Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

FRÁGIL? FORA!

00275bpq

 

 

De um (mais um) excelente post da Drª Lolita:

 

O mais inquietante de toda esta bizarria é que isto tudo ameaça ser o futuro próximo da (des)protecção social dos mais desfavorecidos, seja por doença, procriação, vício ou handicap. Quem se fragiliza, sai do sistema. Liberalismos à parte, que isto nem sequer obedece a qualquer ideologia (ou pseudo-ideologia) que suscite oposição ou censura.

 

Publicado por João Tunes às 13:33
Link do post | Comentar
6 comentários:
De cristina a 27 de Novembro de 2007 às 00:00
João, do ponto de vista do direito, o post pode fazer algum sentido. do ponto de vista médico, nenhum. só lhe falta começar a falar da saliva e do suor e das lágrimas. de sangue, já agora....
De João Tunes a 28 de Novembro de 2007 às 14:54
Não entendi quem está ou o que está a contraditar. Será o médico do trabalho que, segundo a lolita, "O médico de trabalho, por exemplo, que se borrifou para o sigilo profissional e divulgou a natureza da doença à entidade empregadora. Não contente com isso, emitiu informação escrita atestando a incapacidade definitiva do trabalhador para prestar o trabalho apesar de tudo e também apesar de o médico que assistiu o cozinheiro o considerar apto para trabalhar."?
De cristina a 30 de Novembro de 2007 às 22:15
João

a função do médico do trabalho é garantir que um doente está no lugar adequado à sua doença. para o resto, existem os outros. assim, ele transmitiu ao patrão que na sua opinião aquele doente não devia estar naquelas funções. é isso que todos os medicos do trabalho fazem qualquer que seja a doença, certo?

e quanto a mim, ele tem razão. eu também não concordo que o lugar seja adequado. não por causa dos "fluidos corporais", mas por causa daquilo que é a evolução natural da doença, da possibilidade de infecções oportunistas nomeadamente a tuberculose que tem aumentado dramaticamente na população não infectada. este homem tem um risco real de reactivação da tuberculose(tinha ja estado de baixa um ano por causa disso) em fases de maior fragilidade. a tuberculose, relembro, é, sim, um problema de saude pública.
Só à laia de desabafo, lamentavelmente, nunca houve por parte da associações de doentes uma campanha para consciencializar os infectados de que, alem de se protegerem, devem proteger quem os rodeia. não. a defesa, e a consequente desresponsabilização, sempre!

outra coisa, cuidado com a defesa da postura dos "coitadinhos que não dizem porque seriam marginalizados". é esta postura que os leva a não dizer à mulher, ou ao marido, aos contactos sexuais que têm, e que tem contribuido para que sejamos um dos paises da europa com mais novos casos de HIV. os infectados, têm que se convencer de uma vez por todas de que têm uma DOENÇA INFECCIOSA e que isso têm consequências.

muitissimo mais se poderia dizer dos riscos que um infectado pode fazer os outros correrem, das infecções possiveis e tudo isso, mas, ficaria aqui até amanhã..

conclusão, o mais correcto seria ele ter falado com o patrão e ter pedido mudança de funções. ninguém precisava de saber. mas não, fechou-se em copas e borrifou-se nos outros, que é o que geralmente acontece.

beijos
De João Tunes a 30 de Novembro de 2007 às 22:31
Obrigado, Cristina, por justificar a sua posição. No meu entender, mantêm-se questões nebulosas na decisão judicial e no seu implícito apoio a ela. Sobretudo sobre o ónus da probabilidade de infecções parasitas (critério tão rigoroso que, a ser aceite, teria de ser estendido a todos os quadros clínicos e que, provavelmente, levaria a uma limpeza eugénica na população trabalhadora). E julgo que o relevante, no caso, foi uma estigmatização socialmente adquirida relativamente à sida (por associação de práticas pecaminosas na aquisição da doença).
De cristina a 1 de Dezembro de 2007 às 16:30
João

as infecções oportunistas existem e é por causa disso que Portugal temos a tuberculose a aumentar dramaticamente na população não HIV.
um doente HIV não tem as mesmas possibilidades de a contrair e transmitir, tem claramente muito mais. é com isso que temos que conviver e é sobre essa realidade que temos que actuar, parece-me.

não vale a pena andar com paninhos quentes, só piora a situação.
De João Tunes a 3 de Dezembro de 2007 às 14:31
Cristina, a sua posição está clara. A minha também. Até ao próximo "papo".

Comentar post

liuxiaobo.jpg

j.tunes@sapo.pt


. 4 seguidores

João Tunes

Pesquisar neste blog

Maio 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Posts recentes

Nas cavernas da arqueolog...

O eterno Rossellini.

Um esforço desamparado

Pelas entranhas pútridas ...

O hino

Sartre & Beauvoir, Beauvo...

Os últimos anos de Sartre...

Muito talento em obra pós...

Feminismo e livros

Viajando pela agonia do c...

Arquivos

Maio 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Junho 2013

Março 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Junho 2012

Maio 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

Novembro 2004

Outubro 2004

Setembro 2004

Agosto 2004

Julho 2004

Junho 2004

Maio 2004

Abril 2004

Março 2004

Fevereiro 2004

Links:

blogs SAPO