e Francisco Martins Rodrigues) na luta pelo poder, em que Cunhal e os cunhalistas por ele, utilizaram sempre argumentos de assassinato de caracter (Fogaça pelça homossexualidade, Francisco Martins Rodrigues porque "roubou uma máquina de escrever", Pavel por uma "estranha cumplicidade" na fuga do Aljube) para afastar rivais ou incómodos. Como continuaram a fazer, e fazem, com quem, no PCP, pensou, pensa e propõe diferente do funil decisório do centralismo democrático. Quando resolver sair da clandestinidade, assumindo rosto e nome, identificando-se, eu explico-lhe melhor para vc "ficar a saber tudo isso".
De Anónimo a 11 de Janeiro de 2008 às 17:16
Caro João,

Esta questão da homossexualidade do Fogaça era do conhecimento da Direcção do PCP, desde a estadia deste no Tarrafal.

Confirmei isso, há já bastante tempo, com o Pires Jorge , como sabes, com quem tive uma relação "familiar": o meu filho mais velho é neto dele.

Confirmei, há pouco tempo, com o Edmundo Pedro, que esteve no Campo do Tarrafal ao mesmo tempo em que o Fogaça lá estadiou, a mesma situação: a preferência sexual do Júlio Fogaça era conhecida da Direcção dos Comunistas do Campo e da Direcção do PCP.

Tal facto não obstou, então e após, à carreira ascensional do Júlio Fogaça na Direcção do PCP.

O Pacheco Pereira, no III Volume da Biografia do Cunhal comete o mesmo "erro" de apreciação da "expulsão" do Fogaça.

Este comentário não me coloca na defesa da Direcção do PCP que o expulsou, nem, menos ainda, me coloca numa outra qualquer posição...

Como, actualmente, ando de roda duma licenciatura em história, às voltas com a "heurística" da pesquisa historiográfica e com a "Hermenêutica" inerente aos textos e. sobretudo, pelo amor á verdade (como gostava de citar o pouco recomendável António Gramsci e como andaste, recentemente, pelas Itálias do Sul...ainda asim me parece oportuna a referência a este pensador "marxista": "só a verdade é revolucionária") está explicada a minha particular atenção para estas coisas da história e para o seu rigor narrativo.

Por outro lado, e as minhas fontes são de alguma qualidade, o Julio Fogaça terá sido afastado por incumprimento de regras conspirativas e por colocar em perigo....blá, blá, blá...blá!...

Claro que, ambos sabemos, o Cunhal ajustou contas com o Julio Fogaça por esta via administrativa e disciplinar, como acertou contas com o Piteira Santos, com o Flausino Torres e etc.

Ambos sabemos que o Julio Fogaça foi preso pela PIDE, numa pensão, onde se tinha instalado com um jovem rapaz...Mas ambos sabemos que o Julio Fogaça, nesta prisão, como nas anteriores, se comportou como um herói e de acordo com os regimentos canónicos em vigor no PCP e à época!

Não me parece pois que o que determinou a "expulsão" do Júlio Fogaça do PCP se tenha sustentado na "homossexualidade" deste, mas sim nas profundas divisões e nas disputas de poder no PCP e em que o Cunhal esteve envolvido e das quais saiu vencedor.

Após o 25 de Abril, creio u, que o Fogaça foi Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal do Cadaval e manteve contactos com a Direcção Histórica do PCP através do Pires Jorge.

Há quem tenha informações sobre o destino (em Testamento...) da enorme fortuna fundiária que ele, Júlio Fogaça, possuia.

Por amor da verdade, recebe um enorme e afectuoso abraço do velho amigo,

Zé Albergaria

PS- Temos de nos encontrar um dia destes...
De João Tunes a 11 de Janeiro de 2008 às 22:28
Caro Zé,

Tudo o que dizes sobre o "processo Fogaça" tenho-o como certo. Mas, se permites, a separação que julgo fazeres, relativamente aos tempos de clandestinidade, entre luta (ou vida) partidária e sexualidade parece-me demasiado linear. Pois o separar de águas não era de todo absoluto. Havia uma "moralidade comunista" (diga-se que muito ao sabor da moral oficial da URSS) que, até porque se invocava uma superioridade moral, que tinha reflexo nas aceptibilidades dos comportamentos sexuais, os quais eram matrizados nos comportamentos dos militantes. O comportamento considerado correcto do(da) militante em termos de sexualidade obedecia a normas bem conservadoras, num standard judaico-cristão vernáculo, partilhadas paradoxalmente pelo salazarismo e pelo estalinismo, que se reflectia nos juízos sobre a vida "amorosa" do militante e da militante. Este padrão só foi abalado a partir da década de 60 com o rechear de quadros do PCP provenientes do meio estudantil ("contaminados pelo liberalismo amoroso") e passando então a cohabitar com os padrões clássicos ainda dominantes nos quadros de origem operária e camponesa e que satisfaziam o padrão dominante cultural do PCP sobre homem, mulher e sexo que era hetero e em que a mulher era, sexualmente, uma prestadora, passiva ou activa, de prazer aos homens. Homossexualidade, masculina ou feminina (seria curioso estudar-se melhor, quanto ao lesbianismo comunista português, o caso de Julieta Gandra e Fernanda Tomás consumado em Caxias e que ocasionou um "tremor de terra" entre as prisioneiras comunistas naquela prisão), era, em juízo partidário, um fortíssimo handicap. Fogaça militou com esse permanente ónus. Provavelmente, se Fogaça não disputasse Cunhal, sobreviveria com o seu handicap sexual pois a sua dimensão partidária era enorme. Mas a partir do momento em que foi alternativa a Cunhal (em termos de uso de poder quando Cunhal estava preso, por ter defendido linhas divergentes - umas vezes mais de "direita", outras de fundamentalismo estalinista -, sobretudo quando liderou a fase de ostracismo de Cunhal na altura do V Congresso) o seu handicap sexual possibilitou o seu assassinato político e que foi vilmente utilizado (embora embrulhado no argumento de que o encontro sexual que o levou à prisão tenha ofendido, apenas, questões de segurança). Por isso, julgo que os critérios que levaram ao afastamento de Fogaça foram de natureza dupla: disputa com Cunhal e a "fraqueza" da sua condição de homossexual (e não concordo com o monolitismo dicotómico de haver apenas uma ou outra razão). Que Fogaça, vergado à "vergonha homossexual", tenha aceite o ostracismo, com a forma vil como ele foi perpetrado, não adianta historicamente ao caso. Sei que o seu "sentimento de culpa" (por ser comunista e homossexual) o levou a arrastar os últimos tempos da sua vida como apêndice instrumental do partido que tão canalhamente o tratou - funcionando como "amigo", indo para o MDP/CDE, legando a sua fortuna de família ao PCP. Mas esta miséria, a grande miséria de Fogaça, só comparável com a sua outra grande miséria de prática ultra-estalinista, se diz alguma coisa sobre esta personalidade, muito mais diz sobre o pragmatismo manipulador e oportunista, em que a luta despreza as pessoas, do partido que Fogaça serviu (no meu entender, muito mal) e dele se serviu, na graça e na desgraça, até ao último dos seus dias.

Relendo o que tu e eu escrevemos, estamos em desacordo em quê e sobre o quê (além da tónica no pretexto)? Ajuda-me, se fores capaz.

Grande abraço do tamanho de uma velha e intocável amizade. Que merece um reencontro obrigatório.
De aqueduto-livre.blogspot.com a 14 de Janeiro de 2008 às 10:27
Caro João,

Em nada.

Depois destes "pormaiores" na narrativa quanto à "expulsão" do Fogaça (eu tenho dúvidas que tenha havido processo formal de expulsão, à semelhança do que houve com o Piteira Santos, o Flausino Torres e, mais recentemente, com quase TODOS os "renovadores", exceptuando o Judas e o Fernando Castro - que se afastaram...), nada, mas mesmo nada, nos separa quanto à matéria de facto e substantiva.

Contudo, neste teu comentário, colocas um tópico da maior importância, em meu entendimento, e, praticamente, não abordado por ninguém: a sexualidade dos comunistas portugueses e, sobretudo, no que concerne às estadias nas prisões (Tarrafal, Caxias, Aljube, Peniche, Porto...) e às casas clandestinas e na clandestinidade no estrangeiro (Paris, Bruxelles, Alger, Praga, Moscovo e etc.).

Ambos sabemos que as directivas do Centro, de Moscovo, do PCUS, para o Movimento Comunista Internacional (mesmo já sem Internacional...) varriam TODOS os aspectos da vida dos quadros dos Partidos nacionais. Ambos conhecemos a História e algumas histórias. Mas, ambos sabemos, que o "discurso", bastas vezes, esbarrava com a praxis e, sobretudo, com a humana condição dos camaradas.

Sei, sabemos, as trapalhadas que se construiam a partir duma moral "puritana" que permitia "sustentar" uma "superioridade" moral dos comunistas (sobretudo no território da luta política, mas que se derramava também na conduta pessoal e heroicisada, que permitia TUDO suportar: a dor, o isolamento, a falta de liberdade, as carências sexuais, etc...).

A realidade desmente, brutalmente, tal situação.

Na clandestinidade houve inúmeras situações que decorrem das aflições por falta de sexo e afectos.Conheço algumas. Umas, muito bonitas, mas outras há duma grosseria- a rondar a bestialidade.

É conhecida a disputa havida em torno da belíssima (ao que se diz...) Cândida Ventura e em que foram
intervenientes o Cunhal, o Pires Jorge e o Piteira Santos. O vencedor terá sido o Pires Jorge. Isto poderá explicar algum respeito/distanciamento que o Cunhal SEMPRE teve em relação ao Pires Jorge. Uma derrota, sempre é uma derrota, mesmo que ela tenha ocorrido na disputa da mesma mulher!

Alguns desvios, muitas sublimações, imensas fantasias, alguma homossexualidade acidental, ocorreram nos espaços concentracionários em que os comunistas portugueses mourejaram.

Contudo não existe historiografia (nem o JPP se aventurou a tal exercício) sobre esta temática. Contudo, muitos comportamentos pós 25 de Abril só poderão ser entendidos à luz destas traumáticas experiências. Veja-se o caso do José Magro (21 anos encarcerado..) e o seu modos operandi sexual na legalidade...veja-se o carácter de predador sexual do Pato (que obrigou, uma ou outra vez a intervenções do Cunhal...) e veja-se a "cultura", de algum modo liberal em termos de costumes sexuais, reinante no enorme consulado do Cunhal! Hoje, não faço a minima ideia como é que são as coisas neste particular.

Uma coisa é a Moral canónica, ideal ou proposta como Idealtipo, outra é o exercício do Poder, dos Poderes.

Sabemos todos que, quando as normas esbarram na vida ou na natureza (veja-se o celibato e a inibição de sexo dos padres da igreja romana...), normalmente, mais tarde ou mais cedo - elas são violadas.

Conheci "camaradas", "amigas", como então se dizia, que cumpriram, por disciplina partidária, "favores" sexuais a "quadros" e/ou "dirigentes" do PCP. E então as "amigas" que mergulhavam na clandestinidade com os "funcionários" e lhes davam, sempre, alibis de "Casal" (às vezes, eram-no de facto e de jure).

Observa a narrativa utilizada pela Zita Seabra quando nos "conta" a ida para a clandestinidade com o Albano Nunes: passa em claro a partilha da cama. O leitor fica sem saber o que aconteceu durante dezenas de noites, naquelas casas clandestinas! Isto, claro está, acontece por opção da narradora! Confronta, entretanto, este "romance" verdadeiro (a biografia da Zita Seabra, com o romance do Cunhal "Até amanhã, camaradas!"...). A endogamia praticada pelos comunistas na clandestinidade e ainda no pós 25 de Abril - seria tema interessante a pesquisar...

Um abração,
Zé Albergaria
De João Tunes a 14 de Janeiro de 2008 às 12:11
Caro Zé,

Agradeço o teu contributo para um capítulo escondido da história do martírio comunista, no lado humano que estava dentro dos heróis e que as regras partidárias que, como tudo, procuravam controlar (e podia ser de outra forma?).

Meto apenas um ponto sobre a Cândida Ventura, a minha querida amiga Cândida Ventura. Conhecia-a em 1974, em Praga, e continuo a encontrá-la embora muito espaçadamente. Continua lúcida e intelectualmente muito ágil, anda pelos 90 anos de idade e continua uma mulher muito, muito bonita (sendo fácil prever quantos corações despedaçados semeou pelo seu caminho de vida). Não sei muito (melhor: sei quase nada) da sua vida sentimental-amorosa nem isso é tema que me espicaçe esgravatar-lhe a memória (tem todo o direito ao seu recato). Quanto aos seus companheiros conjugais, apenas sei que foi companheira de Piteira Santos e de Orlando Lindim Ramos (de Pires Jorge, é a primeira referência que me chega). Embora conste com insistência que a Cândida foi companheira de Cunhal, ouvi-a desmentir isso. Mas está para esclarecer aquele que terá sido o grande "erro conspirativo", de lesa movimento comunista internacional, cometido por Cunhal: a protecção que concedeu a Cândida Ventura desde que esta entrou em dissidência (declaradamente em 1968, quando da Primavera de Praga), permitindo que esta se conservasse até 1978 (!) incrustada na Revista Paz e Socialismo (uma espécie de coordenadora teórica do movimento comunista, dirigida pelo PCUS e com sede em Praga), enquanto activamente conspirava pela queda dos regimes comunistas. Além da inegável perícia conspirativa da Cândida Ventura, colocando na luta contra o comunismo tudo o que aprendera na luta clandestina do PCP, em situação de agente duplo, difícil é entender como, sendo controlada directamente por Cunhal, durante dez anos, vivendo num país comunista, sujeita à vigilância policial de checos e soviéticos, ela tenha conseguido desenvolver o seu trabalho conspirativo e só tenha saído dele e do PCP quando o entendeu fazer. Como foi possível que tudo isso se tenha passado sob as barbas de Cunhal (e em que a protecção de Cunhal terá desempenhado o papel de muro de protecção que impediu que o PCUS/KGB desmontasse a rede conspirativa que passava por CV)? O que cegou a vigilância revolucionária de Cunhal? Pois acho que, conhecendo-se Cunhal, restem poucas hipóteses de respostas. Erro conspirativo este que, de tão gordo, e como estalinista de aço que era, colaborou, depois e quando, mais tarde, o PCUS/KGB descobriu a rede conspirativa, em 1980, já com Cândida Ventura fora do PCP e a assumir as suas posições políticas anti-soviéticas e anti-comunistas, na tentativa dos soviéticos (a quem o PCP facultou a sua morada em Portugal!) em a atraírem de regresso a Praga e à actividade na Revista (!!!), naturalmente com o objectivo de lhe aplicarem um "correctivo à Lubianka" (bastaria ela adoecer e ser internada num hospital que um médico-polícia trataria do resto). Um dia talvez a historiagrafia sobre o comunismo chegue também a estas páginas escondidas. Até lá, o mito Cunhal ainda caminhará de pé.

Grande abraço.
De carlos a 11 de Janeiro de 2008 às 23:22
lendo e aprendendo (só conhecia a versão difundida no book do JPP).
isto é Blogar, na sua melhor leitura!
thanks aos dois

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