Terça-feira, 31 de Maio de 2011

Utilidade e sondagens

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estamos em maré de utilidades. Assim, se as intenções de voto mandam nas sondagens, estas também condicionam os votos.

Não sou excepção. E, face às sondagens, eu voto útil votando Bloco de Esquerda. Nas esquerdas, o Bloco é o único partido que mostra estar em estado de necessidade, pois o PCP conserva a fidelidade das suas hostes na egolatria escapista do leninismo senil, viciada no protesto metódico, ritualizado, burocrático e inconsequente; e o PS vai ter muito mais que aquilo que merece. Acresce que a resistência às trovoadas de direita que se avizinham necessita do espaço de uma das vias de reconstrução da esquerda que o Bloco, apesar de tudo e tanto, ainda poderá vir a ser (sobretudo a seguir a um PS liberto de Sócrates). É só, o suficiente, aquilo que a utilidade, medida em função das sondagens, pode dar.

Adenda: O meu amigo José Albergaria deu-se ao trabalho e à consideração de comentar largamente este meu post, rebatendo-o com veemência (assim).

Publicado por João Tunes às 11:08
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Domingo, 29 de Maio de 2011

Poucos mereceram, tanto como este jovem, beijar um troféu de guerra de talentos conquistado num rectângulo desportivo

 


E com todo o direito, na verdura dos seus vinte e três anos, Messi entrou no clube restrito dos génios do futebol onde pontificam os cavalheiros Di Stéfano-Pelé-Eusébio-Cruyff-Maradona.
Publicado por João Tunes às 15:30
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

Que pague pelos seus crimes







Finalmente, foi apanhada a besta humana fardada (Ratko Mladic) que, na Europa, comandou o regresso à prática do genocídio. Agora, julguem-no e façam-no pagar.
Publicado por João Tunes às 23:00
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2011

Abaixo a fmi

Publicado por João Tunes às 15:34
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011

O verso e o reverso (isto não está nem bom para a maioria nem mau para alguns)

 

Manuel António Pina, no JN:

 

Com 689 000 desempregados e 204 000 "inactivos" (pessoas que desistiram já de procurar emprego), isto é, 15,5% de gente sem trabalho que os critérios estatísticos transformaram em 12,4%, o país já há muito teria soçobrado não fosse o patriótico esforço daqueles que, para compensar a calaceirice nacional, se desdobram por sucessivos postos de trabalho, correndo incansavelmente de um para outro, indiferentes à tensão arterial, ao colesterol, aos triglicerídeos e à harmonia familiar.

 

O Relatório Anual sobre o Governo das Sociedades Cotadas em Portugal - 2009, da CMVM, agora tornado público, refere "cerca de 20" desses magníficos, todos membros de conselhos de administração de empresas cotadas, muitas delas públicas, que "acumulavam funções em 30 ou mais empresas distintas, ocupando, em conjunto, mais de 1000 lugares de administração".

 

Revela a CMVM que, por cada um destes lugares, os laboriosos turbo-administradores recebem, em média, 297 mil euros/ ano, ou, no caso dos administradores-executivos, 513 mil, havendo um recordista que, em 2009, meteu ao bolso 2,5 milhões de euros.

 

Surpreendente é que, no meio de tanta entrega ao interesse nacional, estes heróis do trabalho ainda encontrem nas prolixas agendas tempo para ir às TV exigir salários mais baixos e acusar desempregados, pensionistas e beneficiários dos "até" (como nos saldos) 189,52 euros de RSI de viverem "acima das suas possibilidades".

Publicado por João Tunes às 12:26
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Pinga democrática e de esquerda



Quando a Marx e Lenine se junta o Jacinto.
Publicado por João Tunes às 00:25
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

Arriba Sócrates, mas alto que Zapatero !

Publicado por João Tunes às 22:06
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Os penetras armados em gémeos

 

 

Óscar Mascarenhas, no JN:

 

Estão a falar da mesma coisa, das mesmas ideias e das mesmas intenções, mas um anuncia em voz alta e o outro acha que não convém que se saiba: são dois infiltrados do anti-social em partidos de tradições sociais-democratas ou socializantes. Como perversos penetras em território que lhes é alheio, são cavalos de Tróia - só que um é mais mula do que o outro: basta dizer o que defende para sabermos que é o que vai destruir. O outro só tem uma vontade enorme de destruir: ainda não se sabe se terá arte para isso - e já foi apanhado em algumas mentirolas que bateram na trave.

 

Melhor é não contar com eles. Dali nada vem de bom. Tão triste encruzilhada pede que não se vá por aí.

Publicado por João Tunes às 11:57
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Domingo, 22 de Maio de 2011

Entretanto...

Publicado por João Tunes às 01:22
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Basta, coveiros dos seus povos!

 

Publicado por João Tunes às 01:10
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Sábado, 21 de Maio de 2011

Uma "Aurora" crepuscular e a gratificação da descoberta do cinema romeno actual

Um filme de três horas (na sala de cinema em que o vi - Medeia King de Lisboa - não se usa o intervalo), sobretudo centrado num rosto masculino, escrito, realizado e interpretado pela mesma pessoa (o romeno Cristi Puiu), acerca da anatomia de uma desesperança, como é o caso de “Aurora”, não é recomendável a pessoas cinematograficamente frágeis. Mas para quem gosta de cinema, este “Aurora” em final de exibição será um daqueles filmes para não mais esquecer. É um filme existencial sob a marca do tédio, da solidão e da incomunicabilidade numa cidade sepultada nos seus cacos sociais e humanos (a Bucareste dos nossos dias e que competirá com Sofia a disputa do título de capital europeia mais feia e inóspita), uma marca obsessiva centrada numa personagem profundamente ferida na sua personalidade e que se pega aos espectadores e os obriga a uma partilha de intimidade que incomoda. Mas “Aurora” é também um grande filme sobre o pós-comunismo europeu, sobre a forma emaranhada como nos países saídos das antigas ditaduras vermelhas as pessoas são obrigadas a viverem o caos de um crepúsculo social, incomodativo em termos (in)estéticos e da persistência da penúria, cujas marcas profundas e radicais penetraram nas paredes, nas ruas, nas almas, sendo uma amálgama deprimente aquele encavalitar de consumismo em cima das marcas do igualitarismo da penúria como direito social único aos excluídos da nomenklatura. Cristi Puiu fez um longo filme sobretudo centrado no seu rosto, particularmente rondando o seu olhar mas que suscita (no espectador humano, claro) a vontade de lhe dar o braço, dar-lhe força, travar-lhe o desespero, propor-lhe (para o salvar e salvar as suas vítimas potenciais) que ame a sua cidade, apesar de suja, feia, reconstruída contra as pessoas. É uma cumplicidade custosa, porque difícil e dorida, só possível porque Cristi Puiu maneja a câmara que lhe aponta ao rosto com a perícia dos mestres. Mas Cristi Puiu, com “Aurora”, compensa os resistentes, aqueles que suportam o seu filme até ao fim, pelo menos de duas formas: - oferecendo um final magistral e inesquecível (a espantosa sequência da "confissão" na esquadra da polícia) que aposto em como ficará na história do cinema; - mostrando as heranças perenes dos regimes que foram impostos a alguns povos sob pretexto de os tornar felizes e que, depois, se vingaram dos seus falhanços clamorosos através do recurso ao sadismo ideológico com que esmagaram aqueles que antes se quiseram fazer felizes à força.
Publicado por João Tunes às 22:36
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O rei vai gasto e o povo é que paga a despedida

Mais que a crise, foi o tempo que veio matar a vida política de José Sócrates. Tivessem as eleições sido realizadas logo após a sua convocação com emissão de apenas um ou dois debates televisivos, Sócrates teria usado e beneficiado de todos os seus truques e, eventualmente, ganharia tangencialmente pelos votos e, assim, continuado a puxar a trela do PS, o partido e suas clientelas prostrados a seus pés. Mas ontem, face a Passos Coelho, Sócrates evidenciou, através da televisão, que o seu discurso, os seus recursos de efeitos tirados da manga, a forma de fugir às realidades e às responsabilidades, se esgotaram ao ponto de as suas repetições se tornarem insuportáveis e no cúmulo de ele mesmo já não conseguir ouvir as frases feitas que ensaiou para martelar na campanha. A saída da cena política de Sócrates em 5 de Junho à noite não é um problema, muito menos é um dano político. Pelo contrário. O que dana na queda de Sócrates é que o seu penúltimo acto político e público seja a entrega do poder à direita, preço exageradamente alto para uma nova oportunidade de o PS guinar para a esquerda, apesar do alívio nacional que será o país ver-se livre da voz, da imagem, da demogogia e da aldrabice compulsiva de Sócrates. Mas como esta dívida não é negociável, então ... pague-se.
Publicado por João Tunes às 19:22
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Quando o romance chega até onde os tratados só se aproximam

Sim, é (*), conforme se publicita, um romance sobre o assassinato de Trotsky pelo agente dos soviéticos Ramon Mercader escrito por um conhecido escritor cubano a viver e a escrever em Cuba. Mas essa parte que não seria pouca, de tal forma a excelência do resultado, é só um aspecto do último livro de Leonardo Padura, um dos grandes acontecimentos editoriais da primeira metade deste ano em Portugal. Porque o livro de Padura é mais do que o cruzamento entre as vidas e as mortes de Trotsky e Mercader (a presença deste agente do NKVD em terra cubana nos seus últimos quatro anos de vida, é pouco conhecida e é compreensivelmente nublada – repito: ele escreve e vive em Cuba - por Padura: a sua estadia foi a sua última missão de agente e esbirro policial, treinando os agentes da secreta castrista). Não só é também um “tratado” sobre a história da repressão soviética, o cerne do estalinismo, como transmite a atmosfera sórdida cubana e os seus traços de filiação na matriz comum que amarra os comunistas nos lugares onde o poder lhes calha nas mãos. Apesar de Trostsky e Mercader acabarem por adquirir alguma simpatia emprestada pela benevolência de Padura, o resultado é um notável fresco sobre a face negra do comunismo, o seu diagnóstico porventura mais demolidor e impressivo publicado até ao momento, sobretudo devido ao talento literário de Padura que torna a terrível história da repressão e do crime estalinista sob a forma palpável das vidas humanas (dos reprimidos e dos repressores). E é, para já e repetindo, o grande livro deste ano.

(*) – “O homem que gostava de cães”, Leonardo Padura, Porto Editora

Publicado por João Tunes às 01:49
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Heydrich + Kubis e Gabcík

Quando das minhas várias estadias em Praga havia sempre um mesmo ponto misterioso nas histórias checa e europeia que nunca conseguia resolver a contento por via da satisfação plena da minha curiosidade. É que havia um nítido embaraço na forma como os checos lidavam retroactivamente com a memória do assassinato em 1942 de Heydrich, o dignatário nazi que dirigia a ocupação da Boémia e da Morávia (actual República Checa), em acumulação com o lugar de adjunto de Himmler no aparelho repressivo e de coordenador do plano de extermínio dos judeus (Heydrich era o chefe de Eichman). E enquanto havia um hiato claro relativamente ao acto do atentado em si, já era ultra-celebrado o martírio da aldeia de Lídice (próxima de Praga), numa espécie de “romagem obrigatória” para todos os visitantes da Checoslováquia, que fora arrasada com a população chacinada em represália pelo assassinato de Heydrich. Mas se a aldeia mártir de Lídice constituía um ponto altíssimo de ritual antifascista integrando a propaganda oficial para ilustrar a barbárie nazi, o acontecimento conexo, o pretexto para a matança de Lídice, era descaradamente contornado. Lembro-me que só após várias insistências consegui que numa das minhas visitas me indicassem o local (que não possuía qualquer evocação ou indicação especial), perto do acesso ao Castelo, onde o atentado foi consumado. Se era expectável que se escutassem palavras de regozijo e reconhecimento perante o acto corajoso dos patriotas (um checo e um eslovaco), os quais tinham perdido a vida em função das suas participações na resistência e no atentado, o que, a custo, se conseguia escutar era, sob forma de arrumar o assunto, uma consideração negativa acerca do plano devido às consequências pelas represálias dos nazis. Como a mesma apreciação desnivelada se repetia a cada minha visita a Praga, percebi os motivos do diferente “tratamento”: Lídice era local de martírio de inocentes mineiros represaliados sem nada estarem relacionados com a operação de liquidação de Heydrich; o atentado em si fora comandado pelos ingleses, portanto fora dos núcleos ortodoxos e justos do antifascismo celebrado, ao mesmo tempo que as represálias tinham sido de tal forma violentas que não justificavam o acto terrorista contra um dos nazis mais eminentes e poderosos. Fiquei sempre com esta “desproporção” atravessada no meu espírito e que exemplificava a forma manipulatória, selectiva, como os totalitarismos lidam com o passado e a memória. E prometia a mim próprio que encontraria, mais cedo ou mais tarde, os dados que reequilibrassem o meu conhecimento de acontecimentos tão dramáticos e tão importantes e envolvendo a fase de domínio na altura em que a “peste castanha” do nazismo dominou grande parte da Europa.

O romance do jovem Laurent Binet (Prémio Goncourt para um “primeiro romance”) (*), editado há pouco entre nós, veio resolver os meus enigmas relativamente ao atentado que liquidou Heydrich. Há satisfações tardias que desvalorizam as demoras. É este o caso. Se agradeço a Binet a parte que lhe devo, os checos que lhe agradeçam a parte que lhes compete: o contributo para a integralidade da sua memória enquanto povo, fazendo justiça às suas galerias de demónios, mártires e heróis.

(*) – “HHhH, Operação Antropóide”, Laurent Binet, Sextante Editora
Publicado por João Tunes às 00:39
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

Lembrando a "locomotiva humana"

O mais certo é muito poucos se deterem, na ronda dos escaparates, perante um pequeno romance biográfico editado recentemente sobre um corredor que foi e será sempre célebre (tantos e tamanhos foram os seus feitos), o checoslovaco (checo) Emil Zatopek (*). E, no entanto, os que arriscarem ler o romance de Jean Echenoz sobre a vida de Zatopek (1922-2000), serão compensados da aposta. Não só porque a escrita é muito agradável e a tradução é magnífica (Virgílio Tenreiro Viseu), como pelo decifrar de acontecimentos significantes de conhecimento muito limitado, coberto como está pelas brumas do tratamento dos fenómenos desportivos.

Zatopek é um símbolo antigo e permanente da corrida contra os limites no desporto. Na sua prolongada fase pujante, ganhava, nas corridas de longa distância, tudo o que havia ganhar, numa espiral em que todos os records lhe pertenciam e ele em cada corrida ia batendo os seus próprios records, atingindo o pleno nuns Jogos Olímpicos em Helsínquia em que conquistou o ouro nas três modalidades de longa distância - 5.000 metros, 10.000 metros e Maratona (!), sendo-lhe aposta a alcunha significante de “locomotiva humana”. A sua figura a competir era inconfundível – estilo “escangalhado”, máscara de esforço sofrido, transmissão de noção de esforço muscular levado ao limite. Como os seus sucessos coincidiram com a construção da Checoslováquia socialista, sob regime de “democracia popular”, Zatopek foi erigido a um dos grandes símbolos da transformação comunista checoslovaca. Para mais, Zatopek era originário da classe operária e comunista. Assim, a propaganda do regime checoslovaca não só difundia intensamente o mito de Zatopek, apontando-o (pela imagem que transmitia de máxima aplicação na obtenção de resultados) como um stakhonovista modelo do esforço desportivo na longa distância, o símbolo do desportista comunista, cujos sucessos só eram entendíveis enquanto alcançados por um comunista (exemplar). No partido comunista, Zatopek ascendeu ao comité central. Como oficial, por cada sucesso foi sendo promovido de posto, até obter os galões de Coronel.

Com uma solenidade contida, com o respeito devido à tragédia humana, Echenoz, depois de nos fazer acompanhar, de forma viva, a pujança, o apogeu e à inevitável decadência desportiva de Zatopek imposta pelas leis da vida, como que se recolhe perante o desfecho da vida do famoso desportista checoslovaco, adoptando um registo literário com a secura da denúncia do absurdo da opressão. O caso não foi para menos. É que Zatopek, tendo-se oposto à invasão e ocupação soviética e outros exércitos do Pacto de Varsóvia da Checoslováquia em 1968, assumindo as suas obrigações de lealdade perante a sua pátria enquanto Coronel das Forças Armadas da Checoslováquia, foi expulso do partido e das Forças Armadas, condenado a trabalhos forçados em minas de urânio e depois, para “aviso público” da queda de um dos maiores mitos antes levantados pela propaganda comunista, colocado como recolhedor do lixo da cidade de Praga para que os seus compatriotas ao verem correr nas noites de Praga atrás de uma camioneta do lixo o seu antigo campeão de atletismo e ídolo desportivo, tivessem a noção do preço de se dizer não numa ditadura comunista. Provavelmente, nenhum desportista foi tão humilhado quanto Zatopek por razões políticas, passando de um extremo a outro na escala social, do reconhecimento público e nas honrarias de Estado. Ou seja, a excepcionalidade andou sempre junto desse operário provinciano a quem o mundo, espantado, via nele uma máquina feita pessoa correndo contra o tempo e, assim, “locomotiva humana” lhe chamavam.

(*) – “Correr”, Jean Echenoz, Cavalo de Ferro Editores

Publicado por João Tunes às 00:45
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