Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

A culpa do Maxi sentado

 

A Dona Lourdes, uma raridade portista nas minhas bandas, dona consorte e chefe de mesa do restaurante onde como peixe grelhado, esclareceu-me hoje que o golo do Saviola foi ilegítimo (um “roubo”, sublinhou ela, rodando os dedos de uma mão como se ela fosse uma concertina) porque o Maxi, na altura do remate, estava a fazer um fora-de-jogo quietinho e sentado na relva. Rematando a seguir: “bolas, vocês, os benfiquistas, são como os chineses, não só são muitos como estão em toda a parte…”. Eu gosto da Dona Lourdes, dela e do óptimo peixe que serve (sempre com um extra carnívoro de tripas deliciosas, uma vez por semana). Agora mais, porque me ajudou a entender alguns silêncios barulhentos que, desde ontem à noite, se ouvem na blogosfera. A culpa foi do Maxi, sentado no chão.

 

Publicado por João Tunes às 22:22
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Se quiserem acusem-me de plágio ou de boleia mas o melhor post de 2009, feito com o inverno já dentro mais o natal e o ano grávido à porta, só pode merecer transcrição integral

 

Para modernizar a agenda eleitoral, Sócrates, o pior dos farsantes, prometeu o fim da discriminação heterossexual no casamento e convidou um intelectual para o espectáculo. Há sempre um intelectual pronto para morder o isco. Um intelectual ou um operário, no tempo em que havia classe operária. Dizia-se então que não tinham consciência de classe ou que a tinham em excesso, consoante o prisma. Os intelectuais aderiram. Era a sua janela de oportunidade. Como se o engenheiro do Fundão pudesse abrir janelas que não dessem para os pátios do costume: a esperteza, o negócio, a trapalhada, a conciliação sem princípios. Os gays prestaram-se à jogada do mestre beirão. Como as Isildas do costume e as sotainas de naftalina vieram a correr, houve almas distraídas que pensaram estar ali uma batalha ideológica, daquelas que une a esquerda, A Esquerda, esse guarda-chuva virtual que serve de abrigo a tanto malandro. Uma das revelações do ano foi ver a Unidade Simplex, com gente de bem a fazer a campanha do malandro e a perder a tramontana, como sucede nas acções prosélitas. Agora está tudo claro: os gays são iguais, mas diferentes. Para menos. Podem casar mas é-lhes vedada a adopção. Vão lá fazer as porcarias para longe das crianças. Fica assim consagrada a suspeição infamante de serem perigosos para o desenvolvimento da infância. É proibido votar outra coisa que não esta, decretou o chefe. Como se o esclarecimento se fizesse cedendo à ignorância e a justiça pactuasse com a discriminação. História triste. Uma lição para quem se mete com os capatazes da construção civil.

 

Publicado por João Tunes às 21:51
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Quase Natal

 

Jesus (este) e os seus discípulos sabem o caminho. Ámen.
Publicado por João Tunes às 00:03
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Domingo, 20 de Dezembro de 2009

Com figas para os profetas da desgraça

Se conseguirmos chegar a 2010, vivos e com país, grande desafio este, Medina Carreira, António Barreto e João Salgueiro deviam fechar as torneiras dos seus fluxos proféticos apocalípticos metendo as violas no saco (a termo certo). Assim seria se o terrorismo intelectual estivesse banido das nossas práticas correntes no contraditório e no exibicionismo.
Publicado por João Tunes às 00:32
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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

A profanação dos cínicos

 

Aqueles que roubaram a placa da entrada de Auschwitz devem ser cínicos complexados por não conseguirem ultrapassar os nazis em imaginação.

 

Publicado por João Tunes às 21:37
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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Cartaz natalício

 

(quadro da polémica, aqui)

 

Publicado por João Tunes às 19:31
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Tudo à volta menos …

 

Olha, esqueceu-se de um Cai-cedo substituído por um Mexer

 

Publicado por João Tunes às 18:30
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Viajar em tempo de guerra

 

Numa guerra, mesmo de ocupação, "viajar" pode acontecer.

 

Publicado por João Tunes às 01:13
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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

A nobreza do procurador influente

   

 

Como não sou um dos socialistas monárquicos que campeiam por aí (aqui) e que têm, por exemplo, culto por Juan Carlos por la gracia de Franco, repartindo quotas com os socialistas massons e outras estirpes em vias de proliferação, alguns sob inspiração internacional, como a do actual hábito trabalhista inglês de promover os seus (as suas) quadros à qualidade de barões (baronesas), começo a ter dúvidas sobre o sentido dúbio da utilização do termo nobreza. Para um republicano, socialista e laico (perante a Igreja, o Trono e o Poder), como me considero, sabendo deus e os contraditórios se acerto, nobre é a mulher ou o homem que, por carácter, não usa o poder para abusar dele, sabe gerir a função com equilíbrio, probidade e desprendimento (de bens e influências) e nem sequer a ele (poder) aspira a menos que haja um chamamento cívico que lhe convoque a competência e a honradez da intervenção cidadã. Lendo e ouvindo Francisco Assis, chefe da claque parlamentar socialista, a clamar pela nobreza do acto (forçado) de Lopes da Mota em se demitir de um cargo para cujo desempenho não demonstrou dignidade suficiente, antes abusando dela por culto da poupança de incómodos ao Chefe Sócrates, acho que estando ele, Assis, a coroar uma rês humana de baixa origem plebeia, eu me desentendo da interpretação, comum entre os políticos entronados e entronizantes, dos termos avaliativos que usam na sua escala semântica quando desfiam vénias oratórias. Enquanto assim for, na corte do Rei Sócrates, levanto a minha declaração de carbonário pacifista: PS? Jamê!

 

Adenda: Um dia depois de Francisco Assis, oiço Alberto Martins, ministro da justiça, a enaltecer também a nobreza de Lopes da Mota por se demitir de um cargo (para o qual há muito deixara de ter dignidade mínima para ocupar). Concluo pois, que o procurador foi armado como nobre em reunião solene da comissão política do PS. Só pode.

 

Publicado por João Tunes às 22:51
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A concorrência faz mal à saúde?

 

Para a Ordem dos Médicos, o SNS anda a contratar médicos espanhóis, cubanos, argentinos, uruguaios, etc. não por necessidade, mas por cosmopolitismo. E as povoações do interior queixam-se de não terem médicos de família só por serem queixinhas. Do mesmo modo, os duplos e triplos empregos comuns na classe serão apenas "hóbis". É natural que Pedro Nunes se preocupe com a lei da oferta e da procura e pense justificadamente que mais oferta de médicos fará baixar o preço dos actos médicos. Mas não poderia pensar também um pouco na saúde dos portugueses?

 

Publicado por João Tunes às 11:47
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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Nem os desempregados escapam à pregação da moda privatizadora

 

Dizem que é uma espécie de economista um malvado desta espécie:
 

O desemprego é uma questão económica, resolvida nas empresas, mercados e investimentos. Neste processo, os programas estatais costumam complicar mais que ajudam, mesmo quando se enganam presumindo da própria eficácia.

 

Publicado por João Tunes às 23:11
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É isso, é mesmo

 

 

Porque é que não vão reciclar o lixo, brincar no campo com os filhos, passear nas montanhas, namorar em qualquer lugar, cozinhar legumes, ler As Ondas de Virgínia Woolf. Porque é que não deixam os outros ser. Simplesmente como eles são. Inteligentes uns, menos outros. De blaser assertoado ou de T-shirt. De sapatos de vela ou Allstars. Como eles, ou de outra maneira. Não chateiem. Deixem ser.

 

Publicado por João Tunes às 22:27
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Um alentejano que não quer periscópios a espreitar os chaparros, talvez para não apanharem em flagrante delito os danados para as brincadeiras recolhidos à sombra deles

 

Já aqui disse e redigo mais uma vez: no Alqueva, não o queremos, pronto! Já basta o que basta…

 

Publicado por João Tunes às 22:10
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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

A virgindade longínqua do comunismo conseguido(íssimo) porque Lenine, Estaline, Honecker, Mao e Fidel só andaram a experimentar (isto de “experiências” é tique do grupo pois a deputada Rita também falava do Gulag como uma “experiência")

 

Em ano de aniversário da queda d'O Muro, e de outras efemérides que serviram para lembrar os crimes dos regimes que se reclamavam do socialismo a Leste, leu-se e ouviu-se falar muito em comunismo. Falou-se em "revoluções comunistas" e em "regimes comunistas". Nada mais errado, como sabem muitíssimo bem uma parte importante daqueles que usavam e abusam de tais designações.
Comunismo foi (é) coisa que este mundo nunca experimentou.
O que aconteceu a Leste foram, quanto muito, experiências falhadas(íssimas) de construção de sociedades socialistas; ainda que à frente de tais experiências estivessem pessoas e organizações que norteavam (ou pelo menos assim o diziam) a sua acção pela busca de uma sociedade futura comunista.

 

Publicado por João Tunes às 22:48
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Recebeu herança de tia leoa e rica acabada de falecer nos States ou estava à espera de consolidar o sétimo lugar para se tornar um gestor de carteira relaxada?

Publicado por João Tunes às 22:20
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