Sexta-feira, 14 de Abril de 2006

EQUILÍBRIO EM FALTA DE BULA

Almoço de carne. Excelente. Para equilibrar a transgressão, carne de porco. Para que os muçulmanos não se fiquem a rir.

Publicado por João Tunes às 20:32
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3 comentários:
De ana a 17 de Abril de 2006 às 11:17
Páscoa já passada, apeteceu-me vir, agora, dar uma dica sobre este seu post ou, melhor dizendo, sobre esta sua provocaçãozinha. Com a moderação de sempre, dá para perceber o seu gosto por "espicaçar". Se não se ofender, tal como eu digo de mim (aprendi com o P. Mexia), "uma vez católica, católica para sempre", diria de si, caro João, "uma vez comunista, comunista para sempre". Há sempre algo de entranhado em nós que não nos larga mais. Não é algo agarrado à pele, é mesmo qualquer coisa dissolvida no sangue, incondicionalmente no núcleo das nossas células! Assim, conforme à premissa de que "a religião é o ópio do povo", gosta o João de dar uma alfinetadazita...
Digo isto porque, sendo eu uma das tais não-praticantes, longíssimo de servir de exemplo, pouco up-to-date com as coisas da Igreja Católica, julgo saber que "bula" não existe mais, já não funciona para "comprar" o direito a comer carne...
Foi substituída por qualquer outra abstenção sacrificial ou partilha de bens com alguém necessitado. Ainda assim, 4ª-feira de Cinzas e 6ª-feira Santa, serão ainda dias de abstinência. Muita gente que eu conheço, segue a tradição, mesmo pessoas que sabem como estes preceitos e outros, tinham mais a ver com normas de higiene do que com religião.
Espero não ter cometido agravo contra si, que tanto respeito e admiro, mas não podia deixar de tecer estas considerações.
De João Tunes a 17 de Abril de 2006 às 23:04
Ana, vamos por partes. No caso, na resposta ao seu comentário, três partes (se fosse teatro ou ópera, seriam três actos, mas neste pobre blogue não se chega a tanto). Primeira: a sua simpatia e o modo cristalino de dizer o que pensa e sente, isenta-a de qualquer suspeição de agravo pelo que, aqui, esteja sempre à vontade para dizer o que lhe der na republicana gana e, por favor, nunca dobre a cerviz em salamaleque perante o “correcto”; Segunda: sobre a bula sei (já sabia) o que contou, mas se a bula foi abolida (substituindo tributo por uso), o estilo de preferência permanece – o ademane de gosto de Igreja a casar com o Ter (Ter no Poder); Terceira: não se canse a tentar que eu me confesse de males condenáveis segundo qualquer eugenia sócio-política, muito menos quanto ao apego concordante com o que de muito certo disse Carlos (o Marx) e até porque vivo muito bem com as minhas degenerações, as revolucionárias e as reformistas, procurando equilibrá-las sem perder o encanto pela espiral da sua permanente contradição, tanto que me falece disponibilidade para uso de muletas de amparo religioso, fazendo papel de coxo enquanto homem entre homens e perante os homens. Espero não ter sido, agora, o agravante (!). Segue abraço com retribuição sincera de respeito e estima.
De ana a 18 de Abril de 2006 às 10:47
Caro João, agravante não pode ser, que o senhor é dono de uma delicadeza enorme.
Eloquência e conhecimento científico das questões sociais estão do seu lado. Da minha parte, existe apenas um passado de contacto directo e algo longo com as prédicas e práticas da Igreja Católica e o atrevimento desmesurado de falar disso, como se fosse muito entendida. E não sou. Entendidas serão as pessoas que fazem estudos de teologia, cursos de cristandade ou outros, de aprofundamento da sua fé.
E, coxos, caro João, somos todos nós, de alguma maneira, em algum aspecto das nossas vidas: quem não tiver pecado que atire a primeira pedra, não é?
Só lhe fica bem esse não menosprezar de crenças passadas e presentes e essa atitude mental de discorrer e questionar aquilo que aparente contradição. Que prazer imenso me dá esta "troca de impressões" consigo! Agradeço o tempo e o verbo que gastou com tão prolixa e fraca conversadora.

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